Antevisão: «A Princesa e o Sapo»
A Princesa e o Sapo marca o regresso da Walt Disney à animação tradicional. Este filme marca uma espécie de matar as saudades de obras tão marcantes que ainda hoje perduram na história do cinema de animação. Casos como A Branca de Neve e os Sete Anões (1937), A Bela e o Monstro (1991), Aladino (1992), O Rei Leão (1994), e entre outros, expressam a nostalgia de um mundo encantado e que apaixonou várias gerações ao longo dos tempos. A última produção deste género por parte da Disney, usando a animação tradicional, foi em 2004 com o O Paraíso da Barafunda, mas o filme recebeu muitas críticas negativas e pouca receptividade do público. John Lasseter, o grande chefe de criação da cooperação entre a Disney e a Pixar, nunca escondeu a sua vontade de voltar a ver no grande ecrã este tipo de filmes, e apoiou por completo a sua realização. O resultado é este A Princesa e o Sapo.
Realizado por Ron Clements e John Musker, os mesmos criadores de A Pequena Sereia (1989) e Aladino (1992), o filme chega às salas de cinemas portuguesas amanhã, dia 4 de Fevereiro. No elenco das vozes, falando primeiramente da versão americana, encontram-se nomes como Anika Noni Rose, Bruno Campos, Keith David e Michael-Leon Wooley. Relativamente à versão portuguesa, que irá estrear certamente num maior número de salas em relação à original, encontram-se as vozes de Pedro Pereira, Mafalda Teixeira, Ana Vieira, Nayma, Paulo Vintém e Angélico Vieira. A Princesa e o Sapo acaba por ser também considerado um musical, louvando novamente o regresso da Walt Disney às suas origens.

Uma das grandes particularidades deste filme é apresentar pela primeira vez em animação uma princesa afro-americana. Este era um dos grandes objectivos de ambos os realizadores e que certamente trará um novo fôlego às denominadas tradicionais princesas. Anika Noni Rose, que empresta a sua voz a Tiana, a principal protagonista, conseguiu alcançar algo que nenhuma actriz havia experimentado até hoje. Isto porque para além de dar a voz nas falas, a actriz também canta com a sua personagem. O facto de também terem escolhido Randy Newman para compositor da banda sonora, onde duas músicas estão inclusive nomeadas para o Óscar de Melhor Canção Original, dá para notar o extremo cuidado e importância que desejam dar ao sentido do musical. Newman já compôs outros filmes para a Walt Disney, sendo Toy Story (1995), Uma Vida de Insecto (1998), Toy Story 2 (1999) e Monstros e Companhia (2001) os casos mais relevantes.
No que toca à história, esta passa-se na cidade de Nova Orleães, onde uma rapariga chamada Tiana acaba por encontrar um príncipe sapo que tenta desesperadamente arrancar-lhe um beijo. O grande propósito do sapo é tentar voltar a ser novamente um humano, mas quando este consegue finalmente convencer Tiana, o contrário acaba por acontecer. Esta é uma espécie de versão moderna de um conto clássico, onde está prometido muito aventura e entretenimento.
A Princesa e o Sapo já estreou nos Estados Unidos da América a 25 de Novembro de 2009, e ainda conseguiu permanecer na sua primeira semana no primeiro lugar do box office americano. No entanto, a sua receita doméstica neste país ainda só atingiu os 100 milhões de dólares. Resta saber se o público português ficará indiferente.
NOS CINEMAS A 4 DE FEVEREIRO
(NOMEADO PARA 3 ÓSCARES DA ACADEMIA, INCLUINDO MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO)










Considero vitais para o bem do cinema filmes de animação sem ser em 3D, o 3D não pode de todo ser imperativo. Ainda espero pela estreia de “O Padrinho em 3D”.
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