Crítica: «Bruno»
Depois de Ali G e Borat, cada um com a sua modesta reacção junto da crítica, Sacha Baron Cohen traz agora ao cinema o homossexual do momento: Bruno. A grande questão que se colocava, mas já em menor escala dado o que já conhecíamos dos dois anteriores filmes das suas personagens, seria perceber até que ponto Bruno podia conseguir chegar até aos espectadores da mesma forma que começou a ganhar algum impacto desde o seu primeiro aparecimento na televisão, onde corria o ano de 1998. No entanto, essa foi uma pergunta que começou a ser respondida logo nos primeiros minutos deste filme. Ou seja, Bruno tem material suficiente para chocar as pessoas, e desde o primeiro momento em que começa a interpretar a personagem, Sacha Baron Cohen não tem medo das possíveis reacções que poderá ouvir por todos os cantos do mundo. E, nesse aspecto, é caso para usar a seguinte frase: este homem realmente tem “tomates”.
“Bruno é um jornalista gay que trabalha no mundo da moda e é despedido de um programa sobre o tema na televisão do seu país, a Áustria, depois de o ter arruinado com o seu fato coberto a velcro. Decidido a mudar a sua vida, segue em direcção aos Estados Unidos para concretizar o “sonho americano” e tornar-se no “mais famoso austríaco desde Hitler”. Com a premissa lançada, ao longo de cerca 80 minutos somos colocados para um conjunto de situações, perfeitamente adequados a sketches televisivos só que mais longos, onde Sacha Baron Cohen é a estrela maior num filme em que o conteúdo acaba por ser o mais chocante. Como já disse, este pode até ser considerado um filme com vários sketches à boa maneira televisiva, e dizer isto tem mesmo o seu ponto de veracidade, uma vez que a estética do “pequeno” ecrã está bem presente. No entanto, não convém esquecer que esta é a marca de Sacha Baron Cohen. De certeza que com este Bruno, ele não quer intensificar a sua veia artística como criador de estéticas em cinema. Tanto ele como o realizador Larry Charles, que colaboram novamente como aconteceu em Borat, acabam por definir ao filme uma variedade de culturas e uma espécie de auto crítica às diferentes sociedades que olham para o mundo como se de um preconceito se tratasse. Bruno pretende desmistificar esse factor, através de um conjunto de situações que podem chegar a ser tão violentas, que acabam por marcar o espectador e desta forma põe-no a pensar do que se está a passar em frente dos seus olhos.
Esta é a marca de Bruno: não existe marcas nem barreiras que não possam ser ultrapassadas. Ele não não tem medo de se mostrar e de seguir pelos seus objectivos de vida, ele não tem medo de passar para o ecrã todas essas situações por onde passa. Afinal de contas, esse é o seu trabalho.
Larry Charles, o realizador, nunca foi uma pessoa de inventar muito. Em Borat fez o que era preciso para transmitir o “documentário” que essa personagem queria transmitir, nomeadamente para os Estados Unidos da América, e neste Bruno ele atinge o mesmo resultado. É certo que não é um grande realizador, mas o que é que isso interessa em materiais como este? Dizer que Borat ou Bruno foram feitos para satisfazer algumas necessidades artísticas cinematográficas é totalmente falso. Isto porque foram filmes como estes que trouxeram ao público algo que eles nunca pensariam vir ser mostrado em cinema e, acima de tudo, este é um material de entretenimento que funciona como comédia vital para quem vai ao cinema para uma boa dose de risos. É certo que este tipo de humor pode ser encarado de diferentes maneiras pelos vários gostos e feitios dos espectadores, mas chamar a este filme de inconsequente é algo que não se deve fazer.

Apesar da curta duração deste filme, talvez se pudessem cortar mais algumas cenas que certamente foram escusadas, e apesar de em alguns momentos não apresentar uma narrativa tão criativa, Bruno consegue surpreender em cenas onde até o silêncio ganha uma importância clara na transmissão da mensagem (como aconteceu na cena nocturna onde Bruno se encontra à beira dos três caçadores). Diria só que o maior pecado deste filme é tentar ser demasiadamente chocante, o que fará com que este não seja visto nem aceite por muitas pessoas. É pena!
NOTA:
![]()
O MELHOR:
Sacha Baron Cohen, sem dúvida!
O PIOR:
O facto de às vezes querer ser tão chocante levará várias pessoas a recriminar este filme.
A FRASE:
“You must produce a lot of milk.”
Sinopse: Sapo Cinema


Na minha opinião foi o pior filme que já vi. Sim, toda a gente ficou chocada e penso que ninguém estava a contar com uma abordagem tão forte, digamos assim… De facto, houve muitas cenas escusadas e não aconselho este filme a ninguém porque acho que é uma perda de tempo e para quem for ver ao cinema uma perda de dinheiro. No entanto, é só a minha opinião…
Bem k dizer??? foi de facto o pior “meio filme” k já vi, com toda a certeza!!!! Isto pk no intervalo resolvi k uma vez gasto o dinheiro, não seria de todo necessário desperdiçar mais o meu tempo e “abandonei” a sala de cinema, confesso k nunca me tinha acontecido tal… Axei completamente desnecessárias algumas cenas, que nem se percebe de todo o k estão ali a fazer, ou o k pretendem transmitir… Resumindo o “meio filme” que vi: Um documentário sem qualquer piada, de tão rídiculo não passa sequer à graça, exageradamente “bicha”, não me parece de todo que os homosexuais se revejam em nada do k ali vi… muito mau mesmo!!! E pelo menos por isso ficará para a minha “história”…
Sónia e Alice Venancio,
Agradecemos a vossa opinião e o facto de darem a entender a vossa avaliação ao filme. De facto, este “Bruno” tem dividido muitas opiniões. Não só pela controvérsia que tem gerado como também pela questão do que é de facto cinema em toda a sua duração. No entanto, temos que dar créditos a Sacha Baron Cohen por arriscar em desempenhar este tipo de papéis. É de facto, na minha opinião, um grande actor de comédia.
Depois de Ali G e de Borat, chega ” Wassup i’m Bruno! “.
