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Crítica: «Os Limites do Controlo»

1 Agosto 2009 Visto 610 vezes Escrito por: Artur Martins Nenhum comentário

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Os Limites do Controlo segue um misterioso homem por terras espanholas, homem este que no percurso das duas horas de filme vai contactando com curiosas personagens, trocando com estas enigmáticas mensagens. Parece estar numa missão criminosa, mas não sabemos de qual se trata nem se sabe ao certo para quem trabalha. Estabelecem-se assim alguns ingredientes interessantes para um frenético thriller, mas Jim Jarmusch, que regressa 5 anos depois de Broken Flowers, prefere dar ao seu filme um tom minimalista e um ritmo mais lento, pouco característicos neste tipo de género, mas marcas habituais da sua filmografia.

Tremendamente emocionante e agradável ao olhar, Os Limites do Controlo é tudo menos previsível. Para contrastar este facto, a personagem principal nunca hesita, planeando e executando tudo de uma forma muito controlada, sabendo sempre qual o próximo passo que terá de dar na sua missão, que envolve diamantes, assassinatos, uma femme fatale e a recusa do protagonista em utilizar telemóveis.

Neste filme de espionagem pós-moderna, todas as cenas e todos os momentos são estruturados ao pormenor, os diálogos são profundamente significativos e cheios de sabedoria, os trechos musicais são cuidadosamente usados e por vezes Jarmusch deixa-nos num silêncio pungente.

O espectador terá de ter uma mente aberta ao ver este filme, pois poderá ser difícil para alguns acompanhar a sua lentidão, mas se conseguir lidar com algo mais sofisticado do que um qualquer blockbuster de Verão, há-de o conseguir apreciar de alguma maneira – mas não espere que lhe seja contada uma história normal com explicações e conclusões concisas.

Metade do filme ocorre na mente do espectador, ao tentar fazer sentido de tudo o que se está a passar à sua frente. Poucos são os que conseguem fazer isso de uma forma tão estimulante como aquela que nos é mostrada em Os Limites do Controlo.

NOTA:

3 estrelas

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