Fantasporto: Dia 4 (1/03/10)
O Ante-Cinema esteve presente neste primeiro dia de Março nas duas sessões da noite do Fantasporto. Hierro, de Gabe Ibáñez, e [REC] 2, de Jaume Balagueró e Paco Plaza, ambas produções espanholas, marcaram o programa da noite e chamaram muitas pessoas ao festival. Principalmente [REC] 2, que teve direito a uma sessão completamente esgotada e onde à semelhança de 2008, em que o primeiro filme foi exibido durante o Fantasporto, também este encheu as medidas ao público presente.
HIERRO, de Gabe Ibáñez:

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Inserido na secção da Semana dos Realizadores, Hierro era muito esperado pelo público do Fantasporto. Para além de ser rotulado como um forte candidato para vencer nesta categoria, o filme de Gabe Ibáñez é uma das produções espanholas mais faladas deste ano. Contudo, e apesar da expectativa à sua volta, Hierro desilude um pouco.
Ao contrário do que muitos pensavam, este não é apenas um mero filme de terror. Consegue juntar vários géneros como o thriller e o drama, sendo este último aquele que marca maioritariamente esta obra. Ao centrar-se no sentimento de dor de uma mãe em busca do seu filho desaparecido (um pouco ao género do muito conceituado filme português Alice), o filme tenta cativar-nos através do vazio que essa personagem enfrenta. Por isso mesmo, ficamos perante um drama psicológico que por vezes demora a arrancar, e que pelo meio vai tentando criar alguma tensão através dos já muitos utilizados clichés sonoros para tentar impor ao espectador um pequeno salto na cadeira. Apesar de não acontecer muito frequentemente, e ainda bem, nota-se essa necessidade de juntar os géneros acima referidos (algo que não tinha que ser necessariamente mau explorado).
Apesar de tudo, Hierro começa de forma quase perfeita através da sua introdução antes de surgir o também muito bem conseguido genérico inicial. Aliás, o melhor do filme passa por todo o ambiente criado, tendo sido possibilitado pela direcção de fotografia a cargo de Alejandro Martínez. Juntamente com este factor, está também a banda sonora um pouco ao estilo de A Vila (2004), que dá o ambiente necessário à narrativa que se pretende desenvolver ao longo do filme.
Hierro não é mau mas podia ser bem melhor. É, no entanto, a prova viva do crescendo do cinema espanhol dos últimos anos, apresentando ao público de todo o mundo mais uma produção ousada. Estreou nos cinemas espanhóis em Janeiro e ainda não tem data de estreia prevista para Portugal. (POR: FERNANDO RIBEIRO)
[REC] 2, de Jaume Balagueró e Paco Plaza:
Ver AQUI a crítica.









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