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	<title>Ante-Cinema &#187; Destaque</title>
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		<title>Crítica: «Toy Story 3» &#8211; O filme que cresceu connosco</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:40:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ponte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema de Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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Há cerca de dois meses, alguém – provavelmente um dos muitos fãs da Pixar espalhados pelo mundo – criou uma página no Facebook intitulada “Move out of the way children, I&#8217;ve been waiting 11 years to see Toy Story 3,” que se traduzirá em algo como “Saiam da frente crianças, esperei 11 anos para ver o Toy Story 3.” Esta página, que rapidamente obteve muito perto de 2 milhões de membros, resume na perfeição o que Toy Story 3 significa para literalmente milhões de pessoas. Aguardar um filme com ansiedade ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-15593" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/07/toystory_1.jpg" alt="" width="585" height="230" /></p>
<p style="text-align: justify;">Há cerca de dois meses, alguém – provavelmente um dos muitos fãs da <em>Pixar </em>espalhados pelo mundo – criou uma <a href="http://www.facebook.com/pages/Move-out-of-the-way-children-Ive-been-waiting-11-years-to-see-Toy-Story-3/126988223989939?ref=ts&amp;v=wall">página</a> no <span style="color: #800000;">Facebook</span> intitulada <span style="color: #800000;">“</span><em><span style="color: #800000;">Move out of the way children, I&#8217;ve been waiting 11 years to see Toy Story 3</span>,</em><span style="color: #800000;">”</span> que se traduzirá em algo como <span style="color: #800000;">“</span><span style="color: #800000;">Saiam da frente crianças, esperei 11 anos para ver o <em>Toy Story 3</em>.</span><span style="color: #800000;">”</span> Esta página, que rapidamente obteve muito perto de 2 milhões de membros, resume na perfeição o que <strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a> </em></strong></strong>significa para literalmente milhões de pessoas. Aguardar um filme com ansiedade e entusiasmo, contar os dias para a sua estreia durante semanas ou mesmo meses é algo perfeitamente normal. Mas esperar 11 anos por um filme não. Esperar 11 anos por um filme não é natural, não é saudável. É doloroso e cruel. Mas o sabor de algo por que se esperou durante mais de uma década nunca seria nada menos que delicioso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong></strong> é um filme que estava destinado a acontecer. No final de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0120363/" target="_blank">Toy Story 2</a></em></strong>, em simultâneo com um número musical de <span style="color: #800000;">“</span><span style="color: #800000;">You’ve Got a Friend in Me</span>,<span style="color: #800000;">”</span> Woody observa Andy e a família do parapeito do seu quarto. Buzz junta-se a ele e pergunta-lhe se ainda está preocupado. Woody, no seu último diálogo do filme diz: <span style="color: #800000;">“</span><em><span style="color: #800000;">About Andy? Nah, it’ll be fun while it lasts. </span></em><em><span style="color: #800000;">Besides, when it all ends, I’ll have old Buzz Lightyear to keep me company.</span></em><span style="color: #800000;">”</span> A partir desse momento tornou-se óbvio que esta história não estava encerrada, que um dia alguém a resgataria, como quem volta a tirar um livro poeirento de uma estante, e lhe daria a conclusão que merecia. A dúvida era apenas em relação a quando; 4 anos? 6 anos? Não, foram 11. Onze anos de espera.</p>
<p style="text-align: justify;">A razão pela qual <strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong></strong> é um filme tão especial e significativo, para além de tudo o que faz dele um excelente filme, é o facto de na verdade ser muito mais que um filme. É, para qualquer pessoa hoje na casa dos 20 anos e para quem estes filmes um dia significaram tanto, um registo do seu crescimento, um espelho de si mesmos. Nenhuma infância dura para sempre; todas as crianças do mundo que viram <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0114709/" target="_blank">Toy Story</a></em></strong> e <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0120363/" target="_blank">Toy Story 2</a></em></strong> cresceram. E esta história intemporal cresceu com elas. Qualquer uma dessas pessoas que vir <strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong></strong> ver-se-á a si mesma. De uma forma ou outra, quer nos apercebamos ou admitamos, todos nós queremos voltar a ser crianças, todos nós queremos voltar ao ponto das nossas vidas em que tudo era possível e a nossa imaginação imperava, tal como enquanto crianças todos nós queríamos crescer. <strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a> </em></strong></strong>oferece-nos isso, um vislumbre momentâneo desse período da nossa vida, visto por olhos adultos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://s172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/?action=view&amp;current=toystory_21.jpg"><img class="aligncenter" src="http://i172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/toystory_21.jpg" alt="" width="585" height="231" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Que melhor forma, portanto, de começar o filme do que com uma sequência saída directamente da imaginação do pequeno Andy (<a href="http://www.imdb.com/name/nm3909367/" target="_blank">Charlie Bright</a>), em que Woody (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000158/" target="_blank">Tom Hanks</a>), Buzz Lightyear (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000741/" target="_blank">Tim Allen</a>), Jessie (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000349/" target="_blank">Joan Cusack</a>) e Rex (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001728/" target="_blank">Wallace Shawn</a>) tentam deter o malévolo Dr. Pork Chop (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001652/" target="_blank">John Ratzenberger</a>) e os seus capangas Mr. (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0725543/" target="_blank">Don Rickles</a>) e Mrs. Potato Head (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0364680/" target="_blank">Estelle Harris</a>) e Slinky Dog (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0163703/" target="_blank">Blake Clark</a>) num deserto norte-americano, numa cena saída de um filme de cowboys com um comboio em alta velocidade, uma ponte prestes a explodir e um carro descapotável, pelo meio? Excitante, engenhosa e impossível ao ponto de só poder ter saído da imaginação de uma criança, esta cena é a forma perfeita de começar um filme como <strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong></strong> pois faz-nos reencontrar estas personagens exactamente no ponto em que as vimos pela última vez.</p>
<p style="text-align: justify;">Imediatamente a seguir, contudo, somos transportados de volta para a realidade e vemos uma gravação de Andy a brincar no seu quarto. Na realidade, Andy (agora com voz de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0606658/" target="_blank">John Morris</a>) está crescido, prestes a ir para faculdade e, como tal, não mais precisa dos brinquedos que um dia tanto amou. A sua mãe (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0582418/" target="_blank">Laurie Metcalf</a>) dá-lhe duas opções para a “tralha” que não precisa: o lixo ou o sótão. Woody, depois de uma tentativa falhada de fazer Andy brincar com eles uma última vez, e como o seu outrora brinquedo favorito, aceita o lugar no sótão e a realidade de que Andy cresceu, mantendo que é o seu dever estar disponível sempre que ele precisar. Já os restantes preferem ser doados e fazer outras crianças felizes, o que acaba por acontecer por acidente, acabando o grupo na creche Sunnyside. Depois da reacção inicial ao que parece ser o paraíso, torna-se claro que Sunnyside não é o que parece. O que se segue é a derradeira aventura deste grupo de brinquedos ao tentarem encontrar o seu caminho e o lugar onde pertencem, lugar esse que permanecerá desconhecido até ao final tanto para eles como para nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como os dois filmes anteriores, <strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong></strong> é construído como uma comédia e filme de aventura simples, com um argumento à primeira vista livre de grandes complexidades. Tanto o primeiro como o segundo filme tinham uma situação central a partir da qual a história se desenvolvia, acontecendo o mesmo aqui com a tentativa de escapar de Sunnyside e voltar para Andy. A grande diferença é a forma como o drama é incorporado; se os dois primeiros filmes estavam recheados de elementos de melancolia e inocência perdida, <strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong></strong> eleva esses elementos a um nível nunca antes visto num filme da <em>Pixar </em>e não mais visto em animação desde o fabuloso <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0095327/" target="_blank">Grave of the Fireflies</a></em></strong>. O sentimentalismo real deste filme atinge proporções gigantescas e a forma como puxa certos cordões no nosso interior, evitando sempre o território &#8216;lamechas&#8217;, é algo de uma raridade irrefutável. A fuga de Woody e companhia leva-os, em determinada altura, a um aterro. É quase torturante não poder ou conseguir exprimir por palavras o que acontece nessa cena, mas digamos apenas que a <em>Pixar </em>alcança nesse instante algo praticamente sem precedente, criando um momento de beleza, intensidade e emoção extravagante e de um poderio dramático raramente alcançável.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://s172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/?action=view&amp;current=2010_toy_story_3_008.jpg"></a><img class="aligncenter" src="http://i172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/2010_toy_story_3_008.jpg" alt="" width="585" height="231" /></p>
<p style="text-align: justify;">A façanha mais significativa do filme, por mais distinto que seja em todo e qualquer aspecto, é o quão reconhecível consegue ser, a forma como quase que oblitera a passagem de 11 anos, mantendo as personagens tão verdadeiras que quase saltam da tela. Por outro lado, e como já mencionei, é um filme sobre a dolorosa realidade de crescer e deixar a infância, sucedendo igualmente na forma como retrata as personagens humanas como pessoas que cresceram e mudaram. Mas não os brinquedos, esses mantêm-se os mesmos, por dentro e por fora. Sempre assente em temas e mensagens como a amizade, a união e a entre-ajuda, o argumento de <a href="http://www.imdb.com/name/nm1578335/" target="_blank">Michael Arndt</a> consegue algo incrível ao manter a essência de personagens criadas há 15 anos, injectando-lhes simultaneamente grandes doses de maturidade. Igualmente impressionante é a forma como <a href="http://www.imdb.com/name/nm0881279/" target="_blank">Lee Unkrich</a> consegue introduzir personagens novas, em especial o vilão da história, o urso Lotso (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000885/" target="_blank">Ned Beatty</a>), o inesquecível Ken (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000474/" target="_blank">Michael Keaton</a>), a adorável Bonnie (<a href="http://www.imdb.com/name/nm3432684/" target="_blank">Emily Hahn</a>) e um vasto conjunto de novas criações que conseguem manter-se relevantes e causar impacto no espectador, mesmo com o lote de personagens originais a manter-se e dispondo de pouco tempo de ecrã.</p>
<p style="text-align: justify;">O que sempre fez desta saga algo único não apenas no panteão da animação, mas do cinema em si, foi uma inteligente e eficaz combinação da aventura e comédia, contra-balanceados pelo drama, e essa combinação nunca foi mais perfeita que em <strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong></strong>. O filme é uma autêntica montanha russa de emoções, divertindo e entretendo durante mais de uma hora, mas esse divertimento é uma estrada em direcção à resolução da história, para o qual nada nos prepara. Tudo o que possam já ter lido sobre o quão emotivo o final é não faz justiça, por mais descritivo que possa ser, à forma como estas personagens se despedem de nós. Triste, sim, muito possivelmente indutor de lágrimas, sem dúvida, mas também inevitável, belo e poético na sua simplicidade, o desenlace de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong> é, em vários sentidos, o coroar de 24 anos de história da <em>Pixar</em> e, ao mesmo tempo, o epítome de tudo o que sempre significou: um misto genial de emoção, fantasia e imaginação pura e realidade sem enfeites.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ver a forma como <strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong></strong> acaba &#8211; com Andy a fazer uma espécie de passagem de testemunho através de uma introdução individual de cada um dos seus brinquedos &#8211; apercebi-me que estava a sentir exactamente o mesmo que ele, no instante em que aparece na tela pela última vez. Dizer adeus a estas personagens, que conheci durante mais de metade da minha vida, não poderia ter sido mais difícil, mas, como comecei por dizer, tudo acaba, principalmente aquilo que não queremos que acabe. A maior dádiva para qualquer fã desta história que ensinou tanto a tantas crianças, é o facto de acabar de forma perfeita. Mais uma vez, a <em>Pixar </em>mostra ao mundo que é a maior força criativa da indústria na actualidade ao misturar elementos dramáticos, de comédia física e ao mesmo tempo fundada em diálogo, de acção e aventura, suspense do mais real imaginável e até mesmo de clássicos de fugas da prisão, mistura essa que resulta num filme excitante, divertido, intenso,  profundamente tocante e para muitos inesquecível. No fundo, posto de forma simplista, estamos a falar de um filme possuidor da capacidade de fazer adultos chorarem desenfreadamente por um grupo de brinquedos. Se essa não é a derradeira definição de magistralidade no que à arte de contar histórias diz respeito, então não faço ideia do que seja.</p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">______________________________________________________________________________________</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;">NOTA</span></span>:</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/5-1.gif" alt="" width="193" height="43" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;">O MELHOR</span>:</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Não hesitando em considerá-lo uma obra-prima, tudo. </span></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;">O PIOR</span>:</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Apenas o facto de provavelmente não vir a ser visto por tantas pessoas quanto merecia por ser um filme de animação.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;">A FRASE</span>:</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Now Woody, he&#8217;s been my pal for as long as I can remember. He&#8217;s brave, like a cowboy should be. And kind, and smart. But the thing that makes Woody special, is he&#8217;ll never give up on you&#8230; ever. He&#8217;ll be there for you, no matter what.</em>&#8221; &#8211; Andy</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">______________________________________________________________________________________</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">NOS CINEMAS A 29 DE JULHO</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="330" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdxx2h_toy-story-3-trailer-pt_shortfilms?additionalInfos=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="330" src="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdxx2h_toy-story-3-trailer-pt_shortfilms?additionalInfos=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<strong><a href="http://www.dailymotion.com/video/xdxx2h_toy-story-3-trailer-pt_shortfilms">TOY STORY 3 &#8211; Trailer PT</a></strong><br />
<em>Enviado por <a href="http://www.dailymotion.com/Ante-Cinema">Ante-Cinema</a>. &#8211; <a href="http://www.dailymotion.com/pt/channel/shortfilms/featured/1">Temporadas completas e episódios inteiros online</a></em></p>
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		<title>Especial Pixar: 24 Anos de Magia em forma de animação</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 18:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ponte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema de Animação]]></category>
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		<description><![CDATA[ATENÇÃO: ESTE ARTIGO ENCONTRA-SE DIVIDIDO EM 4 PÁGINAS.

Pixar. A palavra há muito que evoluiu e se transformou em significado de qualidade e originalidade inesgotável. A partir das origens mais humildes, de um simples, ingénuo e grandioso sonho de fazer filmes de animação diferentes, tendo sempre por base um amor à arte raro e ideias herdadas da Disney, este outrora pequeno estúdio conseguiu, em 24 anos, conquistar o mundo. 28 Óscares, seis Globos de Ouro, três Grammys e mais de 5 biliões de dólares depois, chega-nos o 11º filme da Pixar.
A ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;">ATENÇÃO: ESTE ARTIGO ENCONTRA-SE DIVIDIDO EM 4 PÁGINAS.</span></span></strong></p>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-15265" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/07/pixar-animation-studios-front-gate1.jpg" alt="" width="585" height="222" /></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Pixar</em>. A palavra há muito que evoluiu e se transformou em significado de qualidade e originalidade inesgotável. A partir das origens mais humildes, de um simples, ingénuo e grandioso sonho de fazer filmes de animação diferentes, tendo sempre por base um amor à arte raro e ideias herdadas da <em>Disney</em>, este outrora pequeno estúdio conseguiu, em 24 anos, conquistar o mundo. 28 <em>Óscares</em>, seis Globos de Ouro, três <em>Grammys </em>e mais de 5 biliões de dólares depois, chega-nos o 11º filme da <em>Pixar</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A estreia de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank"><strong><em>Toy Story 3</em></strong></a> é, para qualquer fã do estúdio, um acontecimento grandioso, não só por ser um filme da <em>Pixar</em>, mas por ser a segunda sequela do filme que possibilitou tudo isto. Para os restantes, é mais uma oportunidade de ver mais um sucesso estrondoso e mais um fenómeno de popularidade mundial. É também uma desculpa perfeita, para o <strong><span style="color: #800000;">Ante-Cinema</span></strong>, para dar a conhecer mais um pouco sobre a <em>Pixar</em>, desde as suas origens até ao momento que o estúdio mais criticamente aclamado de sempre vive. Este especial pretende dar a conhecer um pouco mais sobre a sua história e natureza, contribuindo, esperemos, para um maior interesse da parte do espectador comum em relação não só à <em>Pixar</em>, mas à própria animação, meio muitas vezes negligenciado e incompreendido. De referir, por último, que este especial teve a estimada colaboração de <strong><span style="color: #800000;">Ana Cardoso</span></strong>, fã particularmente devota da <em>Pixar</em>.</p>
<div style="text-align: center;"><em> </em></div>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="font-weight: normal;"><strong>– HISTÓRIA –</strong></span></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">_________________</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="font-weight: normal;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;"> SALA A113: ONDE TUDO COMEÇOU</span></span></strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/wsb_cal_arts.jpg" border="0" alt="Photobucket" /><em><span style="color: #800000;">Turma da CalArts de 1975, incluindo Lohn Lasseter e Brad Bird</span></em></p>
<p style="text-align: justify;">A113. Dos muitos <em>easter eggs</em> da <em>Pixar</em>, este será, talvez, o mais significativo. Na realidade, a matrícula do carro da mãe do Andy nos filmes da saga <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0114709/" target="_blank"><strong>Toy Story</strong></a></em>, o modelo da máquina fotográfica em <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0266543/" target="_blank"><strong>À Procura de Nemo</strong></a></em> ou a directiva em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0910970/" target="_blank"><strong><em>WALL·E</em></strong></a><em>, </em>é o número da sala do <span style="color: #800000;">California Institute of the Arts (CalArts)</span> por onde passaram vários dos criativos da <em>Pixar</em>. Dessa lista fazem parte <a href="http://www.imdb.com/name/nm0005124/" target="_blank">John Lasseter</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0230032/" target="_blank">Pete Docter</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0004056/" target="_blank">Andrew Stanton</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0083348/" target="_blank">Brad Bird</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0710020/" target="_blank">Joe Ranft</a>. No entanto, esta é uma história relativamente famosa. O que, provavelmente, não será tão conhecido é que, de certa maneira, as raízes da <em>Pixar</em> passam pelo próprio <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000370/" target="_blank">Walt Disney</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos anos 50, o criador do rato mais famoso do mundo começou a preocupar-se com o seu legado. Para <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000370/" target="_blank">Walt Disney</a>, o entretenimento não chegava, ele queria algo mais; assim, focou a sua atenção na educação. Desde a década de 30 que ele mantinha uma relação próxima com o <span style="color: #800000;">Chouinard Art Institute</span> em Los Angeles, onde os animadores podiam estudar gratuitamente se não tivessem meio de pagar as propinas. <span style="font-size: 13.3333px;">A fundadora da escola, <span style="color: #800000;">Nelbert Murphy Chouinard</span>, sofreu um enfarte no início da década de 50, tornado-se incapaz de gerir a escola pessoalmente e esta rapidamente caiu em declínio e dificuldades financeiras. Disney doou milhares de dólares à escola e, com a aprovação de Chouinard, entregou a gerência do instituto a uma equipa de executivos do estúdio.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1961, o instituto fundiu-se com o <span style="color: #800000;">Los Angeles Conservatory of Music</span> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000370/" target="_blank">Walt Disney</a> mudou o nome da sua nova escola para <span style="color: #800000;">California Institute of the Arts</span>. Disney ordenou a construção de um campus em Valencia, California, a cerca de 40 minutos de viagem de Hollywood. No entanto, Disney não chegaria a ver o seu sonho tornar-se realidade. <span style="color: #800000;">CalArts</span> foi inaugurado em Setembro de 1971, seis anos depois da sua morte. <span style="font-size: 13.3333px;">Uns meros quatro anos depois, em 1975, um jovem de 17 anos recebeu uma carta do <span style="color: #800000;">CalArts</span> a convidá-lo para se candidatar ao curso de <em><span style="color: #800000;">Character Animation</span></em>. Este curso tinha a duração de quatro anos e era leccionado por artistas veteranos da <em>Disney</em>. O objectivo era limar os novos talentos e recrutá-los para o estúdio. Esse jovem, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0005124/" target="_blank">John Lasseter</a>, foi o segundo aluno a ser aceite e, enquanto se preparava para o início das aulas, tornou-se assistente pessoal de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0360286/" target="_blank">Jack Hannah</a>, o realizador das curtas clássicas do <a href="http://www.imdb.com/character/ch0000719/" target="_blank">Pato Donald</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Lasseter teve uma oferta de trabalho da parte da <em>Disney </em>no seu primeiro ano, mas optou por continuar na escola e terminar o curso, que aconteceu em 1979. Quando terminou, juntou-se aos colegas <a href="http://www.imdb.com/name/nm0083348/" target="_blank">Brad Bird</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0615780/" target="_blank">John Musker</a> (futuro co-realizador de <em><strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0097757/" target="_blank">The Little Mermaid</a></strong></em> e <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0780521/"><strong>The Princess and the Frog</strong></a></em>) na <em>Disney</em>, para trabalhar no filme <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0082406/" target="_blank">The Fox and the Hound</a></em></strong><em>. </em><span style="font-size: 13.3333px;">No entanto, o entusiasmo do jovem Lasseter e dos seus colegas ia sendo lentamente abafado pelo pesado legado da companhia. Na altura, vivia-se sob o lema de <span style="color: #800000;">“</span><em><span style="color: #800000;">What would Walt do?</span></em><span style="color: #800000;">”</span>; porém, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000370/" target="_blank">Walt Disney</a> tinha morrido em 1966 e o estúdio parecia incapaz de seguir em frente. No seu segundo ano na <em>Disney</em>, inspirado por imagens do futuro filme <em><strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0084827/" target="_blank">TRON</a></strong></em>, Lasseter e o seu colega <span style="color: #800000;">Glen Keane</span> realizaram uma adaptação em forma de curta-metragem de <em><strong><span style="color: #800000;">Where the Wild Things Are</span></strong>, </em>combinando animação tradicional com animação por computador (ainda rudimentar, na altura.) Pouco tempo depois, Lasseter foi despedido devido às suas pressões relativamente à animação por computador.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1984, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0005124/" target="_blank">John Lasseter</a> juntou-se à equipa de animação por computador da <span style="color: #800000;">Lucasfilm’s Industrial Light Magic</span>, não tendo planeado ficar mais de um mês.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LUCASFILM</span></span></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/pixarphoto2.jpg" border="0" alt="Photobucket" /><em><span style="color: #800000;">John Lasseter, na Lucasfilm, trabalhando em «Luxo Jr.»</span></em></p>
<p style="text-align: justify;">A <em>Pixar </em>(ainda como <em><span style="color: #800000;">The Graphics Group</span></em>) encontrou em <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000184/" target="_blank">George Lucas</a> alguém genuinamente interessado e entusiasmado pelo desenvolvimento do potencial do computador no cinema mas também mais preocupado com a questão do hardware do que propriamente com a sua aplicação prática. Nasce então o <em><span style="color: #800000;">Pixar Image Computer</span></em>, criado especialmente para a <span style="color: #800000;">Lucasfilm</span>, que atrai muito interesse, especialmente da <em><span style="color: #800000;">Disney Studios</span></em>. Apesar da sua importância, a maior parte das vendas conseguidas destinam-se a agências do governo e algumas partes da indústria da medicina.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Ed Catmull</span>, que trabalhara na <span style="color: #800000;">Lucasfilm</span> desde 1979, foi quem contratou <a href="http://www.imdb.com/name/nm0005124/" target="_blank">John Lasseter</a>, o que significava que o seu desejo e paixão por criar filmes de animação por computador se mantinham bem vivos, isto apesar de a sua função principal na empresa ser essencialmente o desenvolvimento de hardware, constantemente pressionado por Lucas. Mas ao trazer Lasseter, bem como <a href="http://www.imdb.com/name/nm0083348/" target="_blank">Brad Bird</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0139406/" target="_blank">Loren Carpenter</a>, tornava-se óbvio que estava muito mais investido no sonho da animação. <span style="font-size: 13.3333px;">Para Lucas, no entanto, o que mais importava era o sucesso financeiro da sua empresa e não fazer filmes de animação. Frustrado com as escassas vendas do <em><span style="color: #800000;">Pixar Image Computer</span></em>, a pressão sobre Catmull e Lasseter para começarem a fazer dinheiro aumentava. O primeiro grande sucesso de ambos chega em 1982 na forma de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0084726/" target="_blank">Star Trek II: The Wrath of Khan</a></em></strong>, com influência directa numa cena em que um planeta inteiro é literalmente devorado. A <em>Pixar </em>começava finalmente a ganhar nome, nomeadamente na comunidade de efeitos especiais.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Dois anos depois, Catmull e Lasseter apresentam uma curta de 2 minutos, <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0086855/" target="_blank">The Adventures of André and Wally B.</a></em></strong><em>, </em>na <span style="color: #800000;">Siggraph</span>, uma convenção gráfica de elite. Aplicando técnicas clássicas de animação da <em>Disney</em>, o filme maravilha tudo e todos, isto apesar da contínua descrença de Lucas, que considera o filme horrível. Na sequência de um divórcio dispendioso, a <span style="color: #800000;">Lucasfilm</span>, atravessando problemas financeiros e tendo em conta uma necessidade de equilibrar contas, ordena a venda da <em>Pixar</em>, deixando Catmull responsável por encontrar um comprador.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">FUNDAÇÃO / STEVE JOBS</span></span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/Pixar_Photo3.jpg" border="0" alt="Photobucket" /><em><span style="color: #800000;">Steve Jobs, Dick Cook e John Lasseter</span></em></p>
<p style="text-align: justify;">É em 1986 que a <em>Pixar </em>propriamente dita nasce, com o seu logo tão característico a aparecer pela primeira vez em <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0091455/" target="_blank">Luxo Jr.</a><span style="font-weight: normal; font-style: normal;">.</span></em></strong> <span style="color: #800000;">Steve Jobs</span>, que havia recentemente sido despedido da <span style="color: #800000;"><em>Apple Computers</em></span>, estava à procura de um novo projecto. E a <em>Pixar </em>estava à procura de um novo ‘dono’. Jobs, procurando um projecto que rivalizasse com a <em>Apple</em>, compra a <em>Pixar </em>à <span style="color: #800000;">Lucasfilm </span>por 5 milhões de dólares e outros 5 adicionais investidos na empresa. Infelizmente, a <em>Pixar </em>teve em Jobs outro gestor sem interesse nenhum em animação, apenas obcecado pelo desenvolvimento de software.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que, depois de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0091455/" target="_blank">Luxo Jr.</a></em></strong>, Lasseter e Catmull continuavam a criar filmes únicos e revolucionários para a sua época, como por exemplo <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0093832/" target="_blank">Red’s Dream</a></em></strong>, que voltou a fascinar  a <span style="color: #800000;">Siggraph </span>em 1987. As diferenças, contudo, mantinham-se, com Jobs preocupado e irritado com o facto de a empresa não fazer lucro. 1988 trouxe o primeiro grande sucesso da <em>Pixar</em>: <strong><em><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0096273/" target="_blank">Tin Toy</a></em></strong></em></strong>, criado usando o software <em><span style="color: #800000;">PhotoRealistic Renderman</span>, </em>revolucionário na altura, que essencialmente transformava os traços – neste caso de um bebé e de um conjunto de brinquedos – em animação foto-realista. <strong><em><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0096273/" target="_blank">Tin Toy</a></em></strong></em></strong> conquistou o primeiro <em>Óscar </em>da história da <em>Pixar</em>, transformando-se por isso num marco da história da animação.</p>
<p style="text-align: justify;">O sucesso desta quarta curta-metragem provava, pela primeira vez, que a animação por computador era uma forma de arte viável tanto artística como comercialmente. Jobs, apercebendo-se finalmente do potencial que tinha em mãos, começa a pressionar os animadores para fazerem mais filmes e anúncios publicitários, o que acaba por resultar na alienação de pessoas importantes dentro da família <em>Pixar</em>. O ‘reinado’ de Jobs, entre 1986 e 1991, fica marcado por um ambiente degradante dentro da empresa, com a decisão de retirar as acções dos empregados, despedimentos em massa e pouco ou nenhum lucro. A <em>Pixar </em>parecia condenada à falência.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DISNEY</span></span></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/toystory3logodisneypixa.jpg" border="0" alt="Photobucket" /></p>
<p style="text-align: justify;">Sendo a <em>Pixar </em>uma espécie de ‘filho adoptivo’ da <em>Disney</em>, não faria sentido que não fosse esta a salvá-la. A associação de ambos os estúdios era inevitável e algo que fazia todo o sentido, dado a influência de um no surgimento do outro. Com a <em>Disney </em>a seu lado, a <em>Pixar</em> floresceu finalmente, com a relação a trazer estabilidade e acima de tudo um ambiente em que os animadores pudessem trabalhar com vista à criação artística e não à venda de software.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de 1991, a ideia da criação de uma longa-metragem deixou finalmente de parecer uma miragem. Depois de longas negociações, os dois estúdios chegam a acordo para o desenvolvimento, produção e distribuição de três longas-metragens, com a <em>Disney</em> responsável pelo financiamento e distribuição e a <em>Pixar </em>pela produção. Tudo o que a <em>Pixar</em> havia feito até então era curtas-metragens, a própria animação por computador era um meio experimental e sem provas dadas, por isso era tudo muito embrionário e duvidoso, com a <em>Disney </em>a assegurar-se de que tinha controlo do argumento e espaço de manobra caso os filmes não fossem bem-sucedidos a nível da bilheteira. Depois de quatro anos de muitos anúncios publicitários, o primeiro filme da lista estava completo.</p>
<p style="text-align: justify;">Chamou-se <a href="http://www.imdb.com/title/tt0114709/" target="_blank"><em><strong>Toy Story</strong></em></a> e o resto é história. O filme não se limitou a salvar a <em>Pixar</em>; fê-lo sendo o campeão do <em>box-office</em> mundial de 1995 e tornando-se o primeiro filme de animação da história a ser nomeado para o <em>Óscar </em>de <span style="color: #800000;">Melhor Argumento Original</span>. O que <a href="http://www.imdb.com/title/tt0114709/" target="_blank"><em><strong>Toy Story</strong></em></a> fez, na prática, para além de abrir caminho para outros 10 filmes de sucesso astronómico, foi mostrar ao mundo que <a href="http://www.imdb.com/name/nm0005124/" target="_blank">John Lasseter</a> tinha razão, que ele era realmente um visionário: um filme de animação podia mesmo ser muito mais que uma forma rápida de divertimento infantil, centrando-se antes em personagens com comportamentos adultos, problemas e dúvidas adultas que passasse mensagens importantes, tudo isto sem esquecer o entretenimento.~</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>&#8216;ZANGA&#8217; / AQUISIÇÃO</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de quatro anos de boas relações, consequência natural do sucesso de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0114709/" target="_blank"><strong><em>Toy Story</em></strong></a>, a produção de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0120363/" target="_blank">Toy Story 2</a></em></strong> causou desentendimentos e mau-estar entre a <em>Pixar </em>e a <em>Disney</em>. A primeira defendia que o filme, originalmente previsto como uma sequela a ser lançada directamente em formato vídeo mas que acabou por estrear nos cinemas, deveria contar como um dos três filmes consagrados no acordo entre os dois estúdios, opinião recusada pela <em>Disney</em>. A ‘zanga’ prendia-se essencialmente com o facto de os lucros, nesta altura, serem distribuídos equitativamente, isto apesar de a <em>Pixar </em>produzir e criar os filmes de raiz, enquanto que a <em>Disney </em>se limitava a distribuí-los e promovê-los e, mesmo assim, detinha os direitos exclusivos das histórias e sequelas, gozando ainda de uma parcela de distribuição.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de uma tentativa de acordo, em meados de 2004, em que a <em>Pixar </em>procurava a total separação entre produção e distribuição, salvaguardando os seus direitos a nível criativo e todos os lucros daí resultantes, pagando apenas os 15% relativos à distribuição, a situação agravou-se consideravelmente devido ao desentendimento entre <span style="color: #800000;">Steve Jobs</span> e <span style="color: #800000;">Michael Eisner</span>, director da <em>Disney </em>na altura. Depois da saída de Eisner da <em>Disney </em>e de longas negociações, a <em>Disney </em>anunciou, em Janeiro de 2006, a aquisição da <em>Pixar </em>por um valor astronómico de 7.4 biliões de dólares.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta transacção fez de <span style="color: #800000;">Steve Jobs</span>, detentor de 50.1% da <em>Pixar</em>, um dos homens mais ricos do mundo, ficando <span style="color: #800000;">John Lasseter</span> como chefe criativo da <em>Pixar </em>e da <em><span style="color: #800000;">Walt Disney Animation Studios</span></em> e mantendo-se <span style="color: #800000;">Ed Catmull</span> como presidente da <em>Pixar </em>e também da <em><span style="color: #800000;">Walt Disney Studio Entertainment</span></em>. Com estes dois a manterem-se em posições de chefia, certas condições foram incluídas no negócio com a finalidade de que a <em>Pixar </em>se mantivesse uma entidade à parte, incluindo questões relacionadas com a gestão interna e de recursos humanos da <em>Pixar </em>e, naturalmente, que o nome <em>Pixar </em>se mantivesse intocável, bem como a localização do estúdio (Emeryville, California). Para o fã anónimo, que não se podia preocupar menos com burocracia, a maior mudança foi mesmo a passagem de <span style="color: #800000;">“Pixar”</span> para <span style="color: #800000;">&#8220;Disney • Pixar&#8221;</span>, posta em prática a partir de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0317219/" target="_blank">Carros</a></em></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>CONTINUA NA PÁGINA 2 &#8211; &#8216;OS FILMES&#8217;.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevistas a Lee Unkrich e Darla K. Anderson («Toy Story 3»)</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 07:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ponte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema de Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais Ante-Cinema]]></category>
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Durante o último mês, Lee Unkrich e Darla K. Anderson, realizador e produtora de Toy Story 3, respectivamente, têm viajado por alguns países da Europa a promover o mais recente filme da Pixar. Numa digressão carinhosamente apelidada por Unkrich, no seu Twitter, como &#8220;Big Baby World Tour&#8220; (referência a uma das novas personagem que esta segunda sequela introduz), os dois começaram por França, seguindo-se Alemanha, Grécia, Suiça e Irlanda. Depois de Dublin, seguiu-se a sexta paragem da comitiva, antes de seguirem para Espanha e Reino Unido, onde acabaria a digressão: Portugal.
