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Crítica: «Shutter Island» – O labirinto de Scorsese

25 Fevereiro 2010 Visto 4.495 vezes Escrito por: Diogo Alçada Tavares 32 Comentários

Muitas reservas se avizinhavam para este novo filme de Martin Scorsese. O realizador nunca havia trabalhado um género tão distinto do que nos habituou ao longo dos anos, portanto as dúvidas sobre o possível sucesso deste filme levantaram-se em massa. Scorsese num ‘thriller’ psicológico, com um ambiente sinistro e fantasmagórico? Parece estranho. Mas a verdade é que se há coisa que não se deve fazer no mundo do cinema, é duvidar de um dos poucos verdadeiros cineastas que percorrem as ruas do nosso planeta. Como há bem pouco tempo o colega Pedro Ponte o referiu – e bem, na sua crítica de O Laço Branco (2009) – existe uma grande diferença entre um cineasta e um realizador. O Italo-americano distingue-se bem entre as duas categorias. Um cinéfilo por natureza, Scorsese respira cinema, e transpira-o por todos os poros. Shutter Island (2010) é a prova viva desse facto.

O ano é 1954 e os U.S. Marshalls Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio), e Chuck Aule (Mark Ruffalo), investigam a fuga de Rachel Solando, uma prisioneira do hospital psiquiátrico Ashecliffe para criminosos loucos, responsável pelo homicídio dos próprios filhos. O hospital situa-se numa ilha estilo Alcatraz, nas imediações de Boston. Nada entra e nada sai. O único meio de acesso à ilha é por ferryboat. Para piorar a situação, um impetuoso furacão assola a região provocando estragos no funcionamento do hospital, consequentemente ajudando à fuga de vários prisioneiros das suas celas, instalando-se assim o caos. Rapidamente os detectives são imersos num ambiente de proporções dantescas, pondo em causa a sua própria sanidade.

Shutter Island

Estamos numa época onde a II Guerra Mundial parece ainda muito fresca. Experiências do Holocausto são revividas por Teddy Daniels, violentamente marcado pela guerra em que lutou. As memórias dos actos hediondos cometidos pelos Nazis são como feridas abertas, prontas a arder volta e meia. Vive-se num estado constante de paranóia pós-guerra, onde as drogas experimentais, as conspirações sobre o controlo da mente, a era atómica, as lobotomias de exploração, e a iminente Guerra Fria ditam a palavra de ordem. O Dr. Cawley (Ben Kingsley), juntamente com o alemão Dr. Naehring (Max Von Sydow), símbolo do revivalismo Nazi e do extermínio Judeu, dirigem o hospital psiquiátrico. Nada ou pouco parece fazer sentido sobre a fuga de Rachel Solando. Não há marcas da sua evasão, e os restantes prisioneiros e elementos do corpo hospitalar não encontram explicação para o seu desaparecimento. A prisioneira parece ter-se evaporado. É a partir deste momento que somos projectados para a utopia e paranóia que caracteriza todo o filme.

É extremamente inglório redigir uma crítica sobre este filme. Qualquer passo em falso que dê, será determinante para vos estragar uma excelente experiência cinematográfica. Daí não vos revelar quaisquer pormenores adicionais, que seriam relevantes para uma boa reflexão deste filme. Seria imoral, destruidor, e qualificar-me-ia como ‘persona non grata’, pois desejo tudo menos arruinar a alguém um prazer que obtive com a visualização desta obra. Tudo isto porque o grande trunfo do filme reside na excelente adaptação de Laeta Kalogridis, do romance de Dennis Lehane. Scorsese, qual maestro, tem a capacidade de orquestrar uma premissa que à priori tem tudo para ser um terrível cliché. Mas como referi no início, há uma diferença entre um cineasta e um realizador. Passar para a tela um trabalho escrito que consiga transmitir muito mais que imagens, é trabalho para um cineasta. Um realizador consegue contar a história através da imagem, mas raramente consegue fazer passar o ‘sumo’, o conteúdo tão pessoal que cada história reserva para cada um de nós, como indivíduos únicos que somos. No geral os autores escrevem a sua própria história de raiz. São genuínos. Martin Scorsese tem a capacidade de contar a história de alguém, neste caso a de Dennis Lehane, e transformá-la na sua versão pessoal, fazendo-nos ver a versão do Scorsese em imagens, sem descurar qualquer valor individual do original escrito. É tão simples quanto o avô que sabe contar histórias, por ser paciente e experiente, e o pai precoce que não sabe como educar um filho, e portanto é-lhe irrelevante os pormenores que tanto fascinam uma criança.

