As 10 Melhores Sequelas da História do Cinema

Não há dúvida que, ao longo das décadas, a indústria cinematográfica tem vindo a apostar cada vez mais no desenvolvimento de sequelas para os filmes que tiveram um maior sucesso em termos de bilheteira, gerando assim milhões de euros em receitas, que servem para encher os cofres dos estúdios. 2011 não é excepção e por isso houve sequelas para todos os gostos, seja em termos de comédia com A Ressaca – Parte II, aventura/fantasia com A Saga Twilight: Amanhecer Parte 1, terror devido a Actividade Paranormal 3 ou mesmo animação, com Carros 2, só para citar alguns exemplos, dado que a lista é longa. Lançando um olhar crítico a estes e outros filmes semelhantes, é cada vez mais óbvio que se está a fazer notar alguma inércia por parte dos estúdios no que diz respeito ao desenvolvimento de nova propriedade intelectual, já que, na maior parte das vezes, é muitíssimo mais fácil jogar pelo seguro e “espremer” melhor um franchisingque já esteja bem enraizado na mentalidade das pessoas. Esta atitude não é de estranhar já que a indústria cinematográfica, para além de toda a sua componente artística e de entretenimento, trata-se de um grande negócio, sendo que esta atitude (ou nalguns casos, falta dela…) não é exclusiva do cinema, alargando-se também a outros campos como seja o dos videojogos, sendo que neste caso esta prática é ainda mais gravosa. Tudo isso seria perfeitamente aceitável e justificável se os filmes resultantes fossem de boa qualidade mas, como qualquer conhecedor de cinema mais atento sabe, muitas vezes esse não é o caso, estendendo-se algumas sagas até a sua qualidade ser completamente medíocre, e as pessoas se verem obrigadas a dizer claramente “basta!” ao ignoraram quase por completo estes filmes seja nos cinemas ou, posteriormente, em termos de vendas de DVD’s e Blu-ray’s. Este desleixo por parte dos estúdios acaba por prejudicá-los a si próprios, aos realizadores envolvidos e à indústria como um todo, uma vez que o público começa a ficar com uma má impressão sobre os trabalhos de determinada pessoa, podendo afastar-se um pouco de futuras criações de qualidade no futuro, devido a más experiências anteriores.

Felizmente, o conceito das sequelas também tem o “reverso da medalha” e, agora deixando para trás alguns dos pontos negativos normalmente associados a elas, chega a vez de enaltecer e reconhecer o mérito dos filmes a que ele é devido. Assim sendo, esta lista tem como objectivo ordenar, por ordem de qualidade crescente, aquelas que eu considero serem as 10 melhores sequelas da história do cinema e que, por um motivo ou por outro, deixaram ficar a sua marca, que, em alguns casos, perdura mesmo várias décadas após a estreia. Por isso, de forma a tornar a elaboração deste top possível, tendo em conta a imensa quantidade de sequelas existentes, para um filme ter “direito” a entrar nesta lista, teve que, pelo menos, fazer justiça ao filme original e se possível, superá-lo. Isto porque um realizador de topo, é também aquele que, para além de inovar e explorar caminhos nunca antes trilhados, tem a capacidade de olhar para os seus trabalhos anteriores de forma crítica e perceber aquilo que pode ser melhorado ou corrigido, apoiando-se também no importante feedback da crítica especializada e do público em geral.

Para além da evidente subjectividade desta lista, dada a vastidão do material de referência e as diferenças do gosto pessoal de cada um, algo que também quero realçar é o facto de que optei por apenas referir um filme de cada saga/franchise, de forma a obter uma lista de filmes mais variada e heterogénea. Com esse fim, escolhi aquele que, na minha opinião, representa a melhor sequela, nos casos em que existem várias. Um caso especial é o dos filmes do James Bond porque, para além de poderem despertar alguma discussão sobre o facto de se poderem considerar verdadeiras sequelas ou não, existem mais de duas dezenas, sendo por isso algo injusto tentar escolher só 1 ou 2 para figurarem nesta lista. Por esse motivo, e visto que o próximo filme desta saga (Skyfall) já se encontra no horizonte, numa altura mais próxima da sua estreia, deverá ser elaborado um especial sobre os melhores filmes desta personagem, de forma a colmatar a sua ausência na lista actual.