Numa iniciativa promovida ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-15160  aligncenter" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/07/toy-story-31.jpg" alt="" width="585" height="227" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13.3333px;">Durante o último mês, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0881279/" target="_blank">Lee Unkrich</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0026565/" target="_blank">Darla K. Anderson</a>, realizador e produtora de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong>, respectivamente, têm viajado por alguns países da Europa a promover o mais recente filme da <em>Pixar</em>. Numa digressão carinhosamente apelidada por Unkrich, no seu <a href="http://twitter.com/leeunkrich" target="_blank">Twitter</a>, como <span style="color: #800000;">&#8220;</span><em><span style="color: #800000;">Big Baby World Tour</span></em><span style="color: #800000;">&#8220;</span> (referência a uma das novas personagem que esta segunda sequela introduz), os dois começaram por França, seguindo-se Alemanha, Grécia, Suiça e Irlanda. Depois de Dublin, seguiu-se a sexta paragem da comitiva, antes de seguirem para Espanha e Reino Unido, onde acabaria a digressão: Portugal.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Numa iniciativa promovida pela <em><span style="color: #800000;">ZON Lusomundo</span></em>, Unkrich e Anderson (inspiração para a personagem de Darla (a miúda irritante, sobrinha do dentista) em <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0266543/" target="_blank">À Procura de Nemo</a></em></strong>, criada por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0004056/" target="_blank">Andrew Stanton</a> como &#8216;vingança&#8217; por muitas partidas por ela infligidas) passaram dois dias em Portugal, um dos quais no Hotel da Lapa, em Lisboa, onde deram uma curta mas divertida conferência de imprensa, seguida de uma tarde de entrevistas.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong><span style="color: #800000;">Ante-Cinema</span></strong> esteve à conversa com ambos que, sempre imensamente e igualmente participativos e simpáticos, falaram sobre <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a><span style="font-style: normal; font-weight: normal;">, dando a conhecer como foi fazer este terceiro filme de uma das sagas mais amadas da história do cinema de animação, 15 anos depois da estreia do primeiro. Antes da estreia do filme (e da nossa crítica) fica o aviso de alguns possíveis </span><span style="font-weight: normal;">spoilers</span><span style="font-style: normal; font-weight: normal;">, apesar de pouco significativos, pois tendo visionado o filme para o efeito, algumas perguntas tinham mesmo que ser feitas. Espero apenas que as suas respostas inspiradoras possam vir a significar tanto para alguns leitores como significaram para quem as colocou. Sem mais demoras, as duas entrevistas em baixo:</span></em></strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><strong><span style="color: #800000;">- LEE UNKRICH (REALIZADOR) -</span></strong></span></em></h2>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><strong><span style="color: #800000;"><br />
<img class="aligncenter" src="http://i172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/P7030112.jpg" border="0" alt="Photobucket" /></span></strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">ANTE-CINEMA (AC)</span></span></strong><strong><span style="color: #800000;">: A maior façanha de </span></strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Toy Story 3</span></a></em></strong><strong><span style="color: #800000;"> é, em minha opinião, o quão reconhecível o filme é. O quão palpável consegue ser. Como é possível? 11 anos depois do segundo filme, como conseguiu – não apenas técnica ou visualmente – voltar a criar esse laço com o público?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LEE UNKRICH (LU)</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Bem, penso que em parte porque o público já adora as personagens, certo? A maioria das pessoas já viu <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0114709/" target="_blank">Toy Story</a></em></strong> e <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0120363/" target="_blank">Toy Story 2</a></em></strong>. Sei que nem toda a gente, mas muitas pessoas já viram por isso o meu trabalho ficou facilitado porque estávamos em cima dos ombros desses dois filmes. Mas claro que precisávamos de trabalhar arduamente para não nos repetirmos a nós próprios, para fazer algo novo que ainda assim fosse reconhecível. E foi aí que se tornou difícil. Por isso é que a história levou dois anos e meio a escrever, porque passámos muito tempo a tentar perceber como criar uma história que fosse divertida mas que não parecesse repetir-se a si própria, que fosse familiar, mas nova.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: A parte difícil?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sim. E como o conseguimos? Não sei. [<em>risos</em>] De forma muito lenta e cuidadosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Mas o filme é, no fundo, sobre crescer, creio. Sobre seguir em frente?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sim, em vários sentidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Penso que, naquela cena em que o </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0002487/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Andy</span></a><span style="color: #800000;"> dá os seus brinquedos à Bonnie</span><span style="color: #800000;">, conseguimos sentir um pouco a vossa própria relutância em abandonar a história. Não abandonar, mas deixá-la para trás. Foi difícil para si, tendo estado envolvido desde o início?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>Sim, houve sem dúvida uma quota disso. É duro dizer adeus às personagens porque trabalhámos com elas durante tanto tempo e elas são como família para nós. Por isso tentámos ser muito verdadeiros em relação a isso e podemos ver isto como, literalmente, a nossa tentativa em dizer adeus às personagens. Mas penso que a principal razão pela qual as pessoas acham aquela cena tão emotiva é que deixar de ser um miúdo é algo duro e traumático, certo? Crescer e tornar-se um adulto é… as crianças querem ser adultos, querem crescer, serem levadas a sério pelos seus pais e querem começar a ter a liberdade de ser adulto, mas fazer na realidade essa transição é difícil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Digo isto porque a </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;"> é, em muitos sentidos, ingenuidade, entusiasmo típico das crianças. E podemos ver isso no Andy. Eles, o Andy e a </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;">, reflectem-se um ao outro.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Tem a ver com isso. E é por isso que é tão emotivo, porque há aquela dificuldade em tornar-se um adulto mas ao mesmo tempo muitos adultos passam as suas vidas a tentar recuperar as suas infâncias. Verás isso quando fores mais velho, passas muito tempo a pensar e a desejar que fosses novamente criança, a desejar que não tivesses que ter todos os problemas e as responsabilidades de ser adulto. Acho que é por isso que as pessoas acham o filme tão afectante, porque fala de forma tão específica àquele momento de deixar a infância.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Outro aspecto que tem sido apontado, nomeadamente em críticas, é o quão negro o filme consegue ser, o quão mais pesado certas partes conseguem ser. Talvez pelo facto de ser sobre crescer…</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sim. Quer dizer, ouço as pessoas a usar muito a palavra ‘negro’ e tento sempre corrigir isso porque pessoalmente não o considero um filme negro. É um filme divertido. Mas é emotivo. Acho que é intenso, por vezes, e é verdade. A história que contámos levou-nos a um lugar que consegue tornar-se muito intenso, perto do fim, sem dúvida. E sabíamos que era intenso, mas também sentimos que era a forma certa, a coisa certa a fazer no clímax da história. Tentámos ser verdadeiros e fazer com que as pessoas se conseguissem identificar, não fazer com que parecesse um <span style="color: #800000;">“</span><em><span style="color: #800000;">movie moment</span></em><span style="color: #800000;">”</span>, mas sim algo real. Acho que as pessoas são apanhadas de surpresa porque não estão à espera que o filme cause nelas emoções tão fortes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Uma das coisas que se tem ouvido dos fãs da </span><em><span style="color: #800000;">Pixar </span></em><span style="color: #800000;">é, em relação à cena do incinerador, que se trata da coisa mais bonita que a </span><em><span style="color: #800000;">Pixar </span></em><span style="color: #800000;">já fez até hoje. Compreende essa perspectiva, esse argumento?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sim…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Não é uma comparação com os outros filmes…</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Não, eu sei. Quer dizer, sem dúvida que… nós sabíamos, com aquela cena, que estávamos a fazer algo excepcional. E não apenas no panteão dos filmes <em>Pixar</em>, mas no cinema em geral. Não acho que haja muitos momentos como aquele, que sejam uma experiência tão intensa. Mesmo eu, que realizei o filme, perto do final quando estava tudo aceso e tínhamos a música e tudo, e tendo que ver o filme muitas vezes pois estávamos a ultimar tudo, comecei a aperceber-me que me emocionava muito ao ver aquela cena se deixasse entregar-me e tentasse colocar-me na posição do típico membro do público que não sabia que aquilo iria acontecer, era muito afectante. E pensei: <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">se está a ter este efeito em mim quando vejo, sabendo que fui eu que o fiz e sabendo o que vai acontecer</span></em><span style="color: #800000;"> [</span><em><span style="color: #800000;">risos</span></em><span style="color: #800000;">] </span><em><span style="color: #800000;">então posso apenas imaginar como as pessoas que não sabem o que vai acontecer irão reagir.</span></em><span style="color: #800000;">»</span>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Em relação às referências e aos sempre-agradáveis </span><em><span style="color: #800000;">easter eggs</span></em></strong><strong><span style="color: #800000;">, mas especialmente a referência ao </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0026900/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Totoro</span></a><span style="color: #800000;">. Sei que o </span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0005124/" target="_blank"><span style="color: #800000;">John Lasseter</span></a><span style="color: #800000;"> é um fã de [</span></strong><strong><span style="color: #800000;">Hayao</span></strong><strong><span style="color: #800000;">] </span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0594503/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Miyazaki</span></a><span style="color: #800000;">, aquela homenagem veio directamente dele?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>Não, somos todos fãs de Miyazaki. Mas para ser justo, o John pôs-nos a muitos de nós no caminho de Miyazaki pela primeira vez porque é fã desde há muito tempo, desde <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0092067/" target="_blank">Laputa</a></em></strong> e os primeiros seus filmes, mas todos nós viemos a adorá-lo e a ser influenciados por ele. A razão pela qual aquela cena aconteceu foi que o <a href="http://www.imdb.com/name/nm1578335/" target="_blank">Michael Arndt</a>, o meu argumentista, estava a escrever pela primeira vez uma cena no quarto da Bonnie e tinha que inventar um monte de brinquedos para estarem no quarto dela, por isso inventou muitos – um coelho e mais não sei o quê – dos quais a maioria nem tem nada a ver com o que aparece no filme, mas ele criou um brinquedo Totoro porque é também um fã de Miyazaki. Então o Michael escreveu o Totoro como sendo um dos brinquedos e eu pensei que era divertido como uma piada, mas depois pensei: <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">aquilo podia ser uma espécie de homenagem perfeita à amizade entre o John e o Miyazaki e entre os nossos estúdios</span></em><span style="color: #800000;">»</span>, então contactámos o Miyazaki e o seu produtor [Toshio] <a href="http://www.imdb.com/name/nm0840699/" target="_blank">Suzuki</a>-<em>san</em>, dissemos-lhe o que queríamos fazer e felizmente eles estavam abertos a isso. E o Miyazaki visitou mesmo o estúdio e a dada altura eu mostrei-lhe o Totoro no computador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Qual foi a sua reacção?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Bem, eu não sabia como ele iria reagir, ele é muito quieto, mas mostrámos-lhe uma espécie de viragem do Totoro no computador e ele olhou para ele e deixou sair um simples <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">huh</span></em><span style="color: #800000;">»</span> [<em>aceno</em>] Foi a sua aprovação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Mas o trabalho de Miyazaki leva-nos à questão do 3-D e do CGI. A </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;"> fez o seu primeiro filme em 3-D apenas o ano passado (</span><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1049413/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Up</span></a></em><span style="color: #800000;">) por isso, usando o seu exemplo, concorda que algumas das bases da animação, como o desenho à mão e o </span><em><span style="color: #800000;">stop-motion</span></em><span style="color: #800000;">, estão a ficar para trás?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>Acho que não. Nós estamos a fazer exactamente o que queríamos, isso não mudou de todo. E não permitimos que o 3-D, o Estereoscópio 3-D, influenciasse nenhuma das nossas decisões. Continuamos a fazer filmes da mesma forma como sempre fizemos, e sei que as pessoas os verão de formas diferentes. Algumas pessoas vê-los-ão em 3-D, outras pessoas odeiam 3-D. E não há problema, podem ver sem ser em 3-D. E outras pessoas adoram 3-D. O que eu não quero fazer são coisas não autênticas apenas pelo 3-D, porque isso é tonto e nenhum de nós fazemos isso na <em>Pixar</em>. Mas em termos de algo estar a perder-se, não acho que nada esteja a ser perdido. Acho que algo está a ser perdido quando se permite que a carroça seja posta à frente dos bois.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Mas, usando novamente o exemplo de Miyazaki, ele não permite mesmo que uma certa percentagem dos seus filmes seja gerado via computador. É certamente uma forma diferente de se fazer animação?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Ele é também um criador singular. De uma forma muito diferente da que nós fazemos os nossos filmes. Ele faz arte maravilhosa e eu não quero que ele faça nada que traia isso porque eu adoro os seus filmes. Mas o <span style="color: #800000;">John Lasseter</span> sempre adorou 3-D, a <em>Pixar </em>fazer 3-D agora pouco tem a ver com o facto de toda a gente o estar a fazer. As fotos de casamento do John foram em 3-D. Ele fez uma versão de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0091455/" target="_blank">Luxo Jr.</a></em></strong> em 3-D. <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0097674/" target="_blank">Knick Knack</a></em></strong> foi feito para ser em 3-D. Por isso ele sempre quis fazê-lo e é apenas hoje, com salas de projecção digital, que finalmente o podemos pôr em prática, em grande. Mesmo pessoas que não gostam de 3-D não podem negar o facto de que a projecção digital de filmes é uma forma melhor de se ver um filme do que em 35mm. Por isso, o 3-D ajudou a empurrar mais projecção digital para os cinemas e, quer se goste de 3-D ou não, isso é uma coisa boa. Temos melhor exibição de filmes agora, em geral, na industria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Em relação às personagens, uma das coisas mais divertidas do filme, para além de ver novamente </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0002466/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Woody</span></a><span style="color: #800000;"> e </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0002468/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Buzz</span></a><span style="color: #800000;">, foram as novas personagens. Conhecer o </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0160340/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Mr. Pricklepants</span></a><span style="color: #800000;">, a </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0203089/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Trixie</span></a><span style="color: #800000;">, o </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0203090/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Buttercup</span></a><span style="color: #800000;">&#8230; e claro, o </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0114509/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Ken</span></a><span style="color: #800000;">. Quão divertido foi criar essas novas personagens?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Foi divertido. Foi muita pressão, introduzir novos brinquedos no mundo <strong><em><span style="color: #800000;">Toy Story</span></em></strong>, uma parte de nós sentiu <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">quem somos nós para criar novas personagens para viverem lado a lado ao Woody, Buzz e todos os outros?</span></em><span style="color: #800000;">»</span> [<em>risos</em>] mas tínhamos que o fazer, por isso fizemos o nosso melhor para criar uma colecção divertida de brinquedos que fossem bem desenhados e que tivessem boas personalidades. Foi um desafio porque eles não iriam ter muito tempo de ecrã no filme, por isso tivemos que maximizar o que fizemos nos momentos em que eles estavam no ecrã. Poderíamos ter inventado um novo conjunto de brinquedos que fossem tão divertidos? Talvez, mas foram estes que por acaso criámos. A dada altura temos que tomar uma decisão: personagens novas e vozes novas. E sabes, as pessoas parecem estar muito felizes com eles.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">______________________________________________________________________________________</span></p>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><strong><span style="color: #800000;">- DARLA K. ANDERSON (PRODUTORA) -</span></strong></span></em></h2>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><br />
