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Crítica: «Os Indesejados»

6 Agosto 2009 Visto 546 vezes Escrito por: Sérgio Rodrigues 3 Comentários

the-uninvited-official-posterRemake do aclamado e fabuloso A Tale of Two Sisters do coreano Kim Ji-woon (A Bittersweet Life; The Good, the Bad and the Weird), que começou a produção com o mesmo titulo do original mas que foi posteriormente alterado para The Uninvited, Os Indesejados em português. O remake americano, realizado pelos ‘novatos’ irmãos Charles e Thomas Guard, é o mais recente titulo da dupla de produtores Walter F. Parkes e Laurie MacDonald, que trouxeram o remake que começou tudo(?): The Ring, realizado exemplarmente por Gore Verbinsky. O filme têm nas interpretações principais os nomes de Emily Browning, Arielle Kebbel, Elizabeth Banks e David Strathairn.

Os Indesejados centra as principais atenções nas irmãs Anna e Alex. Anna regressa a casa após um período de 10 meses em que esteve internada numa clínica psiquiatra após ter assistido ao trágico acontecimento que vitimou a sua mãe. No seu regresso descobre que Rachel, a enfermeira que cuidou da sua mãe até à sua morte, mudou-se para a sua casa e está agora noiva do pai. A desconfiança perante a sua nova ‘madrasta’ aumenta a partir do momento em que começa a recordar-se de memórias perdidas e é assombrada por visões reveladoras, junto com a sua irmã Alex irão desvendar a verdade e convencer o pai delas das verdadeiras intenções da sua noiva.

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Como em todos os remakes, para quem já viu o filme original, é impossível não estar sempre a um passo à frente… Ainda por cima este remake não acrescenta nada de novo. Assim sendo pode-se dizer que o filme satisfaz e irá (talvez) surpreender apenas a quem não conhece o filme de Kim Ji-woon. Esta versão americana não muda assim muito perante o original, há muitas cenas diferentes mas a trama central está intacta, mas o maior problema é a maneira como o filme desenvolve essa trama como o núcleo da narrativa, mesmo apesar de ter todos os elementos e uma boa atmosfera este thriller de suspense falha crucialmente no twist principal acabando num fraco climax.

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Apesar de não ser tão tenso como previsto, há que destacar a química entre o trio feminino que é fabulosa. Emily Browing (Violet em Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events (Uma Série de Desgraças)) não é nova nos filmes do género, entrou em filmes como Ghost Ship (O Barco Fantasma) e Darkness Falls (Terror na Escuridão) quando era pequena e amadureceu bastante, está mais confiante neste papel mais adulto e é ideal para esta personagem: jovem, fraca e inocente. Elizabeth Banks traz uma interpretação mais clássica da típica ‘madrasta má’. De resto fica-se sempre com aquela sensação que ‘é apenas mais um remake’ e que poderia ser melhor. Este é um perfeito exemplo que dá continuidade à moda de Hollywood em pegar num filme de sucesso do terror asiático e recria-lo para uma audiência mais jovem. Apesar de estar um bocado acima (digamos que é um remake simpático) do que a média medíocre dos mais recentes remakes asiáticos, é pena ver histórias com este potencial desperdiçadas, e provavelmente serem lançadas para o mesmo ‘caixote’ juntamente com o The Eye (Visão de Morte) e One Missed Call (Uma Chamada Perdida), esses sim… péssimos, que nem justiça fazem aos originais.

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Sejam os remakes bons ou maus é sempre discutível, para o melhor ou para o pior, mas é verdade que mantêm sempre o original intocável, mas será mesmo que os remakes podem dar a conhecer um outro cinema que o público mais mainstream não conhece? Ou será que esse mesmo público desconhece que o filme em questão se trata de um remake? E será que se aventuram ou nem se importam?

NOTA:

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3 Comentários »

  • Wanderley Teixeira diz:

    Por aqui ainda naum deu as caras, mas me pergunto se será de fato uma empreitada bem sucedida.
    Ando cansado dessas adaptações de filmes de terror orientais.

  • Sérgio Rodrigues diz:

    Há uma frase interessante que li uma vez online (numa crítica, ou num artigo relacionado) que nunca irei esquecer, de alguém que supôs como as famílias americanas devem pensar, e não deve estar longe da verdade. Foi tipo: ‘Why are we watching a foreign movie? If it was good they already have made it an american version’… (Porque é que estamos a ver um filme estrangeiro? Se ele fosse bom já tínhamos uma versão americana). ;)

  • RuiBaptista diz:

    Caro Sérgio Rodrigues, já nem se trata de só adaptar os bons filmes, mas sim todos, sejam bons ou maus. Tem mais de 15 anos? Então há que fazer um remake para as novas gerações…

    Houve um realizador, não me lembro qual, que se mostrou muito surpreendido por ninguém ter agarrado um determinado filme dos anos 80. Se calhar por que era mau, ou por que entretanto estava a fazer os remakes de outros.

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