As 10 Melhores Adaptações de BD do século XXI

NOTA IMPORTANTE: Adaptações não relacionadas com super-heróis
Quando pensamos em adaptações de obras de banda-desenhada para o cinema, normalmente pensamos em super-heróis. É difícil evitá-lo. Criações como Batman, Super-Homem, Homem-Aranha e Iron Man são, afinal de contas, parte integrante da própria cultura popular, daí que seja compreensível que as adaptações dos mesmos ao cinema assumam maior relevância a nível mundial. A verdade é que, mesmo antes de Christopher Nolan ter dado um passo gigante no que aos chamados ‘comic book movies’ dizem respeito, com The Dark Knight, estas adaptações nem sempre estão relacionadas com super-heróis, ou sequer com a luta contra o crime. Aliás, alguns dos melhores filmes da década de 00 são precisamente adaptações de BDs e novelas gráficas que nada têm a ver com heróis em collants e dotados de poderes extraordinários.
A estreia de Scott Pilgrim vs. the World, agendada para o próximo dia 8, é a desculpa perfeita para pensar um pouco sobre esta tendência, bem como a própria natureza da BD, normalmente associada apenas aos super-heróis. Foi o que fizemos, e o resultado é a lista que se segue, que consideramos englobar os 10 melhores filmes feitos entre 2000 e 2010 e que são adaptações de obras de BD não relacionadas com super-heróis. É importante referir que foi necessário estabelecer o que qualifica ou desqualifica um filme de ser considerado de natureza “super-herói”. Depois de alguma reflexão sobre o assunto e recolha de opiniões por parte de cinéfilos mais entendidos no assunto que eu, decidimos estabelecer como regra-base para a não qualificação a existência de certas características (super-poderes, identidades secretas, luta contra o crime/poder instituído, etc.), daí que filmes como V for Vendetta, Wanted, Watchmen ou Kick-Ass não integrem a lista. Se por acaso acharem alguma exclusão injusta, digam de vossa justiça na secção dos comentários. Para já, fiquem com a lista:
#10 – AZUMI (2003), de Ryûhei Kitamura

Adaptado da manga de Yu Koyama, publicada pela primeira vez em 1994, e realizado por Ryûhei Kitamura (autor do filme de culto Versus), Azumi centra-se exactamente nos mesmos temas que a manga, passando-se igualmente no Japão Feudal e seguindo um grupo de órfãos criados com o objectivo de se tornarem assassinos, incluindo a personagem titular, incumbidos da tarefa de matar três senhores da guerra que ameaçam a estabilidade política do país e fazem antever uma guerra civil. Um misto de filme de samurais convencional, indo buscar imensa inspiração a clássicos nipónicos de outras décadas, e filme de acção dirigido a um público mais ocidental, sendo desta forma recheado de elementos de série-B, esta adaptação é livre de qualquer tipo de aspiração em termos de argumento e profundidade, apresentando-se na sua essência como um filme de artes marciais violento, rápido e estilizado, nunca querendo ser nada mais. Claramente marcado pela influência da manga em termos visuais, nomeadamente na forma como Kitamura filma as cenas de luta, beneficia em muito da fabulosa coreografia de Yuta Morokaji e da magnética presença de Aya Ueto.
#9 – ROAD TO PERDITION (2002), de Sam Mendes

Muito mais perto de um noir americano das décadas de 40 ou 50 do que algo nascido na forma de uma novela gráfica, Road to Perdition era já algo tremendamente cinemático antes de existir. A série de livros criados por Max Allan Collins e publicados pela DC Comics no final dos anos 90 baseavam-se fortemente na influente e revolucionária manga Lone Wolf and Cub e pareciam um The Godfather da BD, com temas como a vingança, o crime, a lealdade, o pecado e a redenção examinados de perto com a Grande Depressão americana como plano de fundo. Sam Mendes aproveita o já referido carácter cinemático da história para a traduzir para o cinema de forma quase exímia, contando a história de um homem (Tom Hanks) numa senda de vingança contra um mafioso (Paul Newman) que matou toda a sua família à excepção do seu filho, que o acompanha na sua perseguição. Sempre focado nas consequências da violência e com duas interpretações monstruosas de Hanks e Newman, Mendes constrói um filme sombrio, moralista e tipicamente americano na sua examinação do crime organizado e da complexidade das relações Pai-Filho. A fotografia de Conrad L. Hall (distinguida com um Óscar) possibilita uma recriação quase perfeita de Chicago, reforçando o aspecto clássico, escuro e triste do filme.
#8 – AMERICAN SPLENDOR (2003), de Shari Springer Berman & Robert Pulcini