Agora que a introdução já ficou para trás, em baixo encontram-se, um por um, estes 10 magníficos filmes que, para além de brilharem como sequelas de um filme inicial, são muito mais do que isso, sendo também capazes de mostrar a sua qualidade como produções independentes.

10

#10 – Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2 (2011), de David Yates

Para começar esta lista, nada melhor do que o último filme de uma das sagas mais famosas do mundo, quer seja em termos de livros como de cinema. Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2, que representa o oitavo filme do famoso feiticeiro, e o segundo com base no sétimo livro da autora J.K. Rowlings. Embora possa ser uma escolha algo controversa, este filme é de louvar visto que, após algumas sequelas de menor qualidade, e várias trocas de realizador no começo do franchising, esta Parte 2 encerrou a história com chave de ouro. Revelando a enorme perícia de David Yates na criação de uma obra com uma elevada carga emocional, praticamente todas as componentes do filme, sejam técnicas ou artísticas, trabalham bem em conjunto, como se de uma orquestra bem afinada se tratasse.

Em termos de argumento, como é de imaginar, este filme marca o clímax de toda a saga, sendo o prato principal o muito aguardado confronto final e definitivo entre Harry Potter (Daniel Radcliffe) e Voldemort (Ralph Fiennes). Mas antes de lá se chegar, a maior parte do filme consiste na pesquisa e destruição dos restantes talismãs da morte, sendo que para isso, Harry conta com a ajuda dos sempre leais Ron Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson), para além de outros colegas de escola e professores.

Sendo um filme imprescindível para qualquer fã da série, peca apenas pelo facto de David Yates, como já vinha sendo hábito, apostar numa atmosfera demasiado escura, que por vezes retira algum detalhe e beleza à filmagem. Para além disso, também pode ter um apelo mais reduzido para quem não leu os livros ou acompanhou os filmes desde o início, sendo que, embora isso seja um ponto comum para a maioria das sequelas, tendo em conta o elevado número de filmes do Harry Potter que existem, isso torna-se ainda mais verdade neste caso.

9

#9 – Homem-Aranha 2 (2004), de Sam Raimi

Um filme que não poderia faltar em qualquer lista de sequelas que se preze é o incontornável Homem-Aranha 2. O realizador Sam Raimi já tinha conseguido fazer algo de muito especial com Homem-Aranha, e por isso as expectativas quanto à sequela eram elevadíssimas. Felizmente ele não desapontou os fãs, oferecendo um filme digno do seu antecessor e que, em alguns casos, conseguiu superá-lo, graças a uma utilização ainda mais impressionante de efeitos CGI e uma performance genial por parte de Alfred Molina, como o temível Dr. Ock.

Em termos de enredo, este filme passa-se 2 anos após os eventos do anterior, e a vida de Peter Parker (Tobey Maguire) continua algo problemática dado que para além da sua relação com Mary Jane (Kirsten Dunst) ter passado para segundo plano, ele tem que gerir a sua vida como Homem-Aranha em conjunto com a sua vida “normal”, como fotojornalista e estudante universitário. Ao mesmo tempo, Harry Osborn (James Franco) aposta praticamente o futuro da sua empresa no promissor cientista Dr. Otto Octavius (Alfred Molina) sendo que, aquando a apresentação da nova invenção deste, tudo corre mal, nascendo assim um novo super-vilão que põe toda a cidade em risco, cabendo assim ao Homem-Aranha a tarefa de salvar o dia e todas as pessoas que ele ama.

Como não há bela sem senão, e apesar deste ser um filme altamente aconselhável a todos os amantes de cinema, independentemente se gostam de adaptações de heróis de banda desenhada ou não, a realidade é que ele tem alguns problemas ao nível do argumento, já que este às vezes ficam um pouco aquém do que seria expectável, sendo por isso o seu ponto mais fraco.

8

#8 – Indiana Jones e a Grande Cruzada (1989), de Steven Spielberg

Depois de já ter tido direito a uma Menção Honrosa no Especial de Steven Spielberg, Indiana Jones e a Grande Cruzada está agora presente no oitavo lugar desta lista, lugar esse que é mais do que merecido, dado que representou uma lufada de ar fresco depois do menos bem conseguido Indiana Jones e o Templo Perdido. Mostrando uma aventura do outro mundo, que quase se equipara à qualidade de Os Salteadores da Arca Perdida, e estando repleto de cenas memoráveis, esta segunda sequela da saga é especialmente marcada pela presença do pai de Indiana Jones, que é muito bem interpretado por Sean Connery, adicionando uma nova dinâmica ao filme, resultante da interacção destas 2 personagens.