Shutter Island

Scorsese não deixa nenhum pormenor por justificar. Ele sabe perfeitamente que a audiência evoluiu, e é cada vez mais astuta. Pouco nos impressiona nos tempos que correm. Mas estamos a falar de um homem que como Truffaut, ou Godard, devorou filmes a um nível inimaginável. Até então nunca precisou de jogar de forma tão matreira com o seu público. Logo, como inquestionável cinéfilo e devoto historiador da sétima arte, Scorsese ‘arma-se’ até aos dentes e nunca, mas nunca, entrega de bandeja ao espectador a resolução do puzzle que é Shutter Island. A plateia passa a ser literalmente a personagem de Teddy Daniels. Com certeza, e de forma bem mais subliminar e discreta, – que por exemplo Quentin Tarantino – referencia o suspense e paranóia de filmes de outras épocas com os quais aprendeu, cresceu, e amou, utilizando esses recursos de estilo na sua obra, evidentemente misturados com as suas próprias características. A título de exemplo, isolo a chegada à ilha como uma possível homenagem à abertura de Shining (1980) ou Psycho (1960), onde a música e planos utilizados relembram em grande escala estes dois clássicos do cinema. Não seria de estranhar se as minhas suspeitas se confirmassem, uma vez que Scorsese nutre uma admiração assumida por Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock.

A um nível mais técnico, Shutter Island é dotado de uma fotografia maravilhosa. O trabalho do director de fotografia, Robert Richardson, juntamente com o trabalho dos designers e a excelente música de Robbie Robertson, instala um ambiente que por si só constitui uma personagem. O leque de actores é extenso, onde se destacam pérolas como Max Von Sydow, Ben Kingsley, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Ted Levine, Jackie Earl Haley, e o desaparecido Elias Koteas a fazer lembrar um Robert De Niro dos tempos de Frankenstein (1994). Para colmatar o excelente elenco temos um Mark Ruffalo brilhante, surpreendentemente capaz de acompanhar aquele que é um dos melhores actores da actualidade: Leonardo DiCaprio. É questão para perguntar: Será que consegue ser ainda melhor?

Shutter Island é, portanto, uma entrada de Martin Scorsese por caminhos menos habituais. É o que me faz gostar ainda mais deste filme. O risco de algo diferente e o triunfo em campos distintos do género cinematográfico, só provam que Scorsese não é apenas o estereótipo do filme ‘gangster’ em que tanto o gostamos de ver. É um cinéfilo, um cineasta, um autor. Um dos poucos mestres que ainda respiram o mesmo ar que nós.

NOTA:

Photobucket

O MELHOR:

Tudo! Desde o argumento aos aspectos mais técnicos (se virem o filme na versão digital ainda melhor). Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo. A capacidade de nos fazer sentir na pele a personagem de Teddy Daniels, é tanto arrepiante como soberba. A previsibilidade não é termo que se aplique neste filme, pois tudo está arquitectado ao mais ínfimo pormenor. A vontade instantânea de rever o filme.

O PIOR:

Duvidar da destreza de Scorsese.

A FRASE:

‘Don’t you get it? You’re a rat in a maze.’ – George Noyce

32 Comentários »

  • Diana diz:

    Fui ver ontem este filme, também o adorei. O melhor filme de 2010 até agora, sem dúvida!!

  • Nekas diz:

    Adorei este filme igualmente!
    Está espantoso do início ao fim!
    As interpretações estão espectacular com destaque para DiCaprio e Jackie Earle Haley!

    O ambiente recriado por Scorsese está espectacular, mais uma óptima visualização no cinema Nun’Álvares!

    Abraço
    http://nekascw.blogspot.com/

  • Pedro Ponte diz:

    Fantástica crítica. Conseguiste dizer tudo e ao mesmo tempo não dizer o que não devias. É um excelente thriller, realmente. E, como dizes Diogo, torna-se ainda mais especial ver o quão Scorsese ama o cinema.

    Um abraço!

  • Pedro Gomes diz:

    Boas!