Em meados dos anos 70, Harvey Pekar, um anónimo e misantropo funcionário público de Cleveland, Ohio, decidiu escrever uma BD sobre a sua vida. Chamava-se American Splendor e era sobre tudo e ao mesmo tempo nada, retratando o dia-a-dia de Pekar, rico em situações caricatas e relações atribuladas com amigos, colegas e a sua terceira esposa, Joyce. O sucesso da BD, publicada em intervalos irregulares ao longo de mais de 30 anos, fez de Pekar uma celebridade, um average guy reconhecido por todos, e acima de tudo provou que a banda-desenhada como forma de arte podia ser posta ao serviço de qualquer pessoa com algo a dizer sobre o mundo e a sociedade. American Splendor – o filme – podia perfeitamente ter fracassado pois tentava adaptar algo absolutamente único e ao mesmo tempo banal, mas apresentou-se como uma comédia genial que se mantinha incansavelmente fiel aos livros de Pekar, conjugando o seu humor com uma estética fílmica moderna e original. Shari Springer Berman e Robert Pulcini, documentaristas que experimentavam com a ficção pela primeira vez, desenham o filme com um espírito cartoonesco do princípio ao fim, fazendo deste uma verdadeira extensão dos ricos livros, que deambulavam sempre entre o absurdo, o trivial e o extraordinário. O elenco, liderado por Paul Giamatti, que consegue praticamente encarnar Pekar, torna tudo unicamente real e não forçado, como se estivéssemos a ver a vida de um homem ao vivo.
#7 – ICHI THE KILLER (2001), de Takashi Miike

Eventualmente a presença mais atípica desta lista, muita gente assume que Ichi the Killer é algo saído directamente da mente depravada e brilhante de Takashi Miike, mas na realidade é uma adaptação de uma manga de Hideo Yamamoto, repleta de tudo aquilo em que o filme é igualmente rico: violência, sangue, sexo, drogas, tortura e gore. Um filme chocante e depravado, segundo mesmo os critérios de alguém com um estômago forte, e nada recomendado àqueles susceptíveis a imagens gráficas, segue um homem sádico, Ichi (Nao Ohmori), cuja única gratificação provém do sofrimento dos outros. Este é apenas confrontado por Kakihara (Tadanobu Asano), um subordinado masoquista de um chefe Yakuza que recebe a dor de braços abertos. É difícil olhar para lá da natureza extrema e doentia de Ichi the Killer, mas aqueles que conseguirem desfrutarão de um filme inconfortavelmente excitante, tenso e inteligente, bem como de um interessante exercício em estilo que se recusa a obedecer a regras e convenções, prestando frequentemente homenagem à manga nas cores vibrantes que emprega e nas personagens coloridas e bizarras com que brinca do princípio ao fim. Será sempre um filme feito para um público restrito, mas merece o estatuto de culto que conseguiu, representando uma contribuição importante para a filmografia do importante e subversivo autor que é Miike.
#6 – 300 (2006), de Zack Snyder