Desde o inicio o filme foi feito para chocar a audiência, quer seja pelo conteúdo, pelas imagens, pelos temas abordados, pela musica, que diga-se de passagem é genial e encaixa em cada momento que nem uma luva, sendo portanto um dos elementos que mais gostaria de destacar. A conjuntura de musicas clássicas como ” My heart will go on by Celine Dion ” até musicas mais carregadas como “Nessaja – Scooter “. Algo que acabou por me surpreender também, foi que apesar de o filme ter como género principal a comédia, por vezes consegue transcender esse mesmo género, entrando num nível que poucos conseguem atingir.
Portugal, e como todos têm conhecimento, é um país bastante retrógrado no que toca a certos assuntos, e como tal acho que este filme a única janela de oportunidade que terá de ser bem aceite pelo público é mesmo antes do filme, porque no após acho que uma larga maioria das pessoas irão dar o seu tempo como perdido e querendo-o de volta, população tabu ” Yes we are! “.
No entanto, acho que Sacha Baron Cohen conseguiu com este filme, mais do que com qualquer outro, chocar todas as pessoas do mundo com a sua personagem completamente irreverente, e abordando temas como a homossexualidade, moda, guerra, religião, swing, mundo televisivo, dá-nos uma imagem tão próxima da realidade quanto possível, e sempre dentro de uma perspectiva bastante negativa.
Não é um filme para todas as pessoas, nem um filme com nenhuma mensagem subliminar, também não é um filme para pessoas com uma fraca sensibilidade, não deixando de ser no entanto um filme que ninguém conseguirá ficar indiferente.
O final é como que uma cereja no topo do bolo, deixando a audiência toda com um sorriso na cara!
Resumindo e apesar de tudo, este filme é um ” must see ” obrigatório.
um filme fantastico….no apto para ignorantes,y racistas,um filme para reir y pensar !
André Amorim e Claudia,
Obrigado pelas vossas opiniões.
Queria deixar o meu parabéns ao excelente comentário do ANDRÉ AMORIM.
Duma maneira directa, dá-nos a sua opinião sobre o filme e salienta para a possibilidade da falta de encaixe que mesmo deverá sentir na população tabu e retrógrada que muitos de nós, neste pequeno país, persistimos em cultivar … ” Yes we are! “.
Recordo que quando o filme “A vida de Brain” – Monty Python – estriou, os comentários da altura em tudo se assemelharam ao género que agora se lê:
“…ninguém estava a contar com uma abordagem tão forte…”
“…Axei completamente desnecessárias algumas cenas, que nem se percebe de todo o k estão ali a fazer, ou o k pretendem transmitir…”
Mas o tempo passou e as pessoas evoluíram e hoje o filme é apreciado completamente de outra forma.
Garanto que quem for ver o filme sem expectativas, receptivo à diferença e não ter uma personalidade de nariz empinado irá saber apreciar o filme.
Queria deixar o meu parabéns ao excelente comentário do ANDRÉ AMORIM.
Duma maneira directa, dá-nos a sua opinião sobre o filme e salienta para a possibilidade da falta de encaixe que o mesmo deverá sentir na população tabu e retrógrada que muitos de nós, neste pequeno país, persistimos em cultivar … ” Yes we are! “.
Recordo que quando o filme “A vida de Brain” – Monty Python – estriou, os comentários da altura em tudo se assemelharam ao género que agora se lê:
“…ninguém estava a contar com uma abordagem tão forte…”
“…Axei completamente desnecessárias algumas cenas, que nem se percebe de todo o k estão ali a fazer, ou o k pretendem transmitir…”
Mas o tempo passou e as pessoas evoluíram e hoje o filme é apreciado completamente de outra forma.
Garanto que quem for ver o filme sem expectativas, receptivo à diferença e não ter uma personalidade de nariz empinado irá saber apreciar o filme.
Brüno é um filme/documentário/obra, (chamem o que quiserem) sério, no sentido em que é um filme para reflectir rindo. As pessoas demasiado sérias ou pouco tolerantes não irão sorrir muito durante o filme. Bruno é um daqueles filmes que testa a personalidade das pessoas; A tolerância, a liberdade que cada um permite ao outro e a si mesmo. Porém o autor é voraz, porque é duplamente auto/crítico, porque procura construir uma personagem excessiva, incomoda até, ao mesmo tempo que ridiculariza aqueles que consideram a homossexualidade, e cito uma “doença” “loucura” “pecado” “vergonha”. Bruno é um filme destinado ao homofóbicos, divide-se entre o gargalhar ou silêncio impaciente, é um filme que nos pode incomodar, que nos obriga a posicionar sobre os vários assunto: ora rimos ou achamos escusado, e isso é um objectivo cinematográfico poderoso. Mas penso também que um homossexual não se sentirá muito confortável ao ver filme, ora pela “bicheza” da personagem ora pelo olhar punitivo das “pessoas reais” que o autor foi à procura para mostrar algum ódio que é manifestamente real e que se traduz em violência contra os homossexuais. A prova está no climax do filme que acontece quando rodeados por homofóbicos truculentos e quase selvagens, chocados, os dois homossexuais se declaram e beijam-se protegidos por uma rede. Para mim a mensagem desta imagem está bem clara: e se não existisse a rede a separa-los seria o filme Brüno uma comédia?
pura e simplesmente o PIOR FILME DE SEMPRE!
saí da sala completamente maldisposta. :S
não se trata da questão da homossexualidade, não tenho nada contra e respeito as opções de cada um, mas o problema é o filme em si: cenas próprias de um filme porno de 5ª categoria, mal estruturado, sem história que mantenha o espectador interessado…
Bruno é excelente filme para aqueles que não tem medo de ver as verdades nuas e cruas de um mundo desigual. Se você vive numa bolha criada para a sua sustentação ao lado de um pacato morro. Não vá ao cinema.O filme se dirige a pessoas que pensam…
oh por favor, nao me venham com essa das verdades nuas e cruas…
ha mts filmes mostram essa “verdade nua e crua” sem ser tao idiota e despropositado quanto este filme.
nao e, DE TODO, um filme para “pessoas que pensam” pois a unica coisa k ha para pensar e o grau de idiotice do filme ja k nao existe um conteudo de jeito para discutir, nao existe um proposito, uma “missao”, e apenas o mostrar de uma serie de imagens sem gosto nenhum.
