Antevisão: «Prometheus» – O regresso de Ridley Scott à ficção científica

Uma equipa de cientistas e exploradores parte à descoberta de um mundo distante. A expedição tem como destino uma das regiões mais perigosas do universo e promete testar os seus limites físicos e mentais. A missão? Descobrir a origem da vida humana. É tudo o que sabemos até agora de Prometheus, o filme que chega esta semana aos cinemas e que marca o regresso do realizador Ridley Scott ao género ficção científica.

Os detalhes da história estão guardados no segredo dos deuses, num contrabalanço astuto entre o misterioso enredo e a constante divulgação de imagens e vídeos virais, que vão despertando a curiosidade de todos e colocando Prometheus nas luzes da ribalta. Uma coisa é certa: estamos perante um dos filmes mais esperados do ano (senão o mais!) e os motivos não são difíceis de descortinar. Em duas palavras? Ridley Scott.

O realizador britânico (que em Prometheus é também produtor) tornou-se, nos últimos anos, um dos mais admirados cineastas de sempre, num percurso memorável que começou precisamente com o género onde Scott se tornou mais notável: a ficção científica. Foi com Alien (1979) e Blade Runner (1982) que passou a ser visto como um dos pais do género tal como o conhecemos hoje. A relação chega a ser dúbia: se foi graças a estas obras que Ridley Scott se tornou um cineasta incontornável, também foi em parte graças a si que o género prosperou. Agora, seguindo o mesmo sentido, apresenta-nos Prometheus e as expectativas não podiam estar mais elevadas.

O elenco está repleto de nomes de peso. A sueca Noomi Rapace foi escolhida para interpretar a cientista Elizabeth Shaw, numa aventura que destaca também o talentoso Michael Fassbender e a bela Charlize Theron e que contará ainda com Logan Marshall-Green, Idris Elba e Guy Pearce.

Pelos trailers e imagens que a 20th Century Fox tem divulgado, a trama passa-se numa realidade distante da que conhecemos e o cenário é muito distinto do planeta terra. Ainda assim, a sua produção foi executada, o máximo possível, recorrendo a ambientes verdadeiros, com filmagens em locais como a Escócia, Islândia ou Espanha. Para além da preferência pessoal pelo realismo, o cineasta alega questões de orçamento para não ter optado pelo CGI: «se conseguirmos construir e utilizar cenários reais exactamente como imaginámos, é muito mais barato», disse em entrevista à Collider.

Os factores de semelhança entre Prometheus e Alien não têm passado despercebidos. Muito se tem falado acerca da ligação entre os dois filmes. Para além das semelhanças evidentes nos vídeos divulgados, o primeiro foi inicialmente anunciado como um prólogo do último, embora esta ideia tenha sido posteriormente desmentida . Afinal, Prometheus é ou não uma prequela do mais famoso filme de alienígenas? A resposta é sim e não. Segundo Damon Lindelof – um dos argumentistas, que já escreveu outros argumentos complexos como o da série Lost – o filme poderá ser considerado como tal, não esquecendo que «um verdadeiro prólogo deve anteceder os eventos do filme original, mas ser algo completamente diferente, com personagens e tema diferentes, ainda que se passe no mesmo universo». Prometheusterá então um mundo próprio e uma mitologia só sua onde, apesar de tudo, Ridley Scott garante que «os fãs irão reconhecer o ADN de Alien». O melhor será aguardar pela próxima quinta-feira, 7 de Junho, para descobrir. Uma coisa é certa: Prometheus promete, literalmente.

NOS CINEMAS 7 DE JUNHO

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