Único blockbuster no sentido literal da palavra deste lote, 300 mereceria um lugar nele apenas pelo que fez em termos visuais, mesmo que não fosse um bom filme. Por vezes demasiado leal à BD de Frank Miller – inclusivamente no seu aspecto, filmado em grande parte através da técnica chroma key e com uma quantidade de slow-motions propositadamente exagerada -, uma modernização ultra-estilizada da mítica Batalha de Termópilas, o filme é absolutamente deslumbrante de se ver de um ponto de vista puramente visual, tendo representado um avanço importante a nível tecnológico, bem antes de Avatar. Criticado por muitos por favorecer o seu aspecto em detrimento da caracterização e pela forma livre e pouco autêntica como abordou o acontecimento em questão, a verdade é que 300 continua a ser, mesmo depois de pesados os prós e os contras, um excelente filme de acção em todo o seu direito. Rápido, agressivo, hipnótico no quão caótico consegue ser e completamente dominado por testosterona, tem pouco ou nada de construtivo a dizer sobre a guerra, o que se deve ao facto de não o querer fazer. Quer antes oferecer-nos duas horas de entretenimento explosivo e de uma beleza gráfica arrebatante, pela qual Zack Snyder se assume como o principal responsável. Quando me perguntam se (ou porque) gosto de 300, normalmente respondo com a analogia do hambúrguer: faz mal à saúde mas sabe tão bem.
#5 – A HISTORY OF VIOLENCE (2005), de David Cronenberg

Outra história feita para ser contada no cinema, e que normalmente surpreende muita gente que descobre tratar-se de uma adaptação, A History of Violence foi uma transição quase perfeita da BD de John Wagner e Vince Locke para o cinema, mantendo-se até hoje como um dos melhores filmes da última década, bem como um desvio surpreendente e justificado de David Cronenberg. Esperava-se tudo do Rei do Terror Venéreo canadiano menos um filme tão sério e complexo como este. Com muito a dizer sobre temas como a violência (obviamente), o heroísmo e a capacidade do ser humano mudar e crescer, o filme centra-se na personagem de Tom Stall (Viggo Mortensen), um dono de um restaurante numa pacata small-town do Michigan que, após se tornar um herói local ao defender-se a si e aos seus clientes de um assalto, depara-se com a máfia de Nova Iorque a importuná-lo, alegando reconhecê-lo e afirmando tratar-se de alguém que os traíra 20 anos antes. Simultaneamente um mistério fascinante e repleto de suspense (encontramo-nos em constante dúvida sobre a natureza de Tom) e um thriller-crime simples, que entretém e ao mesmo tempo nos coloca questões vitais para compreendermos verdadeiramente a nossa natureza.
#4 – SIN CITY (2005), de Frank Miller & Robert Rodriguez

De longe a adaptação mais fiel e literal desta lista, ver Sin City é praticamente equivalente a ler a BD neo-noir de Frank Miller. Melhor descrito como uma tradução BD-cinema, com cada frame a replicar com uma precisão incrível as páginas de Miller, o filme é interpretado de forma completamente diferente por parte de quem já leu a BD e de quem não o fez, precisamente devido a essa lealdade extrema em termos de diálogos, cenas e enquadramentos, deixando pouco à imaginação no caso dos primeiros. Nem esses, contudo, poderão negar o quão vivo e vibrante o filme consegue ser, apesar de ser na prática um filme a preto-e-branco – com pequenas doses de cor aqui e ali. Nesse aspecto, Robert Rodriguez revela-se, com a assistência extra de Miller e Quentin Tarantino, o realizador perfeito para concretizar esta adaptação, misturando live-action, animação e imagens geradas via computador para criar uma colecção de vinhetas, correspondentes às tiras de Miller e todas elas deslumbrantes a nível visual, mas nem todas igualmente interessantes de um ponto de vista de história e personagens. Quando conjugadas, aí sim, perfazem uma criação quase majestosa em que a violência, o sangue e a imoralidade imperam. E em que os heróis não têm que ser super para o ser.
#3 – PERSEPOLIS (2007), de Vincent Paronnaud & Marjane Satrapi