<img src="http://i172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/P7030113.jpg" border="0" alt="Photobucket" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">ANTE-CINEMA (AC)</span></span><span style="color: #800000;">:</span><span style="color: #800000;"> Trabalhou na </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;"> desde o início, na altura de </span><em><span style="color: #800000;">Toy Story</span></em><span style="color: #800000;"> na </span><em><span style="color: #800000;">Digital Angel</span></em><span style="color: #800000;">. Mencionou o quão queridas estas personagens são, não apenas para si mas para a própria </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;">, sendo as que começaram tudo. Foi difícil, capturá-las novamente, dá-las ao público novamente e dizer-lhes adeus, novamente?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DARLA K. ANDERSON (DKA)</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sim. É interessante porque… é uma espécie de microcosmo da vida porque na vida, sem querer ser demasiado profunda, devemos sempre dizer ‘sim’ às coisas e às aventuras, mas elas eventualmente acabam. E fazer estes filmes é um pouco isso. Eu tinha vindo para a <em>Pixar </em>para trabalhar em <em><strong><span style="color: #800000;">Toy Story</span></strong></em> mas depois pediram-me que fizesse outra coisa, pediram-me para gerir uma pequena divisão e eu contratei muitas pessoas, pessoas que viriam a fazer parte do futuro da <em>Pixar</em>, muitos realizadores. Mas nunca cheguei a trabalhar em <em><strong><span style="color: #800000;">Toy Story</span></strong></em>, por isso <strong><em><span style="color: #800000;">Toy Story 3</span></em></strong> foi um completar do meu sonho de há 17 anos atrás. E eu apaixonei-me pelo filme, como toda a gente, apesar de ter feito uma pequena parte dele. Então, construir uma equipa para o terceiro foi excelente porque conseguimos tantas pessoas fantásticas. Cada filme é excelente mas <strong><em><span style="color: #800000;">Toy Story 3</span></em></strong> foi extra especial para mim por todas essas razões, mas no final temos que dizer adeus a toda a nossa equipa, por isso o sentimento é sempre agridoce.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Como produtora, que é sempre um termo vago, e tendo em conta a quantidade de trabalho que é necessário para fazer um filme da </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;">, desde a ideia ao argumento, </span><em><span style="color: #800000;">storyboard </span></em><span style="color: #800000;">e filmar propriamente o filme, </span><em><span style="color: #800000;">Toy Story 3</span></em><span style="color: #800000;"> deu-lhe mais trabalho em relação aos outros filmes ou não se pode fazer essa comparação?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Cada filme tem a sua própria história, cada filme é difícil à sua própria maneira pelas suas próprias razões. Este filme foi difícil porque tínhamos a pressão do legado de <strong><em><span style="color: #800000;">Toy Story</span></em></strong>, o que é muito difícil, e é sempre, sempre difícil criar uma boa história, é a coisa mais difícil. Mas também tinha 50 papéis com diálogo. 50 papéis com diálogo é muito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Isso é algo que sempre me intrigou. Como reúne um elenco? Como associa um actor, uma pessoa que usa a sua cara todos os dias, a sua voz, com uma personagem, como um brinquedo? Como faz essa associação?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>Nós trabalhamos arduamente e ouvimos imensas vozes diferentes, imensos actores, e o mais crítico é que eles saltem à vista. Às vezes simplesmente fechamos os olhos e ouvimos. Muitas pessoas que são muito atraentes querem fazer parte dos nossos filmes mas isso não ajuda se não tiverem a voz. Por isso temos que ouvir a personagem da voz, se tem energia, se é interessante, se tem muito movimento ou capacidade de improvisação, se são divertidas. Ser divertida é  importante, ter energia é importante porque tem que se ter mais energia em animação por estar a dar-lhe vida. Dizemos sempre <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">um pouco mais alto, um pouco mais energético</span></em><span style="color: #800000;">»</span> porque estão a respirar vida para uma forma de arte. É diferente de quando estão a ser filmados, podem estar mais quietos ou introspectivos e o filme está a ler-lhes a cara, por isso temos que ter actores dispostos ou capazes de fazer isso. Passámos muito tempo nisto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: </span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000474/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Michael Keaton</span></a><span style="color: #800000;"> como </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0114509/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Ken</span></a><span style="color: #800000;">. Ele tinha trabalhado convosco em </span><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0317219/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Cars</span></a></em><span style="color: #800000;"> mas como é que se o associa a algo como o Ken?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Quando eu comecei a trabalhar em<strong><em> <span style="color: #800000;">Toy Story 3</span></em></strong>, em Março de 2006, tínhamos acabado há pouco tempo <strong><em><span style="color: #800000;">Cars</span></em></strong>. Por isso o <span style="color: #800000;">Michael Keaton</span> juntou-se à equipa muito tarde, à ultima da hora. Então ele veio à <em>Pixar </em>e ele tinha tanta energia, era muito divertido. Ele é como o <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000158/" target="_blank">Tom Hanks</a> para mim, ele traz imensa energia e humor, por isso ligámos-lhe e dissemos <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">temos uma ideia para o Ken e é nisto que estamos a pensar</span></em><span style="color: #800000;">»</span> e ele pensou e trouxe algumas ideias. Foi excelente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Concentrando-nos nas duas personagens principais, as que mais adoramos, </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0002466/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Woody</span></a><span style="color: #800000;"> e </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0002468/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Buzz</span></a><span style="color: #800000;">: tinham passado 11 anos desde que eles [</span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000158/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Tom Hanks</span></a><span style="color: #800000;"> e </span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000741/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Tim Allen</span></a><span style="color: #800000;">] tinham trabalhado juntos, não houve dificuldades em reconectar com aqueles papéis, ou eles estão em tal sintonia que não importou?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Talvez um pouco, mas não muito. Aqueles tipos vieram e estavam tão entusiasmados, trabalharam neles durante uns minutos e voltaram, foi como andar de bicicleta para eles. E o interessante é que as suas vozes não mudaram, que eu acho fascinante. O Lee é um editor incrível e ele fez grande parte da edição, por isso ele conseguiu ouvir e não tinham mudado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Este é o quarto filme que produz. Tendo trabalhado com a maioria dos realizadores da </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;">, o que tem cada um deles que os defina? Especialmente o Lee [Unkrich], o que o define como realizador, o que faz dele o homem ideal para realizar este filme, como John Lasseter o descreveu? O que acha que ele tem que mais ninguém tem?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>É interessante, aqueles tipos todos. Algumas pessoas fizeram a analogia de que eles são como os Beatles, cada pessoa tem um dom diferente. O John [Lasseter], ele é tão cheio de emoção verdadeira e humor baseado nas personagens. O <a href="http://www.imdb.com/name/nm0710020/" target="_blank">Joe Ranft</a>, que trabalhou em <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0107688/" target="_blank">Nightmare Before Christmas</a></em></strong> [<em>ao apontar para a minha t-shirt, alusiva ao filme</em>], era assim também. E o <a href="http://www.imdb.com/name/nm0004056/" target="_blank">Andrew</a> [<span style="color: #800000;">Stanton</span>], ele é tão bom em termos de estrutura. O <a href="http://www.imdb.com/name/nm0230032/" target="_blank">Pete</a> [<span style="color: #800000;">Docter</span>] é um dos tipos mais imaginativos, ele inventa ideias verdadeiramente únicas, incrível. O Lee é o cineasta consumado. Ele vem de um passado na edição e do <em>live-action</em>, por isso quando ele veio para o <em><strong><span style="color: #800000;">Toy Story</span></strong></em> ele ensinou-nos a encenar as coisas e eu acho que é por isso que o filme foi, desde o princípio, diferente. Foi essa a contribuição do Lee.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: A ideia de colocar as câmaras na perspectiva dos brinquedos?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>Exacto. De uma forma dinâmica e contando a história através do ponto de vista das câmaras. O Lee é um cineasta brilhante e um contador de histórias disciplinado e acho que é o passado na edição e no <em>live-action</em> que se traduz. E ele está constantemente empenhado em aprender tudo e a compreender tudo e a fazer o seu trabalho de casa e a compreender o que quer e a dar boas direcções à sua equipa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Sendo este a sua primeira vez a realizar sozinho, podemos assumir que ele virá a realizar muitos mais filmes no futuro?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sem dúvida.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><strong><strong><em><strong>______________________________________________________________________________________</strong></em></strong></strong></em></strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">NOS CINEMAS A 29 DE JULHO</span></strong></h2>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Site Oficial: </span></strong><em><span style="color: #800000;"><a href="http://disney.go.com/toystory/">disney.go.com/toystory</a></span></em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;"><strong><em><span style="color: #800000;">Fotos: Gonçalo Trindade</span></em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crítica: «A Origem» &#8211; Os sonhos labirínticos de Nolan</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 23:41:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ponte</dc:creator>
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Foi há 525 dias que a Warner Bros. anunciou que Inception (A Origem) seria o próximo filme de Christopher Nolan. 525 dias, 12600 horas depois, eis que o filme mais aguardado de 2010 chega aos cinemas portugueses. A partir desta quinta-feira é possível entrar numa fresca e escura sala de cinema, em pleno mês de Julho, e esquecermo-nos de que estamos no período do ano dominado por cinema popcorn, por sequelas, remakes e vampiros adolescentes. Por entre todo esse escapismo volta a emergir o rei do cinema mainstream, o único ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-13745    aligncenter" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/05/inception.jpg" alt="" width="580" height="217" /></p>
<p style="text-align: justify;">Foi há 525 dias que a <em><span style="color: #800000;">Warner Bros.</span></em> anunciou que <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a> </em><span style="font-weight: normal;">(</span><em><span style="color: #800000;">A Origem</span></em><span style="font-weight: normal;">)</span></strong> seria o próximo filme de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0634240/" target="_blank">Christopher Nolan</a>. 525 dias, 12600 horas depois, eis que o filme mais aguardado de 2010 chega aos cinemas portugueses. A partir desta quinta-feira é possível entrar numa fresca e escura sala de cinema, em pleno mês de Julho, e esquecermo-nos de que estamos no período do ano dominado por cinema <em>popcorn</em>, por sequelas, <em>remakes </em>e vampiros adolescentes. Por entre todo esse escapismo volta a emergir o rei do cinema <em>mainstream</em>, o único que consegue oferecer-nos tudo o que procuramos num filme: mistério, exaltação, divertimento e estimulação intelectual. Esse homem chama-se <a href="http://www.imdb.com/name/nm0634240/" target="_blank">Christopher Nolan</a>, e é a ele que temos que agradecer por essa maravilha chamada <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nolan tem vindo a fazer filmes únicos e revolucionários desde há mais de uma década. Cada um deles representou uma contribuição única e específica para o género em que se inseriam: com <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0209144/" target="_blank">Memento</a><span style="font-weight: normal; font-style: normal;">,</span></em></strong> pegou essencialmente em tudo o que já tinha sido feito no panteão do <em>thriller</em> com tons dramáticos e criminais e abanou com tudo o que fomos ensinados a esperar desse tipo de filme; fez o mesmo com <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0278504/" target="_blank">Insomnia</a></em></strong> para o <em>thriller</em> psicológico e com <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0482571/" target="_blank">The Prestige</a></em></strong> provou que é possível surpreender e fascinar o público sem insultar a sua inteligência. Tudo isso, contudo, são migalhas quando comparado com o que fez com <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0468569/" target="_blank">The Dark Knight</a></em></strong>. Aí conseguiu algo exponencialmente mais difícil: mudou o próprio cinema. Pegou numa história clássica, de um outro meio completamente distinto e até então associado a um cinema sem preocupações para além do entretenimento, e criou um filme de acção e um drama-crime perfeito: negro, violento, humano, explosivo e profundamente complexo. E tudo o que viria a ser feito a partir de obras de BD depois de 2008 seria comparado com o que ele criou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong> é o filme que o mais optimista fã de Nolan poderia esperar, depois de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0468569/" target="_blank">The Dark Knight</a></em></strong>, mas ao mesmo tempo algo que ninguém conseguiria prever. Durante toda a sua carreira, Nolan sempre experimentou com géneros, mas o elemento comum em todos os seus filmes é o <em>thriller</em>, um forte fascínio pelo poder e mistérios da mente. Ao ver <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong> é possível vislumbrar pequenos fragmentos de muitos dos seus filmes, desde a obsessiva preocupação de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0209144/" target="_blank">Memento</a></em></strong> com questões de memória e percepção, à meticulosidade e escala gigantesca de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0468569/" target="_blank">The Dark Knight</a></em></strong>, e até mesmo ao tema principal (o roubo) de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0154506/" target="_blank">Following</a></em></strong>, o seu filme de estreia. Quando se diz que Nolan passou dez anos a escrever o argumento de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong>, tal pode parecer um exagero, mas também pode fazer muito sentido. É como se tudo o que ele fez até hoje o tenha guiado até este filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/inception112.jpg" border="0" alt="Photobucket" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se é verdade que os filmes de Nolan sempre tiveram fortes doses do incompreendido, <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a> </em></strong>marca a primeira vez em que ele se debruça completa e claramente sobre a ficção científica. Nos meses que anteciparam a estreia do filme muito se falou e especulou, em grande parte pelo secretismo, quase que saído de um filme de espiões, em redor da história, protegida a sete chaves pela <em><span style="color: #800000;">Warner</span></em>. Do que se tratava? Como seria um filme de ficção científica saído da mente de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0634240/" target="_blank">Christopher Nolan</a>? O que fazia <a href="http://www.imdb.com/name/nm0330687/" target="_blank">Joseph Gordon-Levitt</a> em pé nas paredes de um corredor? Todas essas perguntas devem ficar por responder até ao momento de ver <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong>. O que seria sempre de esperar era que um filme de ficção científica de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0634240/" target="_blank">Christopher Nolan</a> fosse diferente de um filme de ficção científica de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000116/" target="_blank">James Cameron</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo se resume aos sonhos, como os <em>trailers </em>e os <em>posters </em>faziam prever. Não há criaturas sobrenaturais, extraterrestres nem tão-pouco planetas longínquos. Tudo se passa aqui, na Terra, com pessoas. É simplesmente uma Terra onde as pessoas, como Dom Cobb (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000138/" target="_blank">Leonardo DiCaprio</a>), têm a capacidade de transcender realidades. Cobb é uma espécie de espião/ladrão corporativo, cujo trabalho envolve a obtenção de informações valiosas, extraídas das mentes dos seus alvos enquanto estes sonham, quando os seus subconscientes imperam. Para tal recorrem a ‘arquitectos’, que criam os mundos em que esses subconscientes se refugiam e onde guardam os seus segredos mais preciosos.</p>