    Gostei imenso da crítica Diogo, não ficou nada por dizer e valorizaste o filme como acho que deve ser valorizado! Quanto à minha opinião sobre o filme, senti-me como se estivesse a ver uma versão moderna e aperfeiçoada de uma “twilight zone” de Rod Serling. Um filme que certamente irei rever no cinema nos proximos tempos!

    Grande abraço!

  • João Vagos diz:

    Por momentos, assustei-me com o termo “desaparecido”, relativo ao Elias Koteas, que o Diogo utiliza! Felizmente uma pesquisa rápida, deixou-me mais sossegado, o “Edgar Reese”, continua connosco, felizmente.

    No que diz respeito ao filme, vai “ficar”, segundo penso, como mais um marco na carreira do Scorsese! Uma fotografia muito boa, grandes interpretações. Uma sensação de filme “à antiga”, que perpassa todo o filme e que é imensamente agradável.

    SPOILERS – SPOILERS – SPOILERS – SPOILERS – SPOILERS – SPOILERS

    Houve dois momentos, durante o filme, que achei menos bons. Um deles na altura achei que era um exagero, o outro uma falha desconfortável. O primeiro momento, foi a intensidade da banda sonora, a meu ver demasiado incisiva, assim que chegam a Shutter Island. O segundo momento, é quando estão a executar os guardas alemães no campo de concentração. Os soldados começam todos a disparar contra os alemães ao mesmo tempo, mas eles só vão caindo à medida que a câmara vai percorrendo a fila por detrás deles… Este último então deixou-me mesmo um bocado triste, não percebi como tinha sido possível tal lapso. Todavia, depois do desfecho do filme (que adivinhei assim que ele encontra a médica na gruta), fiquei com a dúvida se estes dois momenots não seriam elementos de estranheza (talvez menos evidentes) propositadamente colocados pelo Scorsese como indicadores de que não estávamos na “realidade” normal.
    O que acham?

  • JM diz:

    Fantástico. Simplesmente brilhante. Scorcese arquitectou um filme genial que nos dá cabo da mente com os mais ínfimos pormenores que só nos apercebemos quando tomamos conta da realidade.
    Que brainfuck enorme. Superou o Fight Club.

  • Diogo Alçada Tavares diz:

    Caros colegas e leitores,

    Muito obrigado pelos elogios à critica, e principalmente obrigado por comentarem. Ainda agradeço muito mais, por partilharem da mesma opinião que eu relativamente ao quão bom está ´Shutter Island’ =)

    João Vagos,

    Quanto à música discordo de ti. Penso que é um momento fascinante mesmo a puxar o ambiente de terror psicológico ao máximo! Scorsese já o havia feito em ‘Cape Fear’, e sem dúvida instala a predisposição necessária para o ambiente do filme.
    Quanto à parte do fuzilamento também reparei nesse pormenor. Mas sem dúvida que terá sido mais uma opção estética do que uma opção a entrar de acordo com a racionalidade. Obviamente que se disparam todos ao mesmo tempo, os soldados caiam ao mesmo tempo, e não género dominó. Mas na minha opinião não me incomodou muito.

    Cumprimentos*

  • Lúcia diz:

    Adorei este filme. A história é cativante mas o final deixou-me bastante pensativa… No meu ponto de vista o Teddy foi para à ilha como detective para descobrir um misterioso caso mas acabou por ser internado na instituição e manipulado pelos líderes, fazendo-lhe lavagens cerebrais e pondo-lhe na cabeça histórias inventadas por eles… No final deu a entender que ele ainda se lembrava do caso, por isso, as lavangens cerebrais não tiveram muito efeito e foi novamente submetido a mais uma experiencia…
    Gostaria de saber se esse é realmente o final que o realizador deu à história.

  • Diogo Alçada Tavares diz:

    Lúcia,

    Compreendo a sua necessidade de partilhar a história, e discutir com a restante comunidade cinéfila. Mas por favor, e por respeito aos leitores que ainda não viram ‘Shutter Island’, quando quiser discutir o filme de uma forma mais profunda ponha um aviso com letras grandes a dizer: SPOILER!! Desta forma as pessoas ficam prevenidas de que o seu texto poderá ter conteúdos que revelam pormenores essenciais do filme, e portanto arruínam qualquer experiência que o leitor possa ter quando for ver o filme. Obrigado por comentar =).

    SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER

    Quanto à sua interpretação do filme, essa não corresponde bem à minha, mas também é interessante. A minha interpretação foi que Teddy nunca saiu da ilha. Todo aquele ‘plot’ foi desenvolvido na sua mente, especificamente para esquecer o seu passado, e o acto hediondo que a sua mulher cometeu, levando-o a cometer outro acto terrível. Como estava permanentemente a regredir no seu tratamento, os dirigentes hospitalares decidiram deixar Teddy viver a personalidade que este criou para si próprio, e a partir daí procurar a sanidade de Teddy num acto de auto-resolução do próprio. Como isso não funcionou, os dirigentes explicam a Teddy como tudo se passou, e quem ele realmente é, e porque se recusa a acreditar na realidade. Teddy diz-se curado. O problema é que já o havia feito noutras situações. Agora, o que realmente interessa, e o que na minha interpretação acontece, é que Teddy realmente se curou desta vez. Simplesmente apercebe-se do seguinte, e até podemos confirmar com a frase que profere: ‘I wonder, is it better to live like a monster, or die a good man?’ Ou seja Teddy pela primeira vez em muito tempo está são, mas simula que continua louco. Porquê? Porque prefere morrer como um bom homem, e entrega-se às experiências que provavelmente provocarão a sua morte.

    Esta foi a minha interpretação, mas sejam livres para contestar! =) Muito provavelmente vou rever este grande filme para que possa tirar mais algumas conclusões.

    Cumprimentos*

  • Daniela Basílio diz:

    Fui ver este filme convencida que seria realmente muito bom (este realizador com certeza não me iria desiludir) e cheguei á conclusão que é fantástico. Tirando o intervalo a meio do filme que detesto, mantive-e colada e atenta ao ecrã, esquecendo completamente as pipocas que esfriavam na mão. A banda sonora de todo o filme é fantástica e aquando a chegada á ilha, a música envolveu-me naquele universo do mistério e aventura de que o perigo está em todo e qualquer canto.
    Brilhantes interpretações, a parceria entre os 2 detectives é fabulosa, pois interagem como já se conhecessem á muito tempo (?) um completando o outro, mas sem deixar entender que é Leonardo DiCaprio que domina toda a acção (Mark Ruffalo antes de ter qualquer acção olha sempre para ver a reacção de Leonardo).
    Não esqueçer o guarda roupa a lembrar aqueles detectives do tempo de Al Capone e todos os pormenores inseridos nas imagens da Guerra Fria (os sapatos dos prisioneiros etc). E não maçando mais, recomendo que decidam por vocês mas se não o forem ver, não deram a oportunidade de mudar o v/pensamento sobre o poder da MENTE.

  • Sofia diz:

    Simplesmente fantástico.

    Fascinante.

    Um filme que dá que pensar. Muito mais profundo do que aquilo que aparenta. Um filme de loucura, suspense e de vida. Amor puro.

    Na minha opinião, o poder do amor é o tema principal, a mente está por detrás do resto: racionalidade/irracionalidade.

    Beijos

  • xico diz:

    fiquei tolo com este filme, ja me pos doente.
    di caprio é o detetive ou o maluco? ou será que sou eu que fiquei maluco?
    respondam-me pf ou mandem um mail ao martin scor.
    cumprimentos

  • Diogo Alçada Tavares diz:

    Caros leitores,

    Lolololol, fantástico. Este filme é especial exactamente por isto. Excelentes comentários. Muito obrigado por comentarem!

    Cumprimentos* =)

  • David diz:

    Diogo a tua interpretação esta certa mas no fim iam no deixar sair porque pensavam k ele ja tava curado e ele ja curado pensou ke n keria viver como um monstro sabendo o que aconteceu e o que fez,com remorsos, daí ter dito ‘I wonder, is it better to live like a monster, or die a good man?’ e assim preferiu ke o matassem fingindo que voltou a estar maluco como tinha acontecido sempre e que era um caso perdido.

  • Diogo Alçada Tavares diz:

    David,

    [SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER]

    Humm, acrescentaste aí um pormenor interessante. O de que eles o iam deixar sair. Na minha óptica deixa-lo sair nunca foi uma opção, mas olha que até é bem pensado =). Como já disse, tenho de voltar a vê-lo, eheheheh!

    Cumprimentos*

    PS: Caros leitores, volto a pedir para por favor colocarem SPOILER se falarem concretamente do que se passa no filme.

