Kathryn Bigelow: a mulher do momento em Hollywood

Estado de Guerra foi o grande vencedor da última cerimónia dos Óscares, mas coube a Kathryn Bigelow um dos mais marcantes momentos da noite. A realizadora foi a primeira mulher a vencer a estatueta dourada mais desejada de Hollywood na categoria de Melhor Realização, e foi principalmente graças a ela que Estado de Guerra se tornou num grande êxito. Mas afinal quem é Kathryn Bigelow? Quando é que tudo começou e que filmes já realizou? O Ante-Cinema conta-lhe em baixo.
A sua primeira longa-metragem foi em 1987. Near Dark, uma espécie de western de vampiros, acabou por não ter grande êxito junto do público e da crítica, mas o tempo acabou por torná-lo num dos filmes de culto mais apreciados dos últimos anos. Seguiu-se Blue Steel em 1990, mas foi só um ano depois, em 1991, que chegaria o seu primeiro grande êxito. Point Break – Ruptura Explosiva, com Keanu Reeves e Patrick Swazye, acabou por se tornar numa das longas-metragens mais amadas da realizadora. James Cameron, na altura um dos produtores de Point Break – Ruptura Explosiva, era casado com Bigelow. A parceria entre ambos continuou no projecto seguinte da realizadora, em Strange Days (1995), que mais uma vez não foi recebido da melhor forma mas que acabou ao longo dos anos por se tornar num material de culto. The Weight of Water (2000) e K-19: The Widowmaker (2002) foram os filmes seguintes de Bigelow, se bem que este último tornou-se num verdadeiro flop.
A realizadora leva já uma carreira com quase 30 anos e voltou agora em grande com Estado de Guerra, um filme que passou despercebido em Portugal na altura da sua estreia (17 de Setembro de 2009), mas que vem sendo muito acarinhado pela crítica de todo o mundo. Kathryn Bigelow chegou mesmo a agradecer aos críticos no seu discurso na Press Room. O vídeo desse momento pode ser visto em baixo.

She’s just amazing! Thanks for pushing me to watch this fil guys!
I mean film…
cheers mateys!
O primeiro filme de Bigelow foi na verdade The Loveless (1982) com o Willem Defoe, que tem uma cotação de 89% no Rotten Tomatoes.
Quanto ao Near Dark, e sem tentar parecer um postal porque tou sempre a elogiar o raio do filme e deveria mas é tar a trabalhar e, sabendo que o Fernando nem sequer gosta do filme, é bem verdade que não teve sucesso na bilheteira mas acredita que foi muito bem aceite pela critica (91% no Rotten).
É aliás um fenómeno muito parecido com este Hurt Locker que ninguém deu por ele tanto aqui como nos EUA e tornou-se no vencedor de Oscar de melhor filme menos rentável da história da cerimónia.
Não sei se este filme merecia ganhar tal galardão (sinceramente nem sei quem merecia este ano – ando tentado a dizer que o Precious é o melhor filme que vi este ano – mas pelo facto de Bigelow ter tido a força para fazer um filme sobre a guerra do Iraque “apolítico” e fugir a todos os clichés pro-americanistas ou anti-belicistas que se vê na maioria dos filmes do género, The Hurt Locker merece certamente alguma consideração e ser melhor tratado por algumas pessoas insatisfeitas pela sua vitória no domingo passado.
Eu, pessoalmente, acho preferível que este filme tenha ganho em vez do Avatar que, por mais que tenha gostado e por mais vanguardistas que sejam os seus efeitos visuais, tem um argumento demasiado familiar no qual consigo encontrar demasiadas referencias a clássicos do género como Aliens ou Dune…
Agora Tarantino também merecia ganhar qualquer coisita
Ah, ó Fernando tenta arranjar maneira de um gajo poder reeditar os comentários depois de os ter enviado. Dava jeito…
Já eu sou de opinião diferente….
Bigelow é a directora de 2 filmes da minha juventude, Point break e o Strange Days, e é desses que a vou recordar e não com este menino de colo vencedor de Oscars!!!
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