Acho que o que o Sr.Jean Carlos quis dizer com o ” pessoas que pensam “, é mais no sentido de o filme é tão sem sentido e despropositado, que acaba por formar algum tipo de lógica, ainda que bastante linear e pouco visível.
Existem filmes com propósitos, com mensagens entre-linhas, com “missões” e invariavelmente Sr.T, Bruno não é nenhum deles … mas acabou por conseguir aquilo que se pretendia, ” Não deixar ninguém indiferente! “.
Obrigado a todos pelas opiniões e debate.
Pessoal, acabei de chegar do cinema depois de assistir “Brüno”, e estou lendo esses posts: Querem realmente saber o que achei? Querem ouvir a minha opinião extremamente antipática?
O filme é excelente, e Sacha Baron Cohen possui uma virtude: A de esculhambar e zombar das nossas maiores mazelas, AS MAZELAS DE TODOS, SEM DISTINÇÃO, ATÉ DELE MESMO, que é um ator judeu e imigrante em seu país, zombar das nossas neuras, zombar da normalidade idiota e enquadradinha das pessoas, zombar das top models que ganham os tubos para fazer o que a minha sobrinha de 5 anos pode fazer com um pé nas costas, zombar dos gays, que se acham excessivamente inteligentes e perseguidos, e altamente capazes de mudar o mundo para melhor, zombar dos negros, dos heteros, das mulheres, das religiões, das periguetes de plantão, das subcelebridades, das celebridades (que inclusive toparam aparecer no filme), zombar de mim, de você, dos crentes, dos tolos, dos ricos, dos inteligentes, dos pobres, enfim, A NORMALIDADE É CARETA E NÃO AJUDA EM NADA, só mantém o mundo gessado e sem pensar em nada, quem é feliz e acomodadinho, não se levanta e grita, não move o mundo, não faz absolutamente nada, só deita na rede e fica vendo a terra rodar…Bem, fora de discurso libertário! Chega! Brüno é o cara! É isso aí, Brüno, pau neles! Todos estão certos e errados, todos são passíveis de serem zoados até os ossos, todos são esquisitos nesse mundo! Vamos rir de tudo e de todos, até de nós mesmos, esse é o segredo: “Bruno é a pomba da paz!”
TEM CENAS PORNOGRAFICAS?
Mike, gostei do que escreveu.
Hoje a tarde assisti ao filme. achei chocante, tosco, idiota, transgressivo, e ao mesmo tempo über fantastich!
fiquei alguns minutos digerindo e pensando no que foi o filme.Entao, li algumas criticas, e ainda nao estava satisfeito, decidi, mostrá-lo a meus colegas, vizinhos, fomos vê-lo.
Logo na abertura já deu para ler o tipo de pessoa que cada um era, só pela impressão inicial, a reacao, o espanto e o preconceito descarado surgindo em suas palavras e atitudes. Julgando sem ver o todo. sem ver a frase final do filme, que para mim eh a frase mais importante e resume tudo
“he is gay, he is gay… okay”
Dois amigos nao viram o filme até o fim, e uma saiu pedindo desculpa por nao ter gostado.
Nao falou porque, apenas “desculpa mas nao gostei”.
Eu só queria alguem para discutir sobre o filme, nao consegui nenhum entre 4 amigos. Ninguem quis mostrar suas opnioes sobre assuntos tao delicados.
Este é um filme acima do bom ou do ruim, é um filme que define o velho do novo. a nova geracao mente aberta dos novos velhos, ranzinzas e imutáveis.
Como disse o mike:
bruno, voce é o cara!
O Mike falou tudo .. !!
“O MELHOR:
Sacha Baron Cohen, sem dúvida!” [2]
Eu vi ontem o filme com um grupo de amigos e no mesmo caso do luciano fui com um grupo de amigos e no grupo de 6 pessoas 2 sairam diznedo q nao gostou do filme, porem riram mas admitem q nao gostaram do filme apesar de ter cenas muito toscas apelativas, talvez ate desnecessarias, mas se nao as tivessem nao seria um filme do sacha, seria mais um filme normal,e nao é essa intençao do filme. pra mim foi um filme muito louco quase sai do cinema nao por causa q o filme por uns é considerado ruim e sim pq quase me mijei de rir com as abordagens feitas, nao curti ali g, fiquei impressionado com borat, mas bruno conseguiu passar as expectativas q eu tinha sobre: será q vai conseguir ser mais tosco que borat? e que assim venha o próximo!!!
O grande problema do filme é o esteriótipo feito por Sacha Baron Cohen e destinado aos gays. o filme é muto racista nesse aspecto, enquadrando todos os gays nesse mundinho pornografico e depravado. A crítica é muito “rasa” e tem como objetivo o entretenimento barato. Sai chocada do cinema e infelizmente sinto q os gays sofrerão maior preconceito a partir desse filme.
Não é um filme para todos, sem dúvida… Um dos melhores filmes da época! Ousado e inteligente… Brüno é um herói moderno!
A-M-E-I
Ps.: para todos os hipócritas, homofóbicos, racistas, preconceituosos, falsos moralistas, puritanos, etc… que não puderam apreciar o filme, fica um sincero sentimento de pena. E um beijo de língua!!!
Olha, eu gostei muito do filme Bruno! Há muito tempo não ria tanto! Acho que as críticas são pertinentes e a postura do filme também! Ele é coerente com a futilidade que muitas fezes o mundo da fama apresenta. Gostei muito!
Inicialmente gostaria de tentar elevar a auto-estima dos irmãos portugueses (que aqui, via de regra, se auto-declaram como filhos de um pequeno país, bastante conservador): vocês são o povo que colonizou o Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Madeira, Açores, Timor Leste, sem falar em Goa, Macau e outros tantos lugares, espalhados em vários continentes.
