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Especial Festivais de Cinema: Festival Internacional de Cinema de Roterdão

29 Janeiro 2010 Visto 340 vezes Escrito por: Pedro Ponte Nenhum comentário

Como presumo que já tenham reparado, apesar de ter começado a colaborar com o Ante-Cinema há relativamente pouco tempo, sou o que se pode chamar um entusiasta de festivais de cinema. Não apenas daqueles com high profile (Cannes, Veneza, Berlim, Sundance, Toronto, etc), mas da ideia em si: o convergir de um conjunto de filmes, cineastas e actores de todo o mundo num dado ponto do planeta para ver e respirar cinema.

Tive, há uns dias, a ideia de fazer uma espécie de especial dedicado a festivais de cinema. A ideia não é cobrir propriamente todos os festivais – isso seria um pouco demais – mas sim ir dando a conhecer festivais que estejam a decorrer ou que estejam a iniciar-se por esse mundo fora e falar um pouco sobre eles como eventos (a sua história, características, as ideias que defendem, etc.), bem como em que as  suas presentes edições irão consistir. Nos casos de Cannes, Veneza, Berlim e dos festivais nacionais (Estoril, IndieLisboa, MOTELx, etc.), seria talvez boa ideia fazer uma cobertura – diária, talvez – maior, dado o também elevado interesse neles.

Decidi então começar pelo Festival Internacional de Cinema de Roterdão, na Holanda, que começou no passado dia 27 e que se realiza até 7 de Fevereiro. Trata-se de um festival, fundado em 1972, dedicado maioritariamente a obras experimentais e independentes, e particularmente empenhado no apoio ao cinema independente e do mundo. Promove, anualmente, cinema alternativo e inovador vindo dos quatro cantos do mundo e apoia, através de um fundo, jovens realizadores provenientes de países em desenvolvimento. Em termos de secções, são várias, mas destacam-se o VPRO Tiger, pelo qual competem os filmes que compõem a selecção oficial, Bright Future, uma plataforma dedicada a jovens cineastas, Spectrum, categoria dedicada à exibição de obras de realizadores com créditos firmados e a secção de Curtas, presente em qualquer festival do mundo.

Em termos de história, o festival apenas adoptou um carácter competitivo em 1995. Entre os vencedores do prémio VPRO Tiger desde então destacam-se filmes como 25 Watts, de Juan Pablo RebellaPablo Stoll, Summer in the Golden Valley, de Srdjan Vuletic e Old Joy, de Kelly Reichardt. Há também uma relação especial entre Roterdão e o inglês Christopher Nolan, pois foi este festival que o ajudou a lançar a sua carreira ao seleccionar a sua longa-metragem de estreia, Following (1998), que acabaria mesmo por ganhar. A 39ª edição do FICR incluí uma selecção composta quase igualmente por filmes europeus e asiáticos. O destaque, no entanto, vai para a secção Curtas que inclui dois filmes portugueses: Um Dia Frio, de Cláudia Varejão e Arena, de João Salaviza, Palma D’Ouro em Cannes o ano passado. O júri é presidido pela actriz e cantora francesa Jeanne Balibar.

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