  • Isabel Loira diz:

    Olá a todos.
    Mas afinal o Di Caprio está maluquinho ou não?
    Alguém me explica.
    Beijos a todos os queridos

  • JM diz:

    Eu tive a mesma interpretação que o Diogo Tavares.

    SPOILERS SPOILERS SPOILERS SPOILERS SPOILERS SPOILERS

    O Teddy no fim fica realmente curado. Graças aquela pérola subtil fantástica ‘I wonder, is it better to live like a monster, or die a good man?’ conclui-se que ele após aperceber-se da realidade e do que tinha mesmo feito, “finge” que continua com aquela “realidade alternativa” na sua cabeça para que acabem de vez com a sua vida. Já depois de se descobrir a verdade, que ele é um paciente e que foi tudo uma “jogada” para o curar, esta cereja por cima do bolo fez-me delirar. Já há imenso tempo que não me sentia tão estimulado por um filme.

    Fico contente por saber que a grande maioria reconheceu o grande valor do filme. A título de curiosidade, deixo-vos uma opinião de um espectador que me fez rir um bocado: http://fastbutnotfood.blogspot.com/2010/03/cada-um-tem-sua.html

    Cumprimentos Diogo, excelente crítica.

  • Diogo Alçada Tavares diz:

    JM,

    Obrigado pelos simpáticos elogios =p.

    Quanto ao link que deixaste no comentário, aconselho toda a gente a dar uma vista de olhos. É genial! Como bem dizes, este é um filme que ou se gosta ou não se gosta. Ou se compreende ou não se compreende. Agora se é básico, como raio é possível não se compreender?!

    Cumprimentos*

  • Davi Anthony diz:

    Ótima crítica, Diogo. Você conseguiu novamente.
    Uma grande viagem dentro do mundo de Teddy. E Martin também conseguiu novamente.
    Engraçado foi que fiz uma lista com tópicos do que muito me chamou atenção durante sua exibição. Dentre os tópicos estavam: Mark Ruffalo – e sua eletrizante atuação, Robbie Robertson – e sua bela composição que completa o ambiente, e a aterrorizante fotografia que instaura-se ao longo de seus 148 minutos. (Pontos citados por você aqui também)
    Quanto ao Scorsese, este, com certeza, não precisa provar mais nada. Sempre consegue da forma mais Scorsese de dirigir.
    Diogo, obrigado pela recomendação!!!
    Grande Abraço!!

  • Márcio diz:

    A minha opinião é que não tratasse de um filme é sim uma obra de arte.
    Odeio re-assistir filmes mas serei completamente obrigado.

  • Alexandre diz:

    Este filme é o fim do mundo.. Já o vi 5 vezes e continuo sem perceber nada.. Ora acho que ele está realmente maluco, ora acho que é uma tramboia para o apanharem lá.. Repararam na mulher logo ao início? É a cara chapada da Rachel mas mais velha e ela diz para ele estar calado… Suponho que seja ela uns anos mais velha a pedir pa nao revelar o segredo.. não acham? Eu acho e a minha mãe também. E repararam que o Chuck não sabe tirar a arma? E os sapatos da suposta Rachel que desapareceu.. eram de homem.. Não é normal uma mulher andar com aqueles sapatos.. Não acho normal.. E o lighthouse que no início aparece no ar e depois já está no mar? Acho que foi a Racheal que o levou para lá para ir a nadar pk nao levava sapatos e nao conseguia subir o penhasco.. Não acham? eu acho e a mha mae tambem.. Este filme é o fim do mundo… Até me está a dar fome.. Alguem tem aí um molete? Bem pessoal acho que tou a ficar maluco.. e a mha mae também.. Vou ver mais uma vez o filme e a mha mae também.. A ver se descubro o que se passou com os sapatos.

    Shutter Island idols

  • Primeiro trimestre de 2010: O Top 5 do Ante-Cinema diz:

    [...] SHUTTER ISLAND, de Martin Scorsese – Crítica de DIOGO ALÇADA [...]

  • Joao galamba diz:

    Vi o filme mas a única incerteza com que fiquei era se ele era maluco ou não. ou se aquilo era tudo uma farsa para o matar ou se ele percebeu que estava maluco e deixou-se levar pela morte.

  • Adriano diz:

    Odiei!
    Achei o pior filme do DiCaprio.
    Chato
    Até parece que um paciente ía ficar as soltas pra lá e pra cá.