Mais do que isto, ao contrário da colonização espanhola, que criou mundos híbridos (no Peru ou na Bolívia o povo fala quéchua ou aymara, no Paraguai falam guarani,no México se expressam em dialetos indígenas e têm espanhol como segunda língua) Portugal conseguiu – numa época que contava com uma população aproximada de dois milhões de habitantes – colonizar, de maneira quase uniforme, um território de dimensões continentais e que congregou uma diversidade étnica formidável, sem precedentes em termos de América Latina: o Brasil. Aqui haviam pelo menos 10 etnias indígenas bastante diferenciadas entre si (que se expressavam em aproximadamente 1.200 línguas/dialetos diferentes)e ainda foram introduzidas aproximadamente 5 etnias africanas distintas. Ainda assim, a colonização portuguesa criou uma sociedade coesa, onde as matrizes européia, indígena e africana se fundiram de maneira sincrética engendrando verdadeiramente uma identidade cultural brasileira (e não simplesmente, como no mundo espanhol, preservando identidades paralelas diferenciadas).
O urbanismo adotado pelos colonizadores luzos levava em conta o relevo e a topografia e, se hoje as ruas e ruelas nos parecem tortuosas, era para melhor escoarem a água das chuvas, de maneira que poucas enchentes havia em nossas antigas cidades. São Salvador na Bahia (nordeste), Parati no estado do Rio de Janeiro (sudeste), Goías no estado do mesmo nome (centro-oeste), Belém do Pará (norte) e Curitiba (sul) guardam uma identidade comum, em termos de arquitetura e urbanismo, que me leva a comparar suas igrejas, por exemplo, com a igreja de São Paulo em Macau ou as igrejas de Goa. Portugal criou “pequenas Lisboas” ao redor do mundo, e as dotou do que melhor havia em termos de arte e arquitetura na época.
Portugal foi, a seu próprio tempo, arrojado e inovador.
Bem, tendo dito isto, passo a falar sobre o filme “Bruno”.
Inicialmente direi que não sou “reacionário”, “conservador”, “homofóbico” e nem sequer “de direita”… Sou brasileiro, do estado de São Paulo (sudeste), de uma cidade com mais de um milhão de habitantes (Campinas), industrializada e com várias universidades. Minha orientação política é de centro-esquerda, sou homossexual e professor universitário.
Qualificado devidamente e referenciando o lugar de onde eu falo, posso abertamente dizer que, na minha modesta opinião, este é o pior filme que já vi, em toda a minha vida!
Trata-se de “sketches” soltos, quase desarticulados entre si, cujo fio condutor seria a suposta homossexualidade da personagem e sua vontade de (re)conquistar a fama. O universo da moda é mero pano de fundo, e as questões sociais são focadas sem nenhum critério, aqui e ali, de maneira “cosmética”.
A pretexto de retratar um homossexual inserido no universo da moda, o que se faz é exibir uma caricatura: o personagem é fútil, vulgar, intelectualmente bastante limitado, arrivista e oportunista.
O filme busca chocar, constranger ou intimidar o espectador, o que consegue realizar plenamente.
Uma das cenas mais constrangedoras é a que, num “talk show” na televisão estadunidense, o personagem expõe o “filho”, quando se exibem algumas fotografias: a criança é mostrada coberta de abelhas (enquanto Bruno está devidamente apetrechado, como se fora um apicultor) e também numa “jacuzi” onde está tendo lugar uma performance sexual em grupo.
Não acredito que, a pretexto da liberdade de expressão e da denúncia, ou mesmo a pretexto da crítica social, se deva expor uma criança (no Brasil temos leis bastante específicas em relação à defesa dos direitos de crianças e adolescentes).
Bem, esta é apenas uma opinião pessoal, dentro do contexto de um fórum democrático como este. Ninguém é obrigado a concordar.
Caro Luiz Carlos,
Antes de mais quero dar-lhe os meus “parabéns” pela coragem de se assumir homossexual num mundo ainda tão limitado e preconceituoso como o nosso.
Já comentei este filme antes e a minha opinião coincide inteiramente com a sua.
Mais do que as partes de carácter sexual explicíto, aquilo que me chocou foi realmente a forma como exibiam aquela criança.
A começar pela parte em que o rapaz chega de avião DENTRO DE UMA CAIXA, a acabar justamente nas fotos que referiu, acho que isso não é apenas de péssimo gosto, despropositado como uma afronta aos direitos humanos, uma coisa cada vez mais falada na actualidade e quando se tenta pôr fim a tanta barbaridade que se faz.
Excelente comentário do Sr.Luiz Carlos, parabéns.
Tenho que admitir Luiz Carlos Cappellano, o seu comentário é muito bom! Vi o filme sem nenhuma intenção de análise prática, e confesso ter gostado…talvez por um sarcasmo infundado próprio de minha geração. Agradeço, com sinceridade seu comentário, pois percebo em mim que algumas possibilidades de reflexão foram abertas e alertadas com suas palavras. Sinto-me até envergonhado por não ter me dado conta do tamanho absurdo em relação á problemática infantil. Valeu cara!
Está aberto um debate muito interessante e importante. Gostava aqui de agradecer ao Luiz Carlos pelo excelente comentário que aqui colocou, em como a todos os que já por aqui passaram e que não deixaram de dar a sua opinião. Caso pretendam continuar, este espaço está sempre aberto para os vossos comentários e resposta.
Obrigado.
Caríssimos irmãos lusitanos,
Acabo de postar um pequeno vídeo no youtube em vossa homenagem.
Quem desejar, basta acessar:
http://www.youtube.com/profile?user=Lucappellano#play/uploads/0/3BY2x6EXHpo
Cordiais saudações diretamente do Brasil
Luiz Carlos Cappellano
Ao carlos.
nao creio que este seja o lugar mais apropriado para elevar a “moral” dos irmaos portugueses, mesmo porque o fato de vc achar que isto é necessário já os demoraliza sem tamanho, ainda mais quando o seu argumento para moralizacao é baseado num passado longinquo e que nao voltará a acontecer jamais. mas já que comecou, vou expor minha opniao aqui tambem.
Parabéns irmaos portugueses! voces conseguiram matar quase todos os indios, exterminar sua cultura e isso é ótimo! veja como o brasil é desenvolvido e tem uma sociedade modelo! Montada na corrupcao desde os tempos da colonizacao, mas que importa! a lingua falada aqui é o portugues! a, mas espera, nos falamos araraquara que eh de origem indigena! veja a sinergia! e os problemas com os indigenas, que hj enfrentamos? pq os portugueses que nao terminaram o serviço? ainda tem muito indio vivo! e as cotas raciais? e a marginalizacao do negro brasileiro? isso nao existe, nossa sociedade é coesa.
sinceramente, eu ficaria envergonhado de ser lembrado por isso.