No que diz respeito ao enredo, Indiana Jones (Harrison Ford), após ter sido abordado por um coleccionador de arte que deseja encontrar o Santo Graal, acaba por descobrir que o seu pai, o Professor Henry Jones, desapareceu numa altura em que também estava à procura deste artefacto histórico. Depois de uma série de confusões e uma fuga arriscada, pai e filho juntam-se numa demanda que passa por diversos locais do mundo e tem como objectivo encontrar o Graal, que se revela mais elusivo do que seria possível imaginar.

Em termos de defeitos, à semelhança dos filmes anteriores da série, Indiana Jones e a Grande Cruzada também é detentor de algumas piadas secas e de qualidade duvidosa, que não enriquecem em nada o filme ou o carácter das personagens.

7

#7 – Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento (1991), de James Cameron

Em sétimo lugar vem Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento, a sequela de um filme que introduziu umas personagem lendária e à qual o actor Arnold Schwarzenegger ficará para sempre associado graças às suas boas prestações. Sendo um filme detentor de efeitos especiais que pareciam não ser possíveis em 1991, e com uma história que emana um sentido de urgência ainda maior do que o filme anterior, James Cameron voltou a confirmar que era um nome de referência no mundo do cinema.

Em termos de argumento, este filme marca o regresso de Saran Connor (Linda Hamilton) e do seu filho, agora adolescente, John Connor (Edward Furlong), sendo que ela, sabendo o importante papel que o seu filho terá que desempenhar no futuro, tomou nas suas mãos a tarefa de o treinar nas artes da guerra e combate. Desta vez, as máquinas do futuro enviam o exterminador T-1000 (Robert Patrick) para eliminar John Connor, sendo este modelo ainda mais avançado do que o do filme anterior porque é feito de metal líquido, tendo a capacidade de assumir qualquer forma e sendo praticamente indestrutível. Dado o estado da situação, o exterminador implacável (Arnold Schwarzenegger) regressa para proteger a família Connor, ao mesmo tempo que os ajuda a destruir a tecnologia que a Cyberdyne Systems está a desenvolver e que é responsável pelos acontecimentos do futuro, surgindo assim grandes confrontos para se evitar o dia do julgamento final.

As batalhas entre os exterminadores são memoráveis, e o filme no seu todo está repleto de cenas de cortar a respiração, podendo apenas ser acusado de algumas das falas das personagens parecerem um pouco forçadas. No entanto, esta falha é mínima, não reduzindo minimamente o gozo que se retira da visualização desta grande obra.

6

#6 – Toy Story 3 (2010), de Lee Unkrich

No sexto lugar vem Toy Story 3, um filme muito especial e que tem como principal característica demarcante das restantes escolhas desta lista, o facto de ser um filme de animação. Embora, aquando o seu anúncio, muitas pessoas tenham pensado que esta segunda sequela seria desnecessária depois do também excelente Toy Story 2, a Pixar teve a audácia de levar o seu plano avante, entregando as rédeas da realização a Lee Unkrich, que nos ofereceu um filme de uma qualidade inquestionável. Apesar dos “actores” serem desenhos animados, e este ser um género de filme ao qual, injustamente, algumas pessoas torcem o nariz, o que aqui temos é um filme de topo e cuja história está muitíssimo bem concebida e carregada de nuances perfeitamente geniais. A emoção que estes brinquedos conseguem transmitir é inacreditável, sendo muito possível darmos por nós a temer pelo destino de uma personagem ou com um sorriso nos lábios e uma lágrima no canto do olho nos momentos mais marcantes, como acontece com qualquer obra-prima com actores de carne e osso.