  • Márcio Alvite diz:

    Bem… Gostei do filme, e sempre que penso no mesmo chego a conclusão diferente, ora era maluco e quer morrer quando está lucido, ou nunca foi maluco e quer ir ver as experiências feitas…
    Axo que apenas o autor da história saberá a verdade, ficado ao critério de cada um de nós tirar diferentes conclusões…. ou seja, um grande filme.

  • Diogo diz:

    Tive a oportunidade de ver este filme mais cedo e não vi. (arrependo-me). mas acho que nunca é tarde demais, por isso recomendo a todos.
    Quanto à história do filme… Está muito bem representada, a maneira como Scorsese guia-nos ao longo do filme é espectacular. Eu tenho que admitir que não estava à espera daquele fim.
    Em relação à critica do Diogo, muito boa diz tudo o que é para dizer, o essencial. Sempre que vejo um filme, gosto de procurar criticas sobre ele, para tirar conclusoes. Neste caso concordo com o Diogo.
    Parabéns, abraço pra todos.

  • Ivo Almeida diz:

    Muito bom filme. Realmente consegue dar a volta ao cérebro e levantar dúvidas sobre o que realmente se passava com o Di Caprio.

    Spoiler spoiler spoiler spoiler spoiler spoiler spoiler——-

    No início é por demais evidente que Di Caprio é um detective, mas isso pode fazer parte da tentativa constante de Scorcese nos dar pistas falsas e verdadeiras a cada minuto. Por outro, lado, parece-me que as visões e sonhos que ele tem, desde cedo, com a sua mulher morta são sinais de que ele alucina e está maluco.

  • Tiago Mendes diz:

    SPOILER! SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!

    A minha interpretação breve é que ele realmente era um detective e que foi “absorvido” na shutter island!
    Concordo com o Ivo na matério em que o Scorcese nos dá pistas falsas e verdadeiras a cada minuto, pelo que se o Teddy quando fala com a Rachel Solnado na gruta e este momento for “verdadeiro” então as alucinações podem ser derivadas ao facto de ser drogado desde que chegou à ilha.

    É claro que não sabemos se ele estava também a alucinar neste momento.

    Eu acho que a frase final serve qualquer umas das interpretações aqui dada pelo que vai ser díficil perceber o que realmente aconteçeu.
    Fiquei confuso!!!!! lol

    Um abraço.

    SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!

  • Tiago Mendes diz:

    SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER

    Para terminar e porque me esqueci de dizer, se o momento com a Rachel Solnado na gruta for verdadeiro então realmente ele foi “absorvido” na ilha!!

    Um abraço.

  • Pedro diz:

    SPOILER-SPOILER-SPOILER-SPOILER-SPOILER-SPOILER-SPOILER-SPOILER

    Acho que o propósito do filme é mesmo este que está a acontecer nos comentários…Ao que parece poucos têm uma opinião formada sobre o que aconteceu mesmo, não sabem se era louco ou não…E penso que é isso que o realizador quis fazer…Deixar-nos no mesmo dilema que o teddy ficou quando chegou ao farol…Será que estou maluco? será que me estão a manipular?…Será que ele está maluco? Será que foi tudo um esquema?…

  • GeeKS diz:

    Na minha opinião o Pedro (aqui acima) foi o cara que (sem desmerecer todos os outros realizadores de críticas interessantíssimas) que de forma mais simples e compacta expôs a verdade mais nua e crua!

    Justamente o dilema e a dúvida foi a ideia do diretor… promover os variados gostos e interpretações é o AR ideal de qualquer filme, pois isto o torna fantástico e ilimitado!

    Amei o filme, acabei de ver e gostei muito mesmo, verei novamente!

    Abraços e até =)

  • MCF diz:

    SPOILER! SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!SPOILER!

    Um promenor intressante que não vi ninguém falar, é o facto de ele ter aceitado o cigarro no fim.

    Ora, assumindo que quando encontrou a ex-médica na gruta, ele estava a alucinar, assumimos também que quando recusa os cigarros é quando ele está insano, já que foi a partir dessa conversa que ele recusou o cigarro (acreditando que eram para lhe dominar a mente)

    Depois, no final, penso que ele estava curado pelo facto de ele ter aceite o cigarro, mas decidiu morrer como um homem bom em vez de viver como um monstro. E o psicólogo questiona-se em voz alta se será o Teddy ou o Andrew. ”Teddy?”

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