<p style="text-align: justify;">O termo ‘inception’ diz respeito ao acto de colocar uma ideia no subconsciente de um cliente, ao invés de a extrair, tarefa para a qual Saito (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0913822/" target="_blank">Ken Watanabe</a>), um homem de negócios dúbio, contrata Cobb. Um acto complexo e praticamente impossível, este consiste em essencialmente utilizar o poder obsessivo de uma ideia (comparado por Cobb a um vírus) para influenciar o comportamento de uma pessoa. Cobb, perseguido pelo assassínio da sua esposa (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0182839/" target="_blank">Marion Cotillard</a>), afirma que é possível e forma uma equipa de especialistas que inclui a arquitecta Adriadne (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0680983/" target="_blank">Ellen Page</a>), responsável pela criação dos ‘cenários’ onde tentarão implantar a ideia na sua vítima, Robert Fischer, Jr. (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0614165/" target="_blank">Cillian Murphy</a>), o forjador Eames (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0362766/" target="_blank">Tom Hardy</a>), que possui a capacidade de assumir qualquer identidade no mundo do sonho, o químico Yusuf (<a href="http://www.imdb.com/name/nm2438307/" target="_blank">Dileep Rao</a>), responsável pelas substâncias que os permitirão manter-se num estado de sono profundo durante um largo período de tempo, e Arthur (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0330687/" target="_blank">Joseph Gordon-Levitt</a>), o braço direito de Cobb.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/inception111.jpg" border="0" alt="Photobucket" /></p>
<p style="text-align: justify;">Falar sobre o <em>plot </em>de um filme como <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong> é sempre ingrato. O que à primeira vista parece um ‘<em>heist movie</em>’ (dentro do mundo dos sonhos) é na realidade muito mais. O maior ‘truque’ de Nolan aqui é o facto de se servir da acção principal (e <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a> </em></strong>é um fabuloso filme de acção), da missão dos intervenientes, para tocar em temas muito mais complexos e profundos, como são o amor, a perda e incapacidade de esquecer alguém que amamos. Ao puxar-nos para a autêntica montanha-russa que é grande parte do filme (com sonhos dentro de sonhos, dentro de sonhos, dentro de sonhos), e mantendo o filme sempre a níveis de intensidade estratosféricos, Nolan distrai-nos do facto de esta ser no fundo uma história sobre pessoas, meticulosamente construída. O simbolismo de um labirinto é frequentemente utilizado durante o filme e é, ironicamente, o símbolo mais apropriado para descrever <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Para além de ser um filme de acção imensamente intenso e com um ritmo alucinante (contribuindo para tal a fabulosa música de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001877/" target="_blank">Hans Zimmer</a>, que magnifica cada segundo e o torna em minutos), <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong> é também um filme de uma inteligência raríssima. Ambos os mundos são devidamente separados, mas ao mesmo tempo tudo o que acontece no mundo ‘real’ influencia directamente o que acontece no dos sonhos, o que ajuda a explicar, sem adiantar mais, o porquê da personagem de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0330687/" target="_blank">Joseph Gordon-Levitt</a> conseguir andar nas paredes do corredor ou de uma cidade se poder dobrar sobre si própria. Nolan constrói o filme como um labirinto, sendo indispensável um certo nível de atenção, o que permite que este resulte em vários níveis que se auto-conectam, fazendo dos <em>twists </em>o resultado natural e perfeitamente credível de uma completa imersão na história e mantendo sempre as personagens num primeiro plano de importância. Se o filme tem um defeito, é o facto de estas não serem igualmente desenvolvidas, com <em>back-stories</em> que poderiam ser exploradas de forma mais eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Misturando elementos de pelo menos três géneros cinematográficos na perfeição, filmado de uma forma inexplicavelmente genial (e em 2-D), sem exageros em termos de CGI e com interpretações de grande nível (em especial DiCaprio, Cotillard e Murphy), <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong> maravilha tanto pelo seu poderio visual como pela forma como mexe connosco como seres profundamente emocionais e ao mesmo tempo racionais. A dada altura, nos último terço do filme, Nolan usa como clímax uma sequência de mais de 20 minutos (que não descreverei) que, deambulando entre os dois mundos, causa tudo desde assombro, exaltação, felicidade, tristeza, regozijo, medo e incredibilidade. É o clímax mais brilhante que já vi.</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">______________________________________________________________________________________</span></em><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">NOTA</span></span></strong><strong><span style="color: #800000;">:</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/rating_5star_45.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="138" height="33" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">O MELHOR</span></span></strong><strong><span style="color: #800000;">:</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Tudo. A realização de Nolan e o ritmo louco que impõe, a complexidade do argumento, a música magistral de Zimmer, a fotografia de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0002892/" target="_blank">Wally Pfister</a>, as interpretações, os efeitos especiais&#8230; tudo.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">O PIOR</span></span></strong><strong><span style="color: #800000;">:</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Praticamente nada, mas algumas das personagens beneficiariam de maior dimensão. O facto de não conseguir atingir a perfeição de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0468569/" target="_blank">The Dark Knight</a><span style="font-style: normal; font-weight: normal;">.</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">A FRASE</span></span></strong><strong><span style="color: #800000;">:</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>What&#8217;s the most resilient parasite? An Idea. A single idea from the human mind can build cities. An idea can transform the world and rewrite all the rules. Which is why I have to steal it.</em>&#8221; &#8211; Cobb</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">______________________________________________________________________________________</span></em></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">NOS CINEMAS A 22 DE JULHO</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="330" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdpxw7" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="330" src="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdpxw7" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Entrevista: Fernando Fragata, realizador de «Contraluz»</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 03:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais Ante-Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Contraluz]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Fragata]]></category>

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		<description><![CDATA[
Contraluz, o mais recente filme de Fernando    Fragata, estreia esta semana nos cinemas portugueses. Depois de Pesadelo Cor de Rosa (1998), Pulsação Zero (2002) e Sorte Nula (2004), Fernando     Fragata aposta agora num género diferente e traz pela segunda vez na sua carreira um filme falado totalmente em inglês. Com a principal particularidade de Contraluz ter sido rodado nos Estados Unidos da América, o filme pretende agarrar os espectadores pelas excelentes paisagens dos estados do Nevada e Arizona.
Estivemos à conversa com o realizador ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-15041  aligncenter" title="FernandoFragata" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/07/FernandoFragata.jpg" alt="" width="585" height="215" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://filmecontraluz.com/CONTRALUZ/index.html" target="_blank"><em><strong>Contraluz</strong></em></a>, o mais recente filme de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0289578/" target="_blank">Fernando    Fragata</a>, estreia esta semana nos cinemas portugueses. Depois de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0120732/" target="_blank"><em><strong>Pesadelo Cor de Rosa (1998)</strong></em></a>, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0310029/" target="_blank"><em><strong>Pulsação Zero (2002)</strong></em></a> e <a href="http://www.imdb.com/title/tt0420211/" target="_blank"><em><strong>Sorte Nula (2004)</strong></em></a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0289578/" target="_blank">Fernando     Fragata</a> aposta agora num género diferente e traz pela segunda vez na sua carreira um filme falado totalmente em inglês. Com a principal particularidade de <a href="http://filmecontraluz.com/CONTRALUZ/index.html" target="_blank"><em><strong>Contraluz</strong></em></a> ter sido rodado nos Estados Unidos da América, o filme pretende agarrar os espectadores pelas excelentes paisagens dos estados do Nevada e Arizona.</p>
<p style="text-align: justify;">Estivemos à conversa com o realizador português, numa entrevista que se processou por email, onde para além de nos ter falado sobre a rodagem, contou-nos ainda alguns pormenores sobre o que é <a href="http://filmecontraluz.com/CONTRALUZ/index.html" target="_blank"><em><strong>Contraluz</strong></em></a> e como tem sido a sua carreia ao longo dos últimos anos.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em><strong><strong><em><strong>______________________________________________________________________________________</strong></em></strong></strong></em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>ANTE-CINEMA (AC): Antes de mais, e porque os trailers já divulgados acabam por não revelar muito da história do filme, quer-nos falar um pouco sobre o que trata <em>Contraluz</em>?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>FERNANDO FRAGATA (FF):</strong></span> O filme é sobre varias personagens que se encontram em situações de extremo desespero. Cada uma delas por um motivo diferente. E quando tudo parece ter chegado ao limite, algo de inesperado acontece que vai mudar radicalmente o rumo das suas vidas. No entanto, caberá a cada uma delas moldar o seu destino de modo a reencontrar a felicidade. Mas atenção, é que há destinos que só se alcançam depois de alterar o dos outros, e aí é que está o grande twist da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: Considera <em>Contraluz</em> o seu primeiro filme de ficção-cientifica? Ou entende que este filme pode ser uma mistura de vários géneros cinematográficos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>FF:</strong> </span>Existe muita especulação sobre o filme espelhada pela net. Muito do que vejo escrito pouco tem a ver com o filme. Quando se fala em Ficção-Cientifica a primeira ideia é de que se trata de um filme com naves espaciais, extra-terrestes ou que retrata o fim do mundo, mas o filme não tem nada a ver com isso. Admito no entanto que existem elementos de ficção cientifica no filme, mas mais ao estilo de <em>Twilight Zone</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Por falar em ficção-cientifica, o filme de Christopher Nolan, <em>A Origem</em>, estreia no mesmo dia que Contraluz. Isto preocupa-o? Por outras palavras, acha que <em>A Origem </em>poderá retirar espectadores ao seu filme?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>FF:</strong></span> Todos os outros filmes Americanos me preocupam. Principalmente porque lhes é dado todas as salas e as maiores, deixando para o <em>Contraluz </em>poucas e pequenas, portanto, mesmo que houvesse mais portugueses a quererem ver o <em>Contraluz </em> do que <em>A Origem</em>, o <em>Contraluz</em> nunca poderia chegar sequer a ter metade do sucesso porque simplesmente não existem salas para o ir ver.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/Fragata_Contraluz.jpg" border="0" alt="Fernando Fragata" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Há pouco tempo atrás estreou nos cinemas <em>Um Funeral à Chuva</em>, um filme português sem qualquer tipo de apoio financeiro. Apesar de não ser o caso de <em>Contraluz</em>, qual diria que foi o caso mais complicado de ultrapassar para ser possível a realização deste filme?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>O mais complicado para se fazer um filme é arranjar o financiamento e a seguir é arranjar o financiamento, e depois é arranjar o financiamento. Tudo o resto é canja!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Quanto tempo demorou fazer este filme? Desde a ideia até estar terminado&#8230;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Se incluirmos o tempo desde a escrita do argumento e preparação, foram no total 3 anos de empenhados e intrincados trabalhos. Uma produção desta envergadura requer uma boa preparação de modo a nos precavermos de todas as possíveis adversidades que possam assolar o projecto.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>E como se sente ao ser o primeiro realizador português a filmar em Hollywood? Contraluz teve sempre o propósito de ser filmado nos E.U.A.?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Não me sinto nada de especial. Não interessa muito onde o filme foi rodado, o que realmente interessa é que o filme tenha sucesso. Já o <em>Pulsação Zero</em> e o <em>Sorte Nula</em> foram inicialmente escritos a pensar que os iria filmar nos EUA. Tal não aconteceu. Quis o destino que fosse à terceira.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong><em>Contraluz</em> tem como pano de fundo paisagens dos estados de Nevada e Arizona. Porquê filmar nestes estados? Já conhecia esses sítios ou foi algo que só decidiu após a pesquisa para a realização do filme?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>FF: </strong></span>Já conhecia bem os desertos norte-americanos e sempre foram uma fonte de inspiração para mim.  O argumento original do <em>Sorte Nula</em> tinha como cenário principal um ferro-velho no meio do deserto do Arizona nos EUA. Mas quis o destino antes que eu o filmasse num descampado do Seixal.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Quanto ao elenco, este é uma mistura de actores portugueses e americanos. Existe alguma personagem neste filme que tenha sido pensada de propósito para determinado actor? Ou resumiu-se apenas a um processo de selecção para cada personagem?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Nunca escrevo um argumento com determinado actor em mente. Sei que é sempre difícil ter os actores que se imagina, ou porque não há dinheiro para isso, ou porque não estão disponíveis. Portanto, prefiro pensar no elenco somente quando é dada a luz verde para a rodagem.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/ff_contraluz.jpg" border="0" alt="Fernando Fragata" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Já comparou o seu filme com a série americana <em>Twilight Zone</em>. Foi esta a sua grande influência para a realização de <em>Contraluz</em> ou existem outros realizadores que o marcaram até chegar a este resultado final?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Eu não &#8220;comparei&#8221;, eu apenas mencionei que o <em>Contraluz</em> tem alguns elementos ao estilo de <em>Twilight Zone</em>. É verdade que sempre fui um fã da série original de Rod Serling. Certamente que existem muitos realizadores e argumentistas que me influenciaram, mas não consigo apontar nenhum em particular.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Após ter realizado em 1998 <em>Pesadelo Cor de Rosa</em>, a sua primeira longa-metragem, já realizou até ao momento mais 3 filmes. O que mudou no trabalho do Fernando Fragata entre o <em>Pesadelo Cor de Rosa</em> até à actualidade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Sempre que acabo de fazer um filme apercebo-me de que não vale a pena o esforço, mas passados meses esqueço-me disso e começo a sonhar em fazer outro. Passados 3 filmes continuo na mesma. Portanto, acho que nada mudou.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Quanto à promoção de <em>Contraluz</em>, não se vê no exterior nem nas próprias televisões muita divulgação ao filme. Sente que isto é algo global para o cinema português e de que forma tem combatido com esta falta de ajuda por vários meios que poderiam proporcionar uma boa divulgação?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>A SIC tem dado bastante apoio e também houve alguma abertura de alguns programas nos outros canais.  Mas é claro que nunca é suficiente nem é possível igualar as campanhas de promoção dos filmes americanos que têm grandes orçamentos para o efeito.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Há hipóteses do filme ser distribuído por outros países, incluindo os E.U.A.? Acha que o facto de <em>Contraluz</em> ser falado em inglês pode ajudar neste processo de distribuição?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Pode ajudar mas não é uma formula garantida. No entanto existem já em curso negociações para a distribuição internacional do <em>Contraluz</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Deixamos-lhe aqui um espaço para se dirigir a todos os nossos leitores. Qual é a mensagem que lhes quer deixar?</strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Preciso de emprego. Habilitações: Sei mexer em câmaras.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em><strong><strong><em><strong>______________________________________________________________________________________</strong></em></strong></strong></em></strong></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">«<strong>CONTRALUZ</strong>»<strong> ESTREIA A 22 DE JULHO</strong></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>SITE OFICIAL: <em><span style="color: #0000ff;"><a href="http://filmecontraluz.com/CONTRALUZ/index.html" target="_blank">FILMECONTRALUZ.COM</a></span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/5-JvY8tqxnE&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1?rel=0&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="360" src="http://www.youtube.com/v/5-JvY8tqxnE&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1?rel=0&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Antevisão: «A Origem» &#8211; O regresso do realizador &#8220;perfeito&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 03:37:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ponte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antevisão]]></category>