Portugal fez o que fez, é passado, e quem vive de “glorias” passadas nao constrói o seu futuro.
O fato de citar que é professor universitario, homossexual, pesa muito no seu comentario, muda-se a maneira de lê-lo. e voce sabe que fez de maneira intencional pra colocar mais peso no seu comentario, nao era necessário.
Nao tenho nada contra voce, só me irrita o fato de alguem exaltar portugal pela época da colonizacao, foi grandioso mas terrível ao mesmo tempo, só devemos lembra-la para que nao se repita novamente em nenhum lugar do mundo.
A história é feia do começo ao fim,com algumas atenuantes, ,mas termina da pior maneira com o brasil comprando mediante fiado a sua liberdade.
Só pegar a parte boa e varrer a sujeira pra debaixo do tapete eu já to cansado de ver. Eu nao sabia.
De onde vieram as piadas sobre portugueses ? garanto que nao foi gratidão.
Sobre o Filme:
a criança nao estava na caixa durante a esteira, note o corte na hora em que Bruno tira o menino da caixa. e as fotos durante o talk show, nao é necessario nem dizer que sao feitas via photoshop, nem o sacha seria louco de colocá-lo em uma situacao dessas.
E esta cena é retórica, nao se lembra da parte em que ele entrevista os pais das criancas a respeito de cenas perigosas que seus bebes realizariam? Com certeza uma mae deixou que seu filho se submete-se a exposicao publica, com certeza ela viu o que estava sendo feito com seu filho e as fotos que foram feitas com ele tambem e concordou com isso.
E MInha opniao, de um cara normal sem nenhum titulo nem honrarias e morando numa cidade com poucas universidades boas, cuiaba-mt, respeito a sua carlos, com relacao ao filme.
este filme é acima do bom e do ruim, pois ele mexe com o que há de mais sujo no ser humano e joga escancaradamente isso na tela. Nossos julgamentos, nossa ética embasada em que? quem disse que é certo? ou errado? é certo tirarmos um filho da áfrica? Madonna tem um! pq eu nao posso ter? é certo condenar este filme por ser politicamente incorreto?
Agora, com relacao ao personagem, ele é fútil pq ele tem que ser futil. Aonde caberia um intelectual de meia idade, discreto, politicamente correto neste filme? nao tem como, nao seria Bruno!
e o fato de ele ser desconexo e com cenas “cosmeticas” é metalinguagem
mesmo na anarquia que ele reproduz ele consegue ser coeso de maneira ímpar! o filme se explica e mostra o que é do começo ao fim.
é uma verdadeira merda!
bom, esta é minha nada singela opniao, eu que sou o dono da verdade.
Caro Luciano,
Encerrei minha contribuição inicial dizendo “Bem, esta é apenas uma opinião pessoal, dentro do contexto de um fórum democrático como este. Ninguém é obrigado a concordar.”
E você discordou, com eloquência e elegância.
Ninguém em sã consciência iria exaltar o morticínio de indígenas ou o apresamento de escravos…
Ninguém em sã consciência diria que é lícito ou que ético…
Não foi certamente o que eu fiz!
Se prestar atenção, tanto no que escrevi quanto no vídeo que postei no youtube o que é exaltado é o fato de um pequeno país, com uma população relativamente pequena, ter conseguido reproduzir, nos cinco continentes, não os piores, mas os melhores expoentes de sua arte, de sua arquitetura e do seu urbanismo e, além disso, no caso brasileiro, ter legado a sua língua (visite o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo e aprecie a grandiosidade deste feito) a um país inteiro, que tem dimensões continentais.
Você mesmo disse “foi grandioso mas terrível ao mesmo tempo”(sic).
Quanto ao filme, parece que ambos concordamos quando você diz “é uma verdadeira merda!”(sic)
Muito agradecido por debater comigo, já que é no debate que amadurecemos as nossas idéias e ampliamos a nossa argumentação.
Um grande abraço:
Luiz
Caro Luciano,
Se me permite aprofundar-me ainda em algumas questões, poderia dizer que há uma corrente na antropologia e na sociologia brasileira, que vem desde Gilberto Freire (um clássico: negado, contrairiado, amado, odiado, execrado, mas jamais ignorado)e que ainda tem grandes contribuições na Academia (vide por exemplo Richard Parker, moderno leitor de Gilberto Freire, ao escrever CORPOS, PRAZERES E PAIXÕES – A CULTURA SEXUAL NO BRASIL CONTEMPORÂNEO) e que fala sim das múltiplas possibilidade engendradas pela colonização portuguesa, através da mestiçagem, da fusão e aproximação entre as diferentes etnias ou raças (dependendo da sua posição filosófica) que constituiram o povo brasileiro. Isto não aconteceu em outros países, colonizados por outros povos (vide por exemplo a Africa do Sul), onde cada grupo manteve-se impermeável aos demais, mantendo a própria língua e os próprios costumes, sem fusão ou adaptação. Isto é fato.
É fato também que a língua portuguesa, ensinada a todos, independentemente do status (livre ou escravo), da etnia (branco, negro ou indígena)e da condição social (pobre ou rico) é um ganho. Não se pode negar isso. Em outros países a língua do colonizador não foi tão generosamente oferecida aos colonizados,gerando um abismo social, uma segregação e uma marginalização muito maior do que a existente no Brasil hoje: o abismo linguístico, onde acusado nem pode questionar acusador, oprimido nem pode questionar o opressor, simplemente porque não tem o domínio da sua língua.
Dizer isso, admitir o que de fato aconteceu, em tempo histórico determinado, não é absolutamente dizer que não ocorreu também enorme morticínio de indígenas (tanto “intencional” quanto “acidental”, provocado pelas doenças trazidas pelo homem branco, para as quais os índios não tinham imunidade)e nem escravidão negra. Não é também negar o lado menos brilhante da colonização, qualquer uma, não apenas a portuguesa.