No que toca ao argumento, este filme passa-se na altura em que Andy (voz de John Morris) tem que partir para a universidade e, por consequência, tem que deixar para trás os brinquedos que foram os seus melhores amigos desde miúdo. Depois de uma confusão na qual o saco onde eles se encontravam vai parar ao camião do lixo em vez do sótão, os brinquedos acabam por se mudar para a creche Sunnyside onde esperam que os meninos e meninas voltem a brincar com eles. Depois de lá se encontrarem, rapidamente percebem que as coisas não são o que parecem e o sonho que tinham, acaba por se tornar num autêntico pesadelo. A partir daí surge uma tentativa de fuga épica em que Woody (voz de Tom Hanks), Buzz Lightyear (voz de Tim Allen) e companhia têm que arquitectar um elaborado plano, ao mesmo que têm um temível e improvável vilão à perna.

Toy Story 3 é um filme de referência e um marco na história dos filmes de animação e cinema em geral, ficando apenas aquém dos filmes seguintes desta lista, não porque é de desenhos animados, mas sim porque, apesar da sua intensidade, a história é um pouco do tipo “conto de fadas”, não conseguindo atingir a profundidade e complexidade de outros filmes.

5

#5 – O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan

Na eterna disputa entre a Marvel e a DC Comics, pelo menos em termos de adaptações cinematográficas, é esta última que fica com o troféu graças ao excelente O Cavaleiro das Trevas. Nesta sequela de Batman – O Início, Christopher Nolan conseguiu superar-se a si próprio, já que criou uma Gotham verdadeiramente vibrante e plausível, e que serve de palco para uma história cuja tensão e suspense é sempre crescente e é acompanhada por efeitos especiais de luxo. Porém, a cereja no topo do bolo é mesmo a performance dos actores, em que é preciso destacar a soberba interpretação que o já falecido Heath Ledger fez do Joker, e que faz com que esta tenha sido a melhor encarnação desta personagem, superando assim Jack Nicholson, que já tinha ocupado o lugar na versão realizada por Tim Burton. É impossível descrever o carácter que ele consegue fornecer a esta personagem, sendo mesmo um daqueles casos em que é preciso ver para crer. No entanto, aquilo que posso dizer, é que a sua actuação roça a perfeição, tornando-o num dos vilões mais assustadores e temíveis da história do cinema.

Para não revelar demasiado do argumento, refiro apenas que este filme marca o regresso de Batman (Christian Bale) numa altura em que ele, em conjunto com o tenente Jim Gordon (Gary Oldman) e Harvey Dent (Aaron Eckhart) estavam a lutar contra o crime na cidade de Gotham. Aquilo com que eles não contavam era com o aparecimento de Joker, o lendário vilão dos livros de banda desenhada, que entra em cena para causar caos e destruição, cabendo a Batman a difícil tarefa de o derrotar numa série de sequências de acção de encher o olho.

As falhas deste filme são muito poucas, podendo-se apenas referir alguns segmentos do argumento que podem parecer um pouco confusos à primeira vista, e algumas cenas demasiado over the top. Independentemente destes pequenos detalhes, a realidade é que este filme é genial, fazendo com que as expectativas e a ansiedade pela chegada de The Dark Knight Rises sejam enormes.

4

#4 – Aliens: O Reencontro Final (1986), de James Cameron

James Cameron volta a aparecer nesta lista, desta vez com Aliens: O Reencontro Final, tratando-se este filme de um claro exemplo da mestria deste realizador, já que teve que pegar no muito estimado Alien – O 8º Passageiro de Ridley Scott e criar uma sequela que não desapontasse a legião de fãs que este tinha. Felizmente, ele conseguiu atingir esse objectivo com distinção, criando uma sequela que consegue superar o filme original e onde o cunho pessoal de Cameron está claramente patente. Em vez de apostar no estilo mais tenso e de suspense crescente do seu antecessor, James Cameron criou uma montanha-russa de adrenalina e acção quase non stop, que é constantemente iluminada pela incrível performance de Sigourney Weaver no papel de Ellen Ripley. É deveras impressionante ver como esta actriz consegue representar 3 personagens diferentes dentro de uma só ao longo do filme: o de mulher traumatizada e fragilizada pelos acontecimentos do filme anterior, o de figura maternal e porto seguro de uma menina, e o de guerreira destemida e implacável na luta contra os extra-terrestres.