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A forma mais fácil de começar esta antevisão é dizendo, desde já, que esta será de longe a mais difícil e frustrante de escrever. Inception (A Origem no seu título português) é um filme que vive muito do seu hype, do seu poder de prender atenções e fazer as pessoas contar os dias e as horas até aquele momento em que não terão mais de esperar. Tendo já visto o filme, parte do entusiasmo que tinha e que provinha dessa incerteza, perdeu-se. Agora o que fica é uma necessidade desesperante ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13.3333px;"><a href="http://s172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/?action=view&amp;current=inception13.jpg"><img class="size-full wp-image-12576  aligncenter" title="inception" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/04/inception.jpg" alt="" width="585" height="198" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;">A forma mais fácil de começar esta antevisão é dizendo, desde já, que esta será de longe a mais difícil e frustrante de escrever. <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong> (<span style="color: #800000;"><strong><em>A Origem</em></strong></span> no seu título português) é um filme que vive muito do seu <em>hype</em>, do seu poder de prender atenções e fazer as pessoas contar os dias e as horas até aquele momento em que não terão mais de esperar. Tendo já visto o filme, parte do entusiasmo que tinha e que provinha dessa incerteza, perdeu-se. Agora o que fica é uma necessidade desesperante de partilhar com os outros o quão magistral este filme é. E sendo a política do <span style="color: #800000;">Ante-Cinema</span> rigorosa (e ainda bem que assim o é) no que diz respeito a publicar críticas antes do dia de estreia de um filme (principalmente quando este é <a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank"><strong><em>Inception</em></strong></a>), resta-me suster por mais uns dias tudo o que tenho a dizer sobre ele, que é imenso.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13.3333px;">A razão pela qual não faz sentido publicar uma crítica uma semana antes da estreia de um filme como <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong> não é apenas o facto de os <em>spoilers</em> poderem acontecer quer se queira quer não. É que a estreia de um filme como este deve ser vista como um acontecimento. E independentemente dos sentimentos de cada um em relação a Hollywood, é inegável que a indústria precisa que mais e mais filmes como este estreiem todos os anos, principalmente num país como Portugal. Caso contrário as pessoas simplesmente perderão o ‘hábito’ de ir ao cinema. Quem escreve sobre cinema tem, muitas vezes, o privilégio quase que cruel de ver filmes imensamente antecipados antes de 99% da população cinéfila do planeta, mas esse privilégio e as opiniões que dele advêm não pode ser colocado à frente do próprio filme. A nossa função é promovê-lo, não estragá-lo. E este <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong> é dos filmes mais fáceis de estragar, basta uma frase.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Porquê então todo o <em>hype </em>e entusiasmo em redor de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong>? Duas palavras: <a href="http://www.imdb.com/name/nm0634240/" target="_blank">Christopher Nolan</a>. Há pouco tempo li algures algo que se referia ao inglês como o realizador mais “perfeito” da sua geração. O que parece um exagero começa subitamente a fazer sentido se olharmos para a sua carreira. Nolan, em cerca de 13 anos de carreira, fez 7 filmes. E nenhum dos 7 está abaixo da denominação mínima de “bom”. A sua primeira longa-metragem, <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0154506/" target="_blank">Following</a></em></strong>, feita com um orçamento microscópico nas ruas de Londres, estabeleceu as bases do tipo de <em>thriller</em> negro e neo-<em>noir</em> em que Nolan viria a especializar-se, funcionando também como &#8216;treino&#8217; para o que faria apenas dois anos depois com <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0209144/" target="_blank">Memento</a></em></strong>. Seguiu-se aquele que é, certamente, um dos melhores <em>remakes</em> alguma vez feitos (<strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0278504/" target="_blank">Insomnia</a></em></strong>) e dois filmes (<strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0372784/" target="_blank">Batman Begins</a></em></strong> e <span style="font-size: 13.3333px;"><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0482571/" target="_blank">The Prestige</a></em></strong></span><span style="font-size: 13.3333px;">) mais comerciais, mas sem nunca perder a sua marca distinta, que pavimentaram o caminho para aquele que será, pelo menos até à data, a sua obra-prima. Com <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0468569/" target="_blank">The Dark Knight</a></em><span style="font-weight: normal;">,</span></strong> Nolan tornou-se no realizador mais desejado do mundo, em alguém capaz de derrubar barreiras, subverter géneros e, claro, fazer milhões.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13.3333px;"><a href="http://s172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/?action=view&amp;current=Inception131.jpg"><img class="size-full wp-image-12820  aligncenter" title="Inception1" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/04/Inception1.jpg" alt="" width="585" height="210" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;">Dois anos depois, quando já toda a gente aguardava a sua terceira incursão pelo universo <span style="color: #800000;"><strong><em>Batman</em></strong></span>, chega-nos <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a></em></strong>. E se inicialmente era um filme visto apenas como o seu &#8216;<em>in-between</em>&#8216;, como o filme mais &#8216;pequeno&#8217; que realizaria antes do seu <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1345836/" target="_blank">Batman 3</a></em></strong>, cedo se percebeu que era muito mais. Com um orçamento de $160 milhões e um elenco de luxo, o filme tornou-se rapidamente no mais antecipado do ano, figurando invariavelmente no topo de qualquer lista dos mais aguardados de 2010. E se é verdade que este verão tem sido provavelmente o mais fraco dos últimos anos, com filmes medíocres mesmo dentro dos parâmetros da época de verão, não é menos verdade que <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a> </em></strong>faz-nos facilmente esquecer essa triste realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Descrito como um filme de acção e ficção científica situado na &#8220;<em>arquitectura da mente</em>,&#8221; já muito foi escrito sobre a história e sobre o mistério que a envolve, com o próprio Nolan a confessar que é um filme que desejou fazer desde há mais de uma década, e adiantar seja o que for sobre esta seria sempre, como referido, uma traição para com quem pretende entrar numa sala escura, dia 22 de Julho, preparado e ansioso para ser surpreendido, desafiado, estimulado e maravilhado. O máximo que se poderá dizer é, eventualmente, que se trata de um filme fascinado pelo poder e mistério dos sonhos, que tem na personagem de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000138/" target="_blank">Leonardo DiCaprio</a>, Dom Cobb, aquele que nos guiará por esse mundo fascinante e ao mesmo tempo incompreendido.</p>
<p style="text-align: justify;">A seu lado estão <a href="http://www.imdb.com/name/nm0182839/" target="_blank">Marion Cotillard</a>, como a sua esposa que na realidade é muito mais, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0330687/" target="_blank">Joseph Gordon-Levitt</a>, como o seu parceiro, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0680983/" target="_blank">Ellen Page</a>, como uma jovem e brilhante arquitecta responsável pela criação de muito mais do que construções do mundo &#8220;real,&#8221; <a href="http://www.imdb.com/name/nm0913822/" target="_blank">Ken Watanabe</a>, como um antagonista dúbio, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0614165/" target="_blank">Cillian Murphy</a> (que colabora pela terceira vez com Nolan), como um homem cuja influência na história não pode ser mencionada sem entrar em território <em>spoiler</em>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0362766/" target="_blank">Tom Hardy</a>, como o membro britânico e <em>cool</em> do <em>gang</em>, e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000323/" target="_blank">Michael Caine</a> (eventualmente o actor favorito de Nolan), como uma figura patriarcal.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode-se, portanto, e sem qualquer receio de ter a experiência cinematográfica mais aguardada do ano diminuída, esperar de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/" target="_blank">Inception</a> </em></strong>uma mescla de acção e ficção científica perfeita, com um elenco fantástico, conceitos complexos e metafísicos, visuais deslumbrantes (como qualquer <em>trailer </em>e <em>clip </em>o comprovarão), música arrebatadora, tudo conduzido pela batuta de um realizador com um R grande.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><span style="font-size: 25px;">NOS CINEMAS A 22 DE JULHO</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>(CRÍTICA BREVEMENTE)</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="330" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdpxw7" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="330" src="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdpxw7" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Crítica: «O Escritor Fantasma» – O ‘Shutter Island’ de Polanski</title>
		<link>http://www.ante-cinema.com/2010/07/critica-%c2%abo-escritor-fantasma%c2%bb-%e2%80%93-o-%e2%80%98shutter-island%e2%80%99-de-polanski/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 17:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Macedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
A altura não podia ser melhor. Roman Polanski tem estado nas bocas do mundo, ora pelo seu antigo caso de abusos sexuais, ora pela prisão domiciliária que conheceu o seu fim no decorrer desta semana. Felizmente também tem estado a ser falado pelos seus afortunados feitos na sétima arte, principalmente na sua mais recente obra O Escritor Fantasma, depois do sucesso oscarizado de O Pianista (2002) e do não tão bom Oliver Twist (2005), e que concedeu a Polanski o Urso de Prata de Melhor Realizador em Berlim. E sim, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-14908    aligncenter" title="the-ghost-writer" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/07/the-ghost-writer.jpg" alt="" width="585" height="221" /></p>
<p style="text-align: justify;">A altura não podia ser melhor. <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000591/" target="_blank">Roman Polanski</a> tem estado nas bocas do mundo, ora pelo seu antigo caso de abusos sexuais, ora pela prisão domiciliária que conheceu o seu fim no decorrer desta semana. Felizmente também tem estado a ser falado pelos seus afortunados feitos na sétima arte, principalmente na sua mais recente obra <a href="http://www.imdb.com/title/tt1139328/" target="_blank"><em><strong>O Escritor Fantasma</strong></em></a>, depois do sucesso oscarizado de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0253474/" target="_blank"><em><strong>O Pianista (2002)</strong></em></a> e do não tão bom <a href="http://www.imdb.com/title/tt0380599/" target="_blank"><em><strong>Oliver Twist (2005)</strong></em></a>, e que concedeu a Polanski o Urso de Prata de Melhor Realizador em Berlim. E sim, este seu recente filme é uma delícia para a vista de qualquer espectador mais atento.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme segue a história de um pouco talentoso escritor que infelizmente não se vê reconhecido artisticamente, sendo obrigado a fazer pequenos trabalhos biográficos encomendados. Aqui encontra uma proposta aliciante onde terá de actuar como escritor fantasma das memórias de um polémico ex primeiro-ministro Britânico, Adam Lang, que se vê recentemente atacado pelas suas supostas ligações a crimes de guerra. A trama adensa-se e o mistério segue um crescendo que atinge o seu clímax e <em>twists</em> sem aborrecer ou sequer cair em lugares-comuns.</p>
<p style="text-align: justify;">Com uma realização adequada, Polanski cria uma história interessante e cativa o espectador a seguir os seus personagens num enredo cada vez mais enigmático. Adaptado do livro de <span style="color: #800000;">Robert Harris</span>, que ajudou na adaptação, as próprias pontes entre as políticas de <span style="color: #800000;">Tony Blair</span> e das administrações <span style="color: #800000;">Bush</span> também são claras e ajudam a que a actualidade de todo o enredo seja auferida, ou não fosse uma das possíveis mensagens subliminares a retirar ser a dos EUA serem a raiz de todo o mal neste mundo de corrupção e jogos de poder, de onde o próprio Polanski se considera vítima.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/the-ghost-writer2009.jpg" border="0" alt="The Ghost Writer" /></p>
<p style="text-align: justify;">O desenvolvimento inteligente e despreocupado de todo o filme dá-lhe um cariz que já se sentia falta nos thrillers actuais. Vêm-se as coisas acontecerem como estas deviam acontecer. Sem artifícios para tornarem a viagem mais excitante. Não vemos cortes bruscos seguidos de uma música aguda e espalhafatosa para deixar o espectador pular na sua cadeira. Ao invés, vemos uma serenidade em como a acção se desenrola que ajuda a toda envolvência do espectador naquelas personagens e, sobretudo, no ambiente circundante, o da negra e invernosa zona de <em>Cape Cod</em>. Isto tudo é conseguido, claro, pela bela cinematografia de <span style="color: #800000;">Pawel Edelman</span>, já colaborador de Polanski, que confere a todo o filme uma bela imagética acompanhada pela trilha sonora de <span style="color: #800000;">Alexandre Desplat</span>, cujo som segue todos os momentos de maior tensão, deixando o espectador sempre na ânsia de descobrir o próximo passo a seguir.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, são os actores o ponto forte de tudo. <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000191/" target="_blank">Ewan McGregor</a>, que já não víamos em representações decentes há um bom par de anos, é um excelente fantasma, frio, inteligente e<em> &#8216;very british&#8217;</em>, que acompanhado por um <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000112/" target="_blank">Pierce Brosnan</a> obrigatoriamente insípido, fazem dos seus momentos os melhores do filme. <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000326/" target="_blank">Kim Cattrall</a> é, no entanto, uma das maiores surpresas, que aqui deixa de ser a excitada Samantha de <a href="http://www.imdb.com/title/tt1000774/" target="_blank"><em><strong>Sexo e a Cidade</strong></em></a>, para ser a amante do ministro e sua secretária.  Contudo, todos os outros actores estão excelentes, como <a href="http://www.imdb.com/name/nm0931404/" target="_blank">Olivia Williams</a> no papel de Ruth Lang, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0929489/" target="_blank">Tom Wilkinson</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0908919/" target="_blank">Eli Wallach</a> a relembrar o cinema hitchcockiano (talvez uma homenagem!) na sua personagem de velho suspeito e, de certa forma, revelador. Impressionante é o <em>cameo</em> de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000902/" target="_blank">James Belushi</a> que aqui aparece absolutamente careca e autoritário nos cinco minutos iniciais. No entanto, todos eles jogam na perfeição, e é essa química que torna com que a da história se torne apelativa.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O </strong></em><em><strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt1139328/" target="_blank"><em><strong>O Escritor Fantasma</strong></em></a></strong></em> é dos melhores filmes que 2010 já viu e verá, onde a realização descontraída de uma história sem pressas de ser contada, resulta num magnífico exercício de sétima arte a ser levado como exemplo em projectos futuros no que diz respeito a thrillers de qualquer natureza. Isto sim é cinema comercial de autor de qualidade, onde <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000591/" target="_blank">Roman Polanski</a>, tal como um <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000217/" target="_blank">Martin Scorcese</a>, consegue mostrar o seu cunho sem cair em facilitismos lucrativos, e criar pequenas preciosidades dignas de serem relembradas.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em><strong><strong><em><strong>______________________________________________________________________________________</strong></em></strong></strong></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>NOTA:</strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/rating_5star_45.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="138" height="33" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>O MELHOR:</strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;">A deliciosa calma e timing com que tudo ocorre. Tudo parece perfeito e jogar certo. A relembrar os bons velhos filmes de suspense.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>O PIOR:</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Sinceramente, nada a apontar.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>A FRASE:</strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8216;They can&#8217;t drown two ghost writers. You&#8217;re not kittens!&#8217;</em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em><strong><strong><em><strong>______________________________________________________________________________________</strong></em></strong></strong></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><strong><strong><strong>NOS CINEMAS DESDE 15 DE JULHO DE 2010</strong></strong></strong><em><strong><strong><em><strong><br />