Único filme de animação desta compilação, Persepolis distingue-se também por ser a adaptação mais politicamente relevante aqui presente, funcionando igualmente como uma extensão da extremamente pessoal e autobiográfica BD de Marjane Satrapi, que contava a história desta enquanto criança e jovem no Irão, antes de emigrar para França. Mais que uma simples BD, trata-se de um olhar privilegiado, vindo de alguém com conhecimento de causa, de um dos períodos mais política e socialmente conturbados da história – a revolução Islâmica – e das suas consequências para os defensores da liberdade, como era o caso da família de Satrapi. A transição para o cinema, feita em colaboração com Vincent Paronnaud, manteve tudo isso intacto, bem como o modesto e elegante preto-e-branco (à excepção de pontuais cenas a cores). Apesar da mensagem política impossível de ignorar, Persepolis nunca deixa de ser nem mais nem menos que a história simples e tocante de uma miúda imaginativa, inteligente e sensível, obrigada a crescer num ambiente de guerra e intolerância, e de uma família recheada de personagens fascinantes (basta dizer que a avó de Marjane é interpretada por Catherine Deneuve) que mantém-se sempre unida e incorruptível face à opressão e à ignorância. Extremamente emotivo e ao mesmo tempo divertido (uma sequência musical de “Eye of the Tiger” surge a dada altura do nada para nos fazer sorrir), é um dos filmes mais originais e sumptuosos dos últimos anos, no panteão não apenas da animação e das adaptações de BD, mas do próprio cinema.
#2 – GHOST WORLD (2001), de Terry Zwigoff

Se há filme que define na perfeição esta lista e a ideia por detrás dela (histórias aparentemente banais, centradas em pessoas comuns sem poderes, destinos ou ambições grandiosas), esse filme é Ghost World. Adaptado da influente BD homónima de Daniel Clowes, que seguia o dia-a-dia de duas adolescentes melhores amigas, Enid e Rebecca, cínicas por natureza, que passavam os dias a criticar e rebaixar tudo e todos enquanto vagueavam pela sua típica cidade americana (consumista e desligada por natureza), a primeira incursão de Terry Zwigoff pela ficção (depois do documentário Crumb, também centrado no mundo da BD) é uma pequena maravilha do cinema independente. Completamente fiel à obra de Clowes (que a adaptou ele próprio), é um filme fascinantemente camaleão na forma como consegue ser comédia negra e deliciosamente satírica e ao mesmo tempo drama devastador na sua examinação do torturante e incerto período que é a adolescência. É, em minha opinião, o retrato mais autêntico da adolescência alguma vez filmado. Muitos filmes sobre ou com adolescentes divertem-nos e emocionam-nos, mas poucos conseguem traduzir de forma tão real a sensação de se sentir perdido, sem a mínima noção do que virá a seguir, e de odiar o mundo e não saber bem porquê. Há um pouco de todos nós na Enid de Thora Birch e na Rebecca de Scarlett Johansson (adolescentes na altura, e não adultas de 25 anos a fingir ter 17), duas raparigas inteligentes e engraçadas mas também profundamente egoístas, alienadas e hipócritas. São duas melhores amigas que um dia começam a afastar-se e que não podem fazer nada contra isso. O “mundo fantasma” em que ambas vivem colocam-nas em constante luta entre a honestidade e a sobrevivência, entre a individualidade e a necessidade de arranjar um emprego como uma pessoa “normal” para pagar as contas. É, posto de forma simples e breve, um filme fabuloso.
#1 – OLDBOY (2003), de Park Chan-wook