Entendo perfeitamente os seus posicionamentos e não acredito que haja substancial discordância entre nós.
Cordiais Saudações
Luiz
Retransmitindo, pois acabou sendo postado com o e-mail de outra pessoa que estava usando o computador.
Caro Luciano,
Se me permite aprofundar-me ainda em algumas questões, poderia dizer que há uma corrente na antropologia e na sociologia brasileira, que vem desde Gilberto Freire (um clássico: negado, contrairiado, amado, odiado, execrado, mas jamais ignorado) e que ainda tem grandes contribuições na Academia (vide por exemplo Richard Parker, moderno leitor de Gilberto Freire, ao escrever CORPOS, PRAZERES E PAIXÕES – A CULTURA SEXUAL NO BRASIL CONTEMPORÂNEO) e que fala sim das múltiplas possibilidade engendradas pela colonização portuguesa, através da mestiçagem, da fusão e aproximação entre as diferentes etnias ou raças (dependendo da sua posição filosófica) que constituiram o povo brasileiro. Isto não aconteceu em outros países, colonizados por outros povos (vide por exemplo a Africa do Sul), onde cada grupo manteve-se impermeável aos demais, mantendo a própria língua e os próprios costumes, sem fusão ou adaptação. Isto é fato.
É fato também que a língua portuguesa, ensinada a todos, independentemente do status (livre ou escravo), da etnia (branco, negro ou indígena)e da condição social (pobre ou rico) é um ganho. Não se pode negar isso. Em outros países a língua do colonizador não foi tão generosamente oferecida aos colonizados,gerando um abismo social, uma segregação e uma marginalização muito maior do que a existente no Brasil hoje: o abismo linguístico, onde acusado nem pode questionar acusador, oprimido nem pode questionar o opressor, simplemente porque não tem o domínio da sua língua.
Dizer isso, admitir o que de fato aconteceu, em tempo histórico determinado, não é absolutamente dizer que não ocorreu também enorme morticínio de indígenas (tanto “intencional” quanto “acidental”, provocado pelas doenças trazidas pelo homem branco, para as quais os índios não tinham imunidade)e nem escravidão negra. Não é também negar o lado menos brilhante da colonização, qualquer uma, não apenas a portuguesa.
Entendo perfeitamente os seus posicionamentos e não acredito que haja substancial discordância entre nós.
Cordiais Saudações
Luiz
Nem deu para assistir td!!!
HORRÍVEL!!! O pior filme que já vi.
Mike vc foi brilhante no seu comentário!
Depois de Borat, fiquei na dúvida se o Sacha, conseguiria emplacar outro filme tão inusitado e escrachado e ele não só conseguiu, como superou com o filme Bruno. O filme é fantástico, mas para apreciá-lo, temos que nos despir dos moralismos e das hipocrisias.
Um abraço a todos!
Sil
Estado do Espírito Santo – Brasil
Um dos melhores filmes de comédia que já assisti na minha vida.
Ficou chocado(a); por que foi assistir?
Posso considerar que tem um tom bizarro, não mostra a realidade original, mas não deixa de ser uma caricatura da vida real.
É BOM DEMAAAIIISSS!!!!
Para entender Bruno em primeiro lugar tem que ter senso de humor e sensibilidade. Depois, despir-se de qualquer preconceito e ser o menos alienado possível. Então, Bruno se tornará um dos filmes mais importantes dos último tempos. E não se queira classificá-lo, ele é inclassificável e politicamente incorretíssimo.
O filme faz uma crítica à ignorância humana, quem não gostou apenas faz parte desta corja de lixo humano.
Ativistas anti-gays
Americanos idiotas que vivem a vida das armas e da luta livre
Negros hipócritas que não admitem que Jesus tinha pele escura
Americanos imbecis que não toleram o homossexulismo, que não passa de um preconceito social, visto que todos são construídos a serem o que a sociedade quer fundado nos valores bíblicos.
E muito mais, parabéna ao criador do filme por ter coragem de mostrar ao mundo algumas verdades incômodas.
A regra deste filme é: quanto mais sem noção melhor! Muito me admira as críticas positivas que este filme completamente tosco recebeu. Chocar, provocar o que?! repugnância. Qualquer retardado mental com a mente “aberta” e criativa para pensar em situações sem noção com alguma ou sem nenhuma crítica por trás faria um filme melhor.
Li uma crítica dizer que o filme era hilariante??!!!!!! rir da minoria com piadas de extremo mal gosto não me parece nem um pouco hilariante… e simplesmente não ter pudores não é uma qualidade que define um ator excepcional.
Parem de “dar o que falar” deste filme e vão estudar, trabalhar… sério não percam o tempo.
Gostei mto do filme!!
ele foi feito especialmente para chocar os (como o visionario disse)Ativistas anti-gays
Americanos idiotas que vivem a vida das armas e da luta livre
Negros hipócritas que não admitem que Jesus tinha pele escura
Americanos imbecis que não toleram o homossexulismo, que não passa de um preconceito social, visto que todos são construídos a serem o que a sociedade quer fundado nos valores bíblicos.
Isso é o bizarro!!
pra mim foi um filme de comedia em q eu ri durante todo o tempo…
mas pra quem tem esse tipo de visao retrograda com certeza iria causar ate nauseas.
Mas nao posso negar que tenho um gosto meio duvidoso para isso…
ja q tomando pela maioria… apenas eu e meu namorado ficamos ate o final do filme… foi triste… as 20 pessoas do cinema foram embora antes da metade!!
me senti uma alien por ser uma das poucas a entender a intensao do filme, mesmo assumindo que ele exagera em varias partes(chegando a perder o sentido)
Faz refletir?
Fala sério, que filme mais bobo e sem sentido. Algumas boas cenas, mas muitas absolutamente desnecessárias e chatas. Feito para chocar? Não acho que mostrar um pênis dançando na tela seja a melhor forma. Neste filme não é o homossexualiasmo que choca, mas a completa falta de graça, o cúmulo do non-sense. Não tem o que entender, cara “Menina Alien”, porque se o filme tem alguma intenÇÃO, ficou guardada com os produtores.