</strong></em></strong></strong></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="335" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdxwz7" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="335" src="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdxwz7" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Crítica: «Shrek – Para Sempre!» &#8211; O regresso da saga Shrek</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 15:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema de Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
		<category><![CDATA[Cameron Diaz]]></category>
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		<category><![CDATA[Shrek – Para Sempre!]]></category>
		<category><![CDATA[trailer]]></category>

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		<description><![CDATA[
Nove anos após a sua estreia, depois de acumular milhões de dólares e de fãs com três filmes bem sucedidos, eis que o franchise de Shrek está de regresso e desta vez apresentando um novo elemento, a já célebre tecnologia 3D. Desde 2001 que o ogre verde tem vindo a marcar novos padrões ao nível da animação, sendo apropriado não só para crianças, mas também para adultos, sendo que o recurso a esta nova tecnologia pretende redimir o franchise de um terceiro filme que fez cair a bilheteira em milhões ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-14791  aligncenter" title="shrek-forever-after" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/07/shrek-forever-after1.jpg" alt="" width="585" height="213" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nove anos após a sua estreia, depois de acumular milhões de dólares e de fãs com três filmes bem sucedidos, eis que o <em>franchise</em> de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0892791/" target="_blank"><em><strong>Shrek</strong></em></a> está de regresso e desta vez apresentando um novo elemento, a já célebre tecnologia 3D. Desde <a href="http://www.imdb.com/title/tt0126029/" target="_blank">2001</a> que o ogre verde tem vindo a marcar novos padrões ao nível da animação, sendo apropriado não só para crianças, mas também para adultos, sendo que o recurso a esta nova tecnologia pretende redimir o <em>franchise</em> de um terceiro filme que fez cair a bilheteira em milhões de dólares comparativamente com o segundo capítulo que teve uma facturação superior a 900 milhões de dólares!</p>
<p style="text-align: justify;">O filme demonstra uma crise de meia idade que afecta o personagem principal e que o faz pensar sobre várias opções que tomou no passado e que condicionaram a sua vida futura, nomeadamente no que respeita na sua relação com Fiona (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000139/" target="_blank">Cameron   Diaz</a>) após o nascimento dos seus filhos. Shrek (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000196/" target="_blank">Mike Myers</a>) já não era o ogre assustador para os aldeões, passando a ser uma mera atracção de circo, com uma vida muito monótona e entediante com as tarefas rotineiras condizentes com o papel de pai. O primeiro aniversário dos seus filhos e a festa correspondente a tal acontecimento desencadeia uma série de eventos que culminam num encontro com o malévolo Rumplestiltskin (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0230666/" target="_blank">Walt Dohrn</a>), que o engana e acaba por privar Shrek de tudo o que mais estimava na vida.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/shrek-forever-after-2010.jpg" border="0" alt="Shrek Forever After" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.imdb.com/title/tt0892791/" target="_blank"><em><strong>Shrek  – Para Sempre!</strong></em></a> explora as duas vertentes do mundo <em>Far Far Away</em>, como seria sem Shrek e como é com a presença do ogre. Neste aspecto, o recurso a acontecimentos de filmes passados foi uma excelente ideia do realizador para acentuar o conflito interior existente no personagem principal. A inclusão de personagens de outras histórias de animação como Rumplestiltskin, os três porquinhos, pinóquio, entre outros, serviu para acrescentar uma dimensão superior ao filme, uma vez que são personagens com que muitos de nós se identificam e que acompanharam a infância dos espectadores.</p>
<p style="text-align: justify;">A tecnologia 3D apresentada foi um regalo para os olhos! As florestas apresentam um realismo impressionante, digna dos melhores documentários sobre natureza. As bruxas a voarem nas suas vassouras dão a sensação que vêm em nossa direcção para arremessarem os seus projécteis e as suas correntes. A partir do momento em que colocamos os óculos 3D podemos dizer que mergulhamos na <em>“Dimensão Shrek”</em> e experimentamos uma viagem do outro mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">O enredo tem mais de dramático do que propriamente de cómico, no entanto, não deixa de ter as principais características que Shrek nos tem vindo a habituar. O Burro (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000552/" target="_blank">Eddie  Murphy</a>) continua a apresentar os detalhes musicais, mágicos e caóticos que sempre o celebrizaram e que servem para atormentar a vida do personagem principal. A única crítica a apontar ao enredo é a sua excessiva simplicidade, que parece ser a imagem de marca de filmes onde a tecnologia 3D é bem aplicada. Consiste numa história onde a dicotomia bem/mal está bem vincada e com todas as partes da história bem definidas com introdução, desenvolvimento e a típica conclusão de um filme deste género, com o <em>“felizes para sempre”</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/shrek-forever-after-movie.jpg" border="0" alt="Shrek Forever After" /></p>
<p style="text-align: justify;">Este Shrek demonstra uma evolução como personagem. Em vez de ser o típico e apenas desastrado Shrek, prova ser um ogre com problemas internos e com força para os resolver, apesar da sua vulnerabilidade quando Fiona se encontra em apuros. O Gato das Botas (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000104/" target="_blank">Antonio   Banderas</a>) está uma sombra de si próprio. Muito devido ao facto de só o vermos num mundo “alternativo”, onde o seu personagem é o oposto, um gato barrigudo, sem garra e energia, em moldes muito semelhantes ao de um Garfield sem a lasanha. No entanto, a voz de Banderas e as suas expressões, continuam a ser suficientes para roubar o espectáculo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando recordamos todos os filmes Shrek notamos uma evolução de acordo com as exigências do público. O primeiro capítulo teve aquele toque digno de um filme da <em>Disney</em>, com muita magia, animação e aventura, parecendo a entrada num novo mundo que engolia os espectadores. Quem não se recorda das grandes lutas com o Dragão para salvar a princesa? O segundo filme, embora perdendo um pouco o aspecto da aventura, continuou a salvaguardar a parte das gargalhadas. O terceiro capítulo fez lembrar uma novela mexicana com tanto diálogo inútil e uma história sem sentido, sem momentos de animação com tanta volta em redor da subida ou não ao trono por parte de Shrek. Já este mais recente capítulo pretendeu voltar às origens, com muita aventura e muita concentração no aspecto visual, de forma a voltar a prender o espectador ao <em>franchise</em>, algo que mesmo com um enredo simplista, foi muito bem conseguido e deve-se saudar o realizador por ter voltado a relançar a saga Shrek.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em><strong><strong><em><strong>______________________________________________________________________________________</strong></em></strong></strong></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>NOTA:</strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/rating_5star_35.gif" border="0" alt="Photobucket" width="138" height="31" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>O MELHOR:</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não sendo tão bom como o primeiro filme, este relançou a saga Shrek, sendo uma grande melhoria em relação ao terceiro capítulo. O Burro continua a ser a principal fonte de risadas, onde a sua vertente musical ilumina os restantes personagens. Shrek é um filme que entretém tanto miúdos como graudos por incidir tanto na vertente animada como numa vertente mais intelectual. A tecnologia 3D foi realmente agradável de seguir, com muitos bons pormenores, especialmente ao nível da acção e das florestas.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>O PIOR:</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;">O enredo. O filme é demasiado previsível, o que é bom relativamente à parte final de forma a não desiludir os mais novos, mas a meio seria agradável ter algum suspense. Ao criar um mundo novo era possível acrescentar essa dimensão de surpresa, mas tal acabou por não ser conseguido, perdendo-se essa oportunidade de melhoria.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>A FRASE:</strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><em> “you ar ri – donk – culous!”</em>, pelo Gato das Botas.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em><strong><strong><em><strong>______________________________________________________________________________________</strong></em></strong></strong></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><strong><strong><strong>NOS CINEMAS DESDE 8 DE JULHO DE 2010</strong></strong></strong><em><strong><strong><em><strong><br />
</strong></em></strong></strong></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdpzhi" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="340" src="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdpzhi" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Antevisão: «Shrek &#8211; Para Sempre!» &#8211; O fechar de um ciclo</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 23:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antevisão]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema de Animação]]></category>
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Foi em 2001 que Shrek se deu a conhecer ao mundo. O início dum ciclo para uma das sagas do cinema de animação mais lucrativas de sempre. Esta Quinta-Feira estreia nos cinemas portugueses o capítulo final desse ciclo, mesmo apesar das críticas não serem tão favoráveis como os seus antecessores. No entanto, existe neste quarto filme da saga uma particularidade: o 3D também invadiu o universo do ogre mais famoso do mundo.
Apesar de muitos definirem este Shrek &#8211; Para Sempre! como o mais fraco dos quatro filmes, continua a ser ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-14771  aligncenter" title="shrek-forever-after" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/07/shrek-forever-after.jpg" alt="" width="585" height="210" /></p>
<p style="text-align: justify;">Foi em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0126029/" target="_blank">2001</a> que Shrek se deu a conhecer ao mundo. O início dum ciclo para uma das sagas do cinema de animação mais lucrativas de sempre. Esta Quinta-Feira estreia nos cinemas portugueses o capítulo final desse ciclo, mesmo apesar das críticas não serem tão favoráveis como os seus antecessores. No entanto, existe neste quarto filme da saga uma particularidade: o 3D também invadiu o universo do ogre mais famoso do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de muitos definirem este <a href="http://www.imdb.com/title/tt0892791/" target="_blank"><em><strong>Shrek &#8211; Para Sempre!</strong></em></a> como o mais fraco dos quatro filmes, continua a ser inegável o facto de permitir aos espectadores alguns bons momentos de boa disposição com as suas personagens. Ainda assim, um filme de animação não se faz nem se julga apenas pelas piadas, o que levou a <em>Variety</em> e o <em>The Hollywood Reporter</em> a falar deste Shrek como algo cansativo e pouco original. No entanto, é na legião de fãs que a saga tem em todo o mundo que Shrek ganha a sua força, e é certamente uma boa base para a <em>DreamWorks Animation</em> continuar projectos futuros com o valor financeiro que foi ganhando desde 2001 quando surgiu o primeiro filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Relativamente à história, Shrek, depois de se ter tornado pai de família, é levado a fazer um pacto com o falinhas mansas,  Rumpelstiltskin. Após esse pacto estar concluído, Shrek vê depois o seu mundo virado do avesso onde a sua terra, Bué-Bué Longe, é dominada por Rumpelstiltskin e vê os ogres a serem perseguidos. A juntar a isto, Shrek tem que conquistar novamente a sua mulher Fiona, e os seus amigos não o reconhecem. Ele luta para resolver o mal e trazer paz e harmonia ao reino de Bué-Bué Longe.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0892791/" target="_blank"><em><strong>Shrek &#8211; Para Sempre!</strong></em></a></strong></em> já estreou mundialmente em vários sítios (Portugal é mesmo dos últimos a recebe-lo nos cinemas), e chega ao nosso país na sua versão original e dobrado em português. No elenco original conta com as vozes do costume: <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000196/" target="_blank">Mike Myers</a>,  <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000139/" target="_blank">Cameron  Diaz</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000104/" target="_blank">Antonio  Banderas</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000552/" target="_blank">Eddie Murphy</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000267/" target="_blank">Julie Andrews</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0005493/" target="_blank">Justin  Timberlake</a>. Quanto à portuguesa, é possível &#8220;ouvir&#8221; as vozes de: <span style="color: #800000;">André Maia</span>, <span style="color: #800000;">Carmen Santos</span>, <span style="color: #800000;">Cláudia Cadima</span>, <span style="color: #800000;">José Jorge Duarte</span>, <span style="color: #800000;">Paulo Oom</span>, <span style="color: #800000;">Rui Mendes</span>, <span style="color: #800000;">Rui Paulo</span> e <span style="color: #800000;">Rui Unas</span>.</p>
<p style="text-align: justify;">Como já foi dito em cima, o 3D é talvez a principal novidade deste quarto filme, sendo que pode ser visto nesta tecnologia nos cinemas seleccionados. <em><strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0892791/" target="_blank"><em><strong>Shrek &#8211; Para Sempre!</strong></em></a></strong></em> estreia hoje nos cinemas de todo o país, e o Ante-Cinema fará a sua respectiva crítica muito brevemente.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>NOS CINEMAS A 8 DE JULHO</strong></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>(BREVEMENTE A NOSSA CRÍTICA)</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdpzhi" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="340" src="http://www.dailymotion.com/swf/video/xdpzhi" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Os 15 filmes obrigatórios para o terceiro trimestre de 2010</title>
		<link>http://www.ante-cinema.com/2010/07/os-15-filmes-obrigatorios-para-o-terceiro-trimestre-de-2010/</link>
		<comments>http://www.ante-cinema.com/2010/07/os-15-filmes-obrigatorios-para-o-terceiro-trimestre-de-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 02:25:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ponte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8216;Inception&#8217;, o destaque número #1 de Julho &#8211; Setembro
Dando seguimento a uma recente tradição do Ante-Cinema, e tendo em conta que o mês de Julho já chegou, é tempo de compilar a lista dos filmes mais aguardados da nossa parte no que ao próximo trimestre diz respeito. Depois de uns três meses muito calmos, &#8216;fraquitos&#8217; mesmo, em termos de qualidade (com a excepção, talvez, de Kick-Ass e alguns outros títulos que poucas pessoas levaram ao cinema), marcados inevitavelmente pela estreia de Um Funeral à Chuva, é agora a altura da época de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-14683    aligncenter" title="inception" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/07/inception.jpg" alt="" width="585" height="215" /><span style="color: #800000;"><em>&#8216;Inception&#8217;, o destaque número #1 de Julho &#8211; Setembro</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">Dando seguimento a uma recente tradição do <span style="color: #800000;"><strong>Ante-Cinema</strong></span>, e tendo em conta que o mês de Julho já chegou, é tempo de compilar a lista dos filmes mais aguardados da nossa parte no que ao próximo trimestre diz respeito. Depois de uns três meses muito calmos, &#8216;fraquitos&#8217; mesmo, em termos de qualidade (com a excepção, talvez, de <strong><em><a href="Kick-Ass" target="_blank">Kick-Ass</a> </em><span style="font-weight: normal;">e alguns outros títulos que poucas pessoas levaram ao cinema</span></strong>), marcados inevitavelmente pela estreia de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1621201/" target="_blank">Um Funeral à Chuva</a></em></strong>, é agora a altura da época de verão, particularmente querida dos grandes &#8216;tubarões&#8217; de Hollywood. Uma época de desocupação por parte de milhões de crianças e adolescentes, estes três meses caracterizam-se sempre pela quantidade avultada de <em>blockbusters</em>, e 2010 não parece ser excepção.</p>
