Antevisão: «O Fantástico Homem-Aranha» – Nova década, novo spidey!

Sam Raimi foi o homem que, em 2002, teve a coragem necessária para comandar a adaptação de Homem-Aranha, um dos heróis mais famosos da MARVEL, para os grandes ecrãs mundiais. Pegou no universo construído ao longo de décadas de banda desenhada, explorou-o e tornou possível a sua transposição, da imagem estática, para a imagem em movimento. Fez, desta forma, com que Peter Parker e a sua história pudessem crescer ainda mais, ao serem transportados, através de um novo meio, a um outro tipo de público.
O sucesso que foi granjeando, fruto do um bom trabalho como realizador dos três filmes de Homem-Aranha (todos, de uma forma geral, bem recebidos), era o principal entrave ao futuro de O Fantástico Homem-Aranha, o principal obstáculo que o filme teria de ultrapassar de forma a poder sagrar-se como um reboot necessário e bem-vindo. Afinal, se a trilogia havia dado tão bons resultados, para quê começar do zero?! Esta era a pergunta que se fazia, um pouco por todo o mundo, entre os fãs do spidey, aquando da divulgação de que não iria haver um quarto filme realizado por Sam Raimi. Tobey Maguire era, quase consensualmente, um Peter Parker parecido com o idealizado, enquanto Kirsten Dunst tinha o carisma necessário para interpretar Mary Jane. Havíamo-nos habituado às suas caras e à realização de Sam Raimi. Para quê “desperdiçar” o potencial da trilogia, construído ao longo de quase uma década?
Contar uma versão diferente da história – este parece ser o principal motivo, encontrado pelas produtoras, para justificar a necessidade do reboot. Sendo inegável que há outros aspectos da vida de Homem-Aranha que podem, juntos, modelar a história de maneira a que o público possa ter a oportunidade de olhar para o herói por outra perspectiva, a verdade é que, como se sabe, a Sony só não terá avançado para um Homem-Aranha 4 devido a desentendimentos irremediáveis com Sam Raimi.
Aos poucos, à medida que as novas informações sobre esta adaptação de Marc Webb começavam a ser divulgadas, a consternação parecia acalmar substancialmente. O Fantástico Homem-Aranha começou a ser visto como um autêntico regresso às origens. Isto porque Peter Parker será, desta vez e tal como nas BDs, um adolescente, tímido e isolado, ainda na Escola Secundária, e o seu primeiro amor será, não Mary Jane, mas sim Gwen Stacy.
Para além disso, o guião, escrito por James Vanderbilt (Zodiac), Alvin Sargent (Homem-Aranha 3) e Steve Kloves (saga Harry Potter) centrar-se-á na história que nunca havia sido contada acerca do desaparecimento dos pais de Peter.
Outro dos grandes destaques deste novo filme de Homem-Aranha recai sobre o elenco. Para substituir Maguire e Dunst, apostou-se em duas das mais promissoras recentes descobertas a nível de representação: Andrew Garfield, que impressionou em A Rede Social, para o papel de Parker; e a belíssima Emma Stone, que protagonizou o filme As Serviçais, para o papel da irreverente Gwen Stacy.
Em relação à personagem que terá de defrontar Homem-Aranha, a escolha também parece ter sido do agrado dos fãs: este será Dr. Connors ou, como é mais conhecido, Lizard. Há muito que os fãs torciam para que este fosse um dos vilões dos filmes de Raimi, mas só nesta nova adaptação da história os seus apelos parecem ter sido ouvidos.
Por estas razões, que parecem ser as suficientes para a grande massa de seguidores do aracnídeo ansiar por esta diferente perspectiva, as expectativas são elevadas. Conseguirá Marc Webb superar o trabalho empreendido por Raimi? E será Andrew Garfield mais credível no papel de Homem-Aranha do que Tobey Maguire?
Todas estas perguntas, que guardamos com algum receio e hesitação em relação a O Fantástico Homem-Aranha, só conhecerão resposta no dia 5 de Julho, data em que o filme estreia em Portugal.