Parabéns por uma critica muito bem feita
No entanto este filme, na minha opiniao, vai para o fundo como um dos piores de sempre…
Obrigado pelo simpático comentário Elusyn
Quanto ao filme em si, embora não seja uma obra prima, penso que resultou bem.
Não sou pudico, longe disso, mas pode-se fazer humor “Ordinário” sem ser tão vulgar.
Ou se calhar estava num dia de ver dramas e não comédias :p mas pessoalmente começo a ficar um bocado “farto” do Sacha, um pouco à imagem do scary movie. Muito giro o primeiro mas a chega a uma altura que tem que se saber parar. Tal como, por exemplo, o Jackass.
Mas é uma opinião, ao é por não gostar que não resulte bem!
Eu por acaso gosto do Sacha e admiro a sua coragem em fazer certas situações que ficamos mesmo perplexos. Ele é assim e temos de o ver de uma forma descontraída, caso contrário não se gosta mesmo dele. Eu cá gosto da sua comédia mas confesso que estou um pouco curioso para ver o que é que ele vai fazer agora. Sem personagens para onde pegar, terá pelo menos que inventar uma nova. Vamos ver o que vai sair…
Nisso tenho a certeza que ele safa-se, a maneira de ele se transformar em algo completamente diferente é genial, tenho que admitir.
Concordo com o Visionário. O filme é uma paulada nos moralistas e nos intelectualóides de plantão, como o Capellano. Mostra tudo que sabemos e testemunhamos diariamente como: preconceito aos homossexuais e conviver com diferenças, futilidade do mundo fashion, ganância em ser celebridade… Valeu Bruno!Que venha o segundo!
Olá.
Bom em minha opinião o filme é divertido, com cenas inapropriadas para muitas pessoas, por esse motivo não agrada.
Eu gosto de ver as reações das pessoas no próprio filme, elas não sabiam que eram cenas de um filme, a grande maioria tbm ficava chocada com as balburdias do Bruno, exceto o vidente que chegou a cumprimentar Bruno e desejar felicidades eu seu sonho, mesmo após Bruno ter feito sexo oral com uma entidade espiritual na sua frente, Eu mesmo se topasse com o Bruno na minha frente acharia ele no mínimo louco.
Gosto da coragem de ver um filme autentico como esse, a história não é linear, não ha enredo e tenho convicção que muitas cenas foram montadas, nada ali é 100% real, mas há momentos que precisa incrementar as cenas, senão seria impossível fazer o filme. As cenas são muitas vezes chocantes, e então pq pessoas acham graça?
Acredito que isso é muito pessoal, eu gosto de ver as reações das pessoas que participaram do filme, esse é o motivo de eu achar engraçado, existem pessoas que não acham graça nenhuma na cena que uma mulher nua sado masoquista encher o Bruno de chicotadas ao ponto dele pular pela janela, mas pra mim, foi engraçadíssimo. Se for pra fazer uma critica ao filme, diria que tem muitas cenas inapropriadas que chocariam as pessoas, por vários motivos. Acho que tachar as pessoas de hipócritas, homofobias não é o caso, elas apenas não gostaram se sentiram desconfortáveis com o filme, não é o gênero de filme delas. Eu posso dizer que gostei, ri bastante, mas sinceramente não teria muitas pessoas para recomendar a ver Bruno. O final é genial! As cenas são chocantes, mas não nego que no mundo em que nós estamos cada vez mais sendo preconceituosos através da mídia e outros meios de comunicação, e me refiro preconceituoso não exatamente aos gays e sim ao termo da palavra literalmente, esse filme veio pra lavar a alma, com cenas que raramente vemos, sem falar que o ator principal é historiador por formação e tinha uma linha de pesquisa baseada no estudo dos preconceitos da sociedade contemporânea, eu não levanto bandeira de Bruno, pois muitas pessoas não vão entender Bruno, mas vejo que é um filme interessante, divertido ou não, mas não deixa de ser interessante. Tanto que não passa despercebido a ponto de ser um dos filmes com o maior tópico de criticas e comentários do site.
Abrs.
olha eu vo te fala sacha baron choen exajerou muito caralhooo, fui ver esse filme no cinema ontem com minhas filhas e queria esconder a cara de tanta vergonha !!!
Obrigado pelas vossas opiniões.
Já li várias e diferentes opiniões, é muito bom haver este tipo de discussão entre todos os cinéfilos.
Filme péssimo de extremo mal gosto ! Não é capaz de prender a atenção ! Não é o homossexualismo que choca, mas sim o pessimo enredo ! Completa perda de tempo !
Roberta,
É, acima de tudo, um filme controverso. Logo é perfeitamente normal a divisão de opiniões.
Ok, vamos por “fazes”:
1-Obra (arte ou não)
2-O moto “gay”
3-Vida (em geral)
4-Apesar dos comentáros interessantes de todos,(que eu aprecio)
Será o Sacha actor sufeciente para ter pessoas(estudios, produção e direção) a acreditar no trabalho dele? (dicidam)
5- não deixo de gostar ou anular a opinião desta singular “obra”.
6-Arte é arte, mesmo no ecrã gigante.
7- para alguns já aceitavel ver exposições no “louvre” com fotos a nu a preto e branco. Para outros e questionável telenovela A ou B ou série x ou y com determinado caracter, demasiado boring.
Realidade: este actor-produtor-dançarino(sim)-entrepriser(sim)-pai de familia(sim)e um quanto ou tanto dodgy na apresentação de conteudos,acredita que ao focar ou mesmo tocar no campo de percepção das pessoas nos temas de negro-gay-homo-hetro-moda-televisão-show-adopção desta maneira, as pessoas finalmente vão ter um pouco do “gostinho”, do que estes ser humanos passam na vida.
Alguns claro vão dizer: NOPE, outros: YEAH MAN.
Mas nenhum de NÒS vai vestir os sapatos ou mesmo a vida ingrata que eles/nós temos que acordar todos os dia.
Disse e vou me embora.
Obrigado a todos/as, passem bem (os que merecem).
Já agora voces sabiam que o movimento anti gay americano
tambem gosta de ser movimento anti negro , anti homossexual e saibam só: anti liberdade de expressão?. Que por acaso a “morada” deste movimento é exactamente na cidade(selva)que o nosso querido Sacha filmou a ultima parte do filme.