Em termos de argumento, vemos Ripley ser encontrada e acordada depois de ter passado várias décadas perdida no espaço, num estado especial de hibernação que lhe permitiu não envelhecer. Apesar de estar atormentada pelos seus encontros com o extra-terrestre que matou toda a tripulação da sua antiga nave, ela é recrutada por Carter Burke (Paul Reiser) para acompanhar uma expedição ao planeta onde ela tinha encontrado o extra-terrestre pela primeira vez, porque durante o tempo que ela esteve a “hibernar”, tinha lá sido construída uma colónia que agora perdeu o contacto com a base. Muito relutante, ela acaba por aceitar, mas quando chegam à colónia, o cenário é apocalíptico, havendo grandes níveis de destruição e apenas uma sobrevivente sob a forma da pequena Newt (Carrie Henn), que se torna na protegida de Ripley. A partir daí o filme mostra uma verdadeira viagem ao inferno à medida que os extra-terrestres atacam em grande escala, em lutas verdadeiramente sanguinárias e que culminam numa batalha final épica.

Depois de se visualizar o filme e haver oportunidade para se respirar fundo depois de uma viagem repleta de pontos altos, apenas pode haver uma ligeira sensação de descontentamento devido à existência de alguns diálogos que são capazes de levar muitas pessoas a revirar os olhos, devido à sua qualidade inferior comparativamente ao que se sucede no resto do filme.

3

#3 – O Império Contra-Ataca (1980), de Irvin Kershner

Sendo uma das sagas mais adoradas de todos os tempos e que faz parte da cultura geral das pessoas, Star Wars é um autêntico fenómeno de culto para os fãs mais dedicados, sendo óbvio que não poderia faltar nesta lista um filme de uma das duas trilogias. Assim sendo, considero que a “Força” é mais forte em O Império Contra-Ataca, sendo que esta sequela consegue superar, ainda que por uma margem pequena, o original A Guerra das Estrelas. Com efeitos especiais sem rival naquela altura, que mesmo hoje em dia ainda mantêm bastante do seu brilho, e uma história mais emocionante e profunda que o original, que tem como ponto alto uma revelação inacreditável que chocou tudo e todos, este e os restantes filmes da saga Star Wars são indispensáveis para qualquer cinéfilo.

No que diz respeito ao argumento, esta sequela traz-nos um Luke Skywalker (Mark Hamill) muito mais experiente que no filme anterior, acompanhado pelo espírito de Ben Kenobi (Alec Guiness), para além dos inevitáveis Han Solo (Harrison Ford) e a Princesa Leia (Carrie Fisher), ingressando todos numa nova aventura inter galáctica contra o Darth Vader. Enquanto Luke se dirige para o planeta Hoth para aprender as artes de um verdadeiro cavaleiro Jedi com o Mestre Yoda, Han Solo e Leia são capturados por Darth Vader, sendo Luke Skywalker compelido a interromper o seu treino de forma a poder salvar os seus companheiros, acabando por descobrir um segredo que mudará a sua vida para sempre.

Sendo uma obra-prima de ficção científica, e melhor que o filme original no seu conjunto, O Império Contra-Ataca apenas perde um pouco devido a já não ter o efeito surpresa, ou fornecer a sensação de novidade e descoberta que A Guerra das Estrelas conseguiu. No entanto, isto é comum a todas as outras sequelas, não devendo por isso ser visto tanto como um defeito, mas sim como um acontecimento inevitável.

2

#2 – O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei (2003), de Peter Jackson

Sendo um dos três filmes com mais Óscares de sempre (11), e um super sucesso de bilheteiras, O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei é um filme que vem imediatamente à cabeça quando se pensa em sequelas de topo ou filmes bons em geral. Nesta última incursão da trilogia baseada na obra de J.R.R. Tolkien, Peter Jackson pegou na fórmula que utilizou para fazer com que os 2 filmes anteriores fossem épicos e mágicos, e levou-a muito mais longe, dando assim origem a uma obra maior do que si própria, e que precisa de ser vista mais do que uma vez para ser possível abarcar todos os pequenos detalhes que a compõem. Por tudo isso, seja em termos de efeitos especiais, fotografia, sonoplastia, argumento ou interpretações, O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei é um exemplo a seguir, sendo o ponto de referência com que todos os filmes do mesmo género serão comparados no futuro, já que criou um patamar de qualidade muito elevado e que não vai ser fácil superar.