Gosto de pensar que nem toda a gente concordará com a ordem ou com alguma presença (ou ausência) desta lista, mas será difícil encontrar alguém que discorde com este primeiro lugar. Um dos melhores, mais visionários e marcantes filmes dos últimos anos, Oldboy foi adaptado a partir da manga de Garon Tsuchiya mas serviu na perfeição a ideia de Park Chan-wook de criar uma trilogia inteiramente dedicada aos temas da vingança, violência e salvação, que seria convenientemente intitulada ‘The Vengeance Trilogy’ e a que Chan-wook havia dado início no ano anterior com Sympathy for Mr. Vengeance, encerrando-a em 2005 com Lady Vengeance. A tradução, não apenas do imaginário de Tsuchiya para o cinema mas também da sociedade e cultura japonesa para a coreana, foi perfeita, com Chan-wook a servir-se da história de um homem aprisionado durante 15 anos sem razão aparente que, quando finalmente libertado, lança-se numa campanha de vingança e destruição imparável, para criar um filme único: negro, complexo, violento, trágico e exuberante. Parte mistério, ao envolver-nos numa nuvem de dúvida e conspiração por detrás dos motivos do aprisionamento de Oh Dae-su, parte filme de acção, com várias cenas de luta em que este se vê obrigado a lutar dezenas de homens até chegar ao responsável (sempre com o seu martelo favorito), parte tragédia grega, com improváveis incursões em território Freudiano, Oldboy choca-nos, diverte-nos, estimula-nos, faz-nos pensar e no fim deixa-nos tão atordoados e sem palavras como as vítimas do martelo de Oh Dae-su.
MENÇÕES HONROSAS:
From Hell – 30 Days of Night – Death Note – Art School Confidential - Robotic Angel – Battle of Wits – Speed Racer
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‘SCOTT PILGRIM VS. THE WORLD’ ESTREIA EM PORTUGAL DIA 9 DE DEZEMBRO:
ArmPauloFerreira, só quero esclarecer uma coisa de forma breve.
A lista não me agitou. Se estou a incomodar na discussão da lista, então é só pedirem de forma razoável que deixe cair o assunto.
Mas penso que o motivo de uma lista é, precisamente, originar discussão.
Se for para virem todos “passar-lhe a mão pelas costas”, então isto só serviu para encher o ego de umas quantas pessoas chamadas a dar a sua opinião.
A lista do Pedro pode ser muito clara na sua génese (como disse, “filmes com origem em adaptações de BDs sem super-heróis”) mas não o é no propósito ou nos critérios, se preferir.
E é disso que eu falo desde o início, embora muitas vezes tenha pormenorizado indevidamente.
Não quero voltar a Sin City mas, tal como me diz, este criou uma corrente de “adaptação-cópia” que tem mais dois exemplos, para já.
Embora ache que 300 não se insere verdadeiramente no ramo – um storyboard de 300 é algo muito pouco substancial.
O problema da “adaptação-cópia” é a preguiça envolvida.
Um storyboard é uma base, certo. Mas uma base para a componente narrativa de uma cena. Depois, nos espaços em branco de um storyboard entra a arte do cinema.
Daí que nem o Rodriguez chama ao seu filme uma adaptação mas sim uma transposição .
E eis que voltamos ao ponto que sempre tentei ver discutido, afinal que critério serviu de base a esta lista?
Se um realizador afirma ter feito uma transposição, como pode o seu filme – e os que vêm na sua sequência usando o mesmo método – figurar na lista?
Quanto a uma lista minha, há uma razão para não a fazer.
Não me apetece investigar a fundo.
Nunca partiria para um desafio destes sem estar munido de informação completa e irrefutável sobre todas as adaptações possíveis, em todos os géneros e das suas respectivas BDs de origem.
Mais, teria um critério específico em mente, um critério único e “inabalável” que permitiria a qualquer pessoa que olhasse para os filmes compreender porque estavam ali, mesmo que o filme não lhe interessasse.
Olhando para esta lista isso não acontece. E, para não dizer que só falo de Sin City, digo-lhe desde já que considero que um dos melhores filmes na lista está muito longe de ser, verdadeiramente, uma adaptação. Falo de American Splendor, claro.
Como tal, também não defenderia a sua inclusão numa lista assim.
Ao resto respondo-lhe quando chegar a casa.
Va lá… Carlos Antunes, esta discussão e os pontos que tem aludido tornaram-na ainda mais interessante e continue que o ponto de vista que trouxe tem Me dado muito interesse em seguir e daí as minhas observações. Não entenda o que disse no mau sentido mas para mim, entendê-lo melhor seria ter que exemplos enumera serem então os mais indicados para figurar na lista uma vez que tem uma forte e culta opinião sobre este assunto das adaptações. Entenda que participo a comentar cheio de boa vontade e até mesmo sem pretender “passar mão nas costas” (não Me sinto ao nível do Pedro e menos do Carlos também). Espero sim até absorver conhecimentos alargados deste assunto. Por isso lhe pedia exemplos…
Diga lá de sua justiça mais sobre este assunto!
Por vezes é difícil entender a motivação das pessoas através de um texto na internet que não revela a “entoação emocional” de quem está a escrever.
Durante o fim de semana tentarei voltar aqui, esta semana tenho mais trabalho do que o habitual e não posso escrever nem bem, nem muito.