Dai o ” ai meu DEUS “.
Esqueci-me, vejam YO PUTA, e depois digam qualquer coisa.No minimo interessante.
Resumindo tudo, um filme q qm assiste e gosta é BICHA q se identifica! comedia? num sei q tipo de comedia q se passa num filme estupido como esse.. realmente tem q ter coragem pra lançar um filme de uma classe tao baixa q num tem nem nome pra descrever.. e o proprio filme se dá ao preconceito de tudo qnto é tipo.. as pessoas precisam parar de achar q tudo q aparece e acontece é “nornal”.. esse filme é uma ofença ate pras proprias bichas por se espor ao ridiculo extremo!! agora me fale o q tem pra pensar ou entender nesse filme.. nao, nao! deixa q eu respondo: poluiçao mental = LIXO.. se tem algem pra elogiar isso é claro sempre tem a ovelha negra..ou entao realmente tem gosto pra tudo nesse mundo.. aos fãs do “Bruno” eu so lamento.. agora sei como vcs pensam, o q vcs fazem, os seus chamados “sonhos”, as suas atitudes, os seus gostos,e suas esquisitisses, e agora LAMENTO MAIS AINDA!
ahh, se aquelas cenas no final é querendo falar q é “amor” só digo q estao ainda mais longe de saber o q é o “amor verdadeiro”!!!
ESSE FILME É UMA VERGONHA!!!
e tem mais num indico esse filme nem pra fazerem tortura!!!
Ana, você não indicando um filme, ele pra mim é um must-see!
eu não indico mesmo não..to aki pra criticar, e qm encara critica como ofença são pessoas como o “Bruno”..mas se quiser ver vá em frente perca seu tempo e se identifique..pq eu só posso lamentar! gente q não tem o q fazer só faz porcaria..é só olha ao seu redor..
Eu sinceramente confesso. Bruno foi o pior filme que já assisti. Infelizmente eu não estava assistindo sozinho, se não eu teria parado de assistir pouco tempo depois que o filme começou. Achei estremamente ridiculas as cenas. O filme em si, pelo menos em alguns momentos, chega a ser engraçado, porém em outras, como posso dizer, estão longe de serem consideradas cenas dignas de um filme ou de estar sendo passado em uma sala de cinema. O filme se mostra muitas vezes como um filme pornô. Não é um filme que eu recomendaria pelo fato de que, apesar do pouco tempo de duração, ele se mostra com uma classificação etária muito elevada.
Não cheguei a ver os filmes anteriores de Sacha, mas já vi que pelo menos o Borat passou em um canal de televisão aberta. Bruno é um filme que eu acho que nem em um canal de TV por assinatura especializado em filmes pornôs deve passar, isto porque até para um filme deste gênero, a historia se mostra fraca.
Sinto muito pelas pessoas que gostaram do filme. Sou amante de cinema, adoro cinema, trabalho com isso, mas não recomendo o filme.
A unica coisa que se pode tirar de proveitoso do filme todo é a musica do final (não ela toda – só algumas partes dela).
Enfim, deixo agora a vocês comentárem.
Abraços do Brasil.
Bem o que eu posso dizer sobre o filme , bem o filme realmente sai de algum e nao chega a lugar algum,mostra um vida homossexual desvirtuada sem nexo ,nem intelecto,bem acho que se todos os gays sao assim,entao todos eles sao completamente,retardados e futeis,nao tenho nada contra quem possui relação homoafetiva,porem nao concordo ,e esse lixo de filme deixa bem claro ,o fracasso dos filmes hibridos,de filmes que tentam impor na nossa mente que esse tipo de vida e de gente é normal.
Nao se enganem ,critiquem para que esse tipo de filme nao passe em canais abertos para confundir os jovens de hoje.
Ridículo. Não consegui assitir tudo. O pior filme que vi na minha vida.
Filme voltado apenas para um público: Homossexual. Quem não é homossexual não gosta. Piadas pesadas e sem graça.
Ele é um ator normal como qualquer outro, tentando ganhar dinheiro. Pensei q tivesse ideais diferentes. Pelo menos este parece um filme, com atores, cenas e falas decoradas. Saudade da espontaneidade de Borat. Achei um filme muito superficial e imoral. Parei de ver quando vi o bebe adotado dormindo 1 minuto apos aparecer acordado e esperto, só aí notei que estavam gravando a cena. Devem ter parado umas mil vezes para repassar as falas, nem o bebe aguentou…. Muito ruim mesmo o filme.
oiiiiii bruno preso eleiçaõ para ladraõ tera vergonha que o brasil naõ tem saõ é aquilo que povo precisa saudi melhorias no brasil coitado do galo caiu na panela. mal assado ou naõ levo a pior dança galo a panela ti espera.com pouco caldo ou naõ tu foi pra panela. coitado do goleiro do flamengo.
Negros hipócritas que não admitem que “Jesus” tinha pele “escura”
ISSO FEDE A POLITIQUICE CORRECTA 2.0, AFINAL TODOS SABEMOS QUE JESUS ERA CAUCASOIDE MEDITERRANEO ANTIGO E NADA TINHA DE NEGROIDE PORTANTO; OS ETIOPANISTAS E CONGOIDISTAS É QUE QUEREM NEGROIDIZA-LO NA MARRA..!!
coitado do goleiro do flamengo.
OUTRA POLITIQUICE CORRECTA NOJENTA; SÓ POR QUE O CARA É ESCURINHO E JÁ É VISTO COMO COITADO..JEJE!!
Eu simplesmente adorei o filme. Acho qe o mundo estava a precisar dum filme destes apra despertar e deixar de ser ignorante e homofóbico.
Achei o filme uma crítica direta à mídia e ao “sucesso a qualquer preço” e também ao lado agressivo dos gays. Sim, eles são agressivos sim e intolerantes também. Não sou homofóbica e cada faz com o seu c o que quiser. Também acho que teve cenas desnecessárias, mas como Sacha é polêmico, é sua característica. Não é uma obra-prima, mas é para causar reflexão. Gostei da cena do desfile, hihi.
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