No que diz respeito ao enredo, penso que não vale a pena falar muito sobre ele já que, como seria de esperar, dá continuação à sequência de acontecimentos dos filmes anteriores, sendo que a Irmandade do Anel, embora dispersa por vários locais da Terra Média, continua a sua demanda para derrotar Sauron, sendo a parte principal do plano a destruição do anel no fogo da Montanha da Perdição. Pelo meio existem uma série de batalhas memoráveis e uma série de percalços que parecem tornar praticamente impossível a tarefa que o pequeno hobbit Frodo Baggins (Elijah Wood) tem a seu cargo.

Sendo um filme verdadeiramente excepcional, é difícil encontrar-lhe falhas, o que, para um filme com mais de 3 horas na versão lançada nos cinemas e 4 nas versões extendidas de DVD e Blu Ray, é um feito por si só. Porém, através de um olhar mais crítico e atento, é possível percebermos que existem algumas cenas que poderiam ser dispensadas, já que não estão ao nível do restante filme, como por exemplo algumas das que envolvem Denethor (John Noble).

1

#1 – O Padrinho: Parte II (1974), de Francis Ford Coppola

Agora que já foram passados em revisão os primeiros nove filmes desta lista, chega agora a vez de revelar e falar um pouco acerca do incontestável rei das sequelas, de seu nome O Padrinho: Parte II. Tendo em conta que O Padrinho é largamente reconhecido como um dos melhores filmes de sempre, era praticamente impossível que Francis Ford Coppola conseguisse repetir o feito na sequela que lançou 2 anos depois. No entanto, violando todas as leis das probabilidades, ele voltou a criar uma verdadeira obra-prima que, para além de ser a melhor sequela alguma vez criada, é também um dos melhores filmes de sempre e um verdadeiro hino ao cinema, tamanha é a sua qualidade. As interpretações de Al Pacino e Robert De Niro são perfeitas, e todo o filme revela uma enorme atenção aos detalhes, sendo que todo ele transpira uma grandeza que revela o enorme amor e dedicação que foi utilizado na sua realização. Em resumo, a visualização tanto deste filme como do seu antecessor, deve fazer parte da lista de coisas a fazer ao longo da vida de qualquer pessoa que aprecie a sétima arte.

Em termos de enredo, esta sequela mistura duas épocas diferentes, sendo que por um lado, mostra um pouco do passado e a ascensão de Vito Corleone (Robert De Niro) desde as suas origens na Sicília até ao seu destino nos Estados Unidos da América, onde tem que enfrentar grandes dificuldades e fazer decisões de carácter duvidoso para proteger a sua família.  Por outro lado, o filme também nos dá uma visão sobre o “presente”, onde o seu filho Michael (Al Pacino) tem que lidar com o império que o pai lhe deixou, ao mesmo tempo que o tenta expandir para outros locais. Toda esta pressão acaba por ter um grande impacto nele, já que o constante medo das autoridades e dos outros barões do crime, acaba por sabotar a sua relação com a mulher Kay (Diane Keaton) e o seu irmão Fredo Corleone (John Cazale), tornando-lhe a vida quase insuportável.

A meu ver, é virtualmente impossível encontrar falhas ou defeitos nesta obra de arte, já que resulta de uma capacidade criativa e genialidade quase sem igual, restando-me apenas dizer que este é um dos claros exemplos de filmes que me faz perceber porque adoro cinema, e que poderia muito bem aparecer em qualquer dicionário como o verdadeiro significado de uma sequela, já que representa o seu expoente máximo.

Menções Honrosas

Arma Mortífera 2 (1989)

Kill Bill 2 (2004)

Mad Max 2: O Guerreiro da Estrada (1981)

Shrek 2 (2004)

Superman 2 (1981)

The Matrix Reloaded (2003)

Ultimato (2007)

X-Men: O Início (2011)

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Terminada a lista, o que pensa das escolhas? Que alterações faria na ordem, e quais os filmes que acrescentava? Deixe a sua opinião no espaço dos comentários!

6 Comentários

  1. Tom,

    Compreendo o que quer dizer com o seu comentário mas, independentemente da qualidade dos filmes em questão, dado que esta se trata de uma lista de sequelas, apenas o segundo Kill Bill estaria em condições de ser seleccionado.

    Teve “apenas” direito a uma Menção Honrosa exactamente por eu considerar que não consegue chegar aos níveis de qualidade dos 10 filmes da lista principal, embora o toque de génio do Tarantino esteja espalhado por todo o filme.

    Cumprimentos

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