<p style="text-align: justify;">Dito isso, também não é menos verdade que não faltarão oportunidades de se ver bom cinema. A nossa lista, como sempre, pretende alcançar um equilíbrio saudável entre o comercial, não ignorando que Hollywood domina a indústria (nem tentando dissuadir ninguém de ver seja que filme for), e alguns títulos de carácter e natureza diferentes, eventualmente menos conhecidos da maioria das pessoas mas tão merecedores do tempo e dinheiro de qualquer cinéfilo ou ocasional visitante do cinema. Por razões óbvias, a lista contempla apenas filmes com estreia prevista e/ou confirmada em Portugal (datas sempre sujeitas a alterações), estando por isso limitada. Os leitores estão, naturalmente, convidados a deixar as suas opiniões, dizendo-nos os filmes que aguardam com mais expectativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem mais demoras, aqui fica a lista dos <span style="color: #800000;"><strong><span style="text-decoration: underline;">15 filmes que não pode perder entre Julho e Setembro</span>:</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/filho.png" border="0" alt="Photobucket" width="168" height="239" /><span style="color: #800000;"><strong><em><strong>MEU FILHO, OLHA O QUE FIZESTE!</strong></em></strong>, de Werner Herzog</span></p>
<p style="text-align: justify;">Presente no <a href="http://www.ante-cinema.com/category/indielisboa/" target="_blank">IndieLisboa&#8217;10</a>, <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1233219/" target="_blank">My Son, My Son, What Have Ye Done</a><strong> </strong></em><span style="font-weight: normal;">é um dos dois filmes que <a title="http://www.imdb.com/name/nm0001348/" href="http://www.facebook.com/note_redirect.php?note_id=392806268329&amp;h=53ec3a0c9765c2db190a9eda60cfd459&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.imdb.com%2Fname%2Fnm0001348%2F" target="_blank">Werner Herzog</a> realizou em 2009. Um filme negligenciado pela crítica mas ao mesmo tempo essencial, nem que seja pela presença de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000186/" target="_blank">David Lynch</a> como produtor executivo, que conta a história verídica de um homem (interpretado pelo fabuloso <a href="http://www.imdb.com/title/tt1233219/" target="_blank">Michael Shannon</a>) que assassinou a mãe com uma espada. O elenco conta também com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000353/" target="_blank">Willem Dafoe</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001721/" target="_blank">Chloë Sevigny</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0671567/" target="_blank">Michael Peña</a>.</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a 8 de Julho (crítica Ante-Cinema para breve)</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/shrekforeverafter2.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="167" height="249" /><span style="color: #800000;"><strong><em>SH</em></strong></span><span style="color: #800000;"><strong><em>REK </em></strong></span><span style="color: #800000;"><strong><em>PARA SEMPRE</em></strong>, de Mike Mitchell</span></p>
<p style="text-align: justify;">Quarto e último filme do imensamente lucrativo <em>franchise </em>da <em>DreamWorks </em>(depois do fantástico <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0892769/" target="_blank">How to Train Your Dragon</a></em></strong>) sobre aquele que é, certamente, o ogre mais famoso do mundo. <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0892791/" target="_blank">Shrek Forever After</a> </em><span style="font-weight: normal;">conjuga a oportunidade de facturar por uma última vez nas bilheteiras de todo o mundo e a necessidade de fornecer a miúdos e graúdos uma despedida de Shrek, Princesa Fiona e <em>Donkey</em>. Nunca será um filme memorável no que à animação diz respeito, em 2010, até porque também há <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">.</span></span></em></strong></span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a 8 de Julho </strong></span><span style="color: #800000;"><strong>(crítica  Ante-Cinema para breve)</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/dogtooth.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="167" height="241" /><span style="color: #800000;"><strong><em>CANINO</em></strong>, de Giorgos Lanthimos</span></p>
<p style="text-align: justify;">Premiado em Cannes na secção <em>Un Certain Regard</em> e vencedor do Grande Prémio do <span style="color: #800000;">Estoril Film Festival</span> em 2009, <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1379182/" target="_blank">Canino</a></em></strong> (<span style="color: #800000;"><strong><em>Doogtooth</em></strong></span> no seu título inglês) representa uma oportunidade única para a cinefilia portuguesa: ver um filme grego numa sala de cinema. Aclamado pela crítica internacional, é a terceira longa-metragem do cineasta grego <a href="http://www.imdb.com/name/nm0487166/" target="_blank">Giorgos Lanthimos</a> e chega rotulado como um retrato de família que capta o lado doentio das sociedades contemporâneas&#8230;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a </strong><strong>8 de Julho</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/theghostwriter2.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="168" height="248" /><span style="color: #800000;"><strong><em>O ESCRITOR FANTASMA</em></strong>, de Roman Polanski</span></p>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente apontado como um dos grandes filmes de 2010, acabando por desaparecer um pouco do mapa, <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1139328/" target="_blank">The Ghost Writer</a></em></strong> estreou nos E.U.A na mesma semana que <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1130884/" target="_blank">Shutter Island</a></em></strong>, o que talvez possa explicar o seu pouco sucesso comercial em terras de <em>tio Sam</em>. Outra possível explicação é o facto de ser um filme de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000591/" target="_blank">Roman Polanski</a>. Considerado por muitos um dos melhores do ano, parece ser um <em>thriller </em>diferente do de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000217/" target="_blank">Martin Scorsese</a>. Esperemos que seja tão bom.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a </strong><strong>15 de Julho</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/A_Origem.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="169" height="239" /><span style="color: #800000;"><strong><em>A ORIGEM</em></strong>, de Christopher Nolan</span></p>
<p style="text-align: justify;">Seguramente o filme mais aguardado de 2010, o regresso de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0634240/" target="_blank">Christopher Nolan</a>, 2 anos apenas depois de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0468569/" target="_blank">The Dark Knight</a></em></strong>, nunca seria algo levado levianamente por ninguém, especialmente tendo em conta a qualidade elevadíssima dos seis filmes que fez até hoje e do elenco fenomenal deste seu regresso (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000138/" target="_blank">Leonardo DiCaprio</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0330687/" target="_blank">Joseph Gordon-Levitt</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0680983/" target="_blank">Ellen Page</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0182839/" target="_blank">Marion Cotillard</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0614165/" target="_blank">Cillian Murphy</a>, etc.). Uma inteligente e faseada campanha de promoção fez o resto. E faltam pouco mais de 2 semanas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a </strong><strong>22 de Julho </strong></span><span style="color: #800000;"><strong>(crítica  Ante-Cinema para breve)</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/contraluz.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="172" height="244" /><span style="color: #800000;"><strong><em>CONTRALUZ</em></strong>, de Fernando Fragata</span></p>
<p style="text-align: justify;">Se <a href="http://www.imdb.com/title/tt1621201/" target="_blank"><strong><em>Um Funeral à Chuva</em></strong></a> sacudiu um pouco com o cinema português, <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1326238/" target="_blank">Contraluz</a></em></strong> promete dar-lhe a visibilidade internacional com que tanto sonhamos ano após ano. Rodado em território americano, o filme é uma clara tentativa de facturar no mercado mais poderoso do mundo, mas também um seguimento natural na carreira de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0289578/" target="_blank">Fernando Fragata</a> (depois de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0310029/" target="_blank"><em><strong>Pulsação Zero</strong></em></a> e <em><strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0420211/" target="_blank">Sorte Nula</a><span style="font-weight: normal;">, <span style="font-style: normal;">filmes muito &#8216;americanizados&#8217;). A curiosidade é imensa, especialmente depois do famoso <a href="http://www.ante-cinema.com/2010/03/mensagem-especial-de-antonio-feio-no-trailer-de-%C2%ABcontraluz%C2%BB/" target="_blank">trailer</a>/mensagem de </span></span></strong><span style="color: #800000;"><span style="font-weight: normal;"><span style="font-style: normal;">António Feio</span></span></span><strong><span style="font-weight: normal;"><span style="font-style: normal;">. </span></span></strong></em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a </strong><strong>22 de Julho </strong></span><span style="color: #800000;"><strong>(crítica  Ante-Cinema para breve)</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/soldadosdafortuna2.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="172" height="252" /><span style="color: #800000;"><strong><em>SOLDADOS DA FORTUNA</em></strong>, de Joe Carnahan</span></p>
<p style="text-align: justify;">23 anos depois do último episódio de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0084967/" target="_blank"><strong><em>&#8220;The A-Team&#8221;</em></strong></a>, série de culto que se manteve no ar durante mais de duas décadas, chega-nos finalmente uma das adaptações cinematográficas mais aguardadas de sempre. Chega-nos pelas mãos de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0138620/" target="_blank">Joe Carnahan</a>, cujo <em><strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0475394/" target="_blank">Smokin&#8217; Aces</a></strong></em> serve de bom presságio em termos de acção e comédia, e conta com um elenco estranhíssimo, onde se destacam: <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000553/" target="_blank">Liam Neeson</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm1663205/" target="_blank">Sharlto Copley</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0004754/" target="_blank">Jessica Biel</a> e um ex-lutador de <em>MMA </em>(<a href="http://www.imdb.com/name/nm1961693/" target="_blank">Quinton &#8216;Rampage&#8217; Jackson</a>) como B.A. Baracus, papel lendário de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001558/" target="_blank">Mr. T</a>.<span style="line-height: normal; font-size: small;"><br />
</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a </strong><strong>29 de Julho</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/toy-story-3-poster-com-todos.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="173" height="256" /><span style="color: #800000;"><strong><em>TOY STORY 3</em></strong>, de Lee Unkrich</span></p>
<p style="text-align: justify;">Provavelmente em número dois, estivesse esta lista por ordem de antecipação e entusiasmo. <em><strong><span style="color: #800000;">Toy Story</span> </strong><span style="font-style: normal;">(independentemente de qual filme) tem, para milhões de pessoas, um significado que ultrapassa o cinema. A oportunidade de crescer e ver um filme que significou o mundo, a dada altura da vida, crescer connosco é</span> </em>algo único, que não pode ser sub-valorizado. <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a> </em><span style="font-weight: normal;">fará muita gente chorar. Falaremos mais acerca dele no especial sobre a </span><span style="color: #800000;">Pixar</span> <span style="font-weight: normal;">que temos agendado para breve.</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a </strong><strong>29 de Julho </strong></span><span style="color: #800000;"><strong>(crítica  Ante-Cinema para breve)</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/airbender2.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="175" height="259" /><span style="color: #800000;"><strong><em>O ÚLTIMO AIRBENDER</em></strong>, de M. Night Shyamalan</span></p>
<p style="text-align: justify;">O mais impressionante acerca de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0796117/" target="_blank">M. Night Shyamalan</a> é o facto de este não fazer um bom filme há oito anos e, mesmo assim, dele se esperar mundos e fundos sempre que estreia um novo filme. <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0938283/" target="_blank">O Último Airbender</a> </em><span style="font-weight: normal;">não é excepção. A sua mais recente história de aventura e fantasia (os temas mais negros parecem estar definitivamente ultrapassados) perfila-se como mais uma grande fonte de desilusão (basta dizer que no <a href="http://www.rottentomatoes.com/m/last_airbender/" target="_blank">Rotten Tomatoes</a> a classificação é de 9%). Mas não há quem não o queira ver.</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a </strong><strong>12 de Agosto</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/Salt1.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="176" height="250" /><span style="color: #800000;"><strong><em>SALT</em></strong>, de Phillip Noyce</span></p>
<p style="text-align: justify;">Admitamos: nada do que <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001401/" target="_blank">Angelina Jolie</a> fez depois de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0146316/" target="_blank">Lara Croft: Tomb Raider</a></em></strong> não foi digno de destaque. Mas a verdade é que <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0944835/" target="_blank">Salt</a> </em><span style="font-weight: normal;">parece ter tudo para entreter, cativar e desafiar qualquer apreciador de um bom <em>thriller </em>com doses reforçadas de acção e paranóia. Realizado pelo australiano <a href="http://www.imdb.com/name/nm0637518/" target="_blank">Phillip Noyce</a> (<em><strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0252444/" target="_blank">Rabbit-Proof Fence</a></strong></em>, </span><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0258068/" target="_blank">The Quiet American</a></em><span style="font-weight: normal;">) e escrito por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0934483/" target="_blank">Kurt Wimmer</a> (</span><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0238380/" target="_blank">Equilibrium</a></em><span style="font-weight: normal;">), talento não falta e, a julgar pelo <a href="http://www.ante-cinema.com/2010/04/novo-trailer-de-%C2%ABsalt%C2%BB-com-angelina-jolie/" target="_blank">trailer</a>, Jolie aparece em tão &#8211; ou melhor &#8211; forma que em </span><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0493464/" target="_blank">Wanted</a></em><span style="font-weight: normal;">.</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a </strong><strong>19 de Agosto</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/whipit2.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="177" height="261" /><span style="color: #800000;"><strong><em>WHIP IT</em></strong>, de Drew Barrymore</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><a href="Whip It" target="_blank">Whip It</a></em></strong> (<span style="color: #800000;"><strong><em>Sobre Rodas</em></strong></span>, no título português) estreou nos E.U.A em Outubro de 2009, mas é o tipo de filme pelo qual vale a pena esperar. Estreia de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000106/" target="_blank">Drew Barrymore</a> como realizadora, é um retrato e tributo ao <em>roller derby</em>,<em> </em>rodado em Austin, Texas e capturando na perfeição a <em>vibe </em>típica daquela cidade<em>. </em>Tem <a href="http://www.imdb.com/name/nm0680983/" target="_blank">Ellen Page</a> no papel principal, acompanhada por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001315/" target="_blank">Marcia Gay Harden</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm1325419/" target="_blank">Kristen Wiig</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000496/" target="_blank">Juliette Lewis</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm1057928/" target="_blank">Zoe Bell</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0266422/" target="_blank">Jimmy Fallon</a> e a própria Barrymore.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a </strong><strong>19 de Agosto</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/sorcerers2.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="178" height="262" /><span style="color: #800000;"><strong><em>O APRENDIZ DE FEITICEIRO</em></strong>, de Jon Turteltaub</span></p>
<p style="text-align: justify;">Um filme de &#8216;família&#8217;, à semelhança de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0892791/" target="_blank">Shrek Forever After</a>, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0963966/" target="_blank">The Sorcerer&#8217;s Apprentice</a> </em><span style="font-weight: normal;">dá continuidade à colaboração entre </span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0005509/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">Jon Turteltaub</span></a><span style="font-weight: normal;"> e </span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000115/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">Nicolas Cage</span></a><span style="font-weight: normal;"> (depois de </span><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0368891/" target="_blank">National Treasure</a></em><span style="font-weight: normal;"> e respectiva </span><a href="http://www.imdb.com/title/tt0465234/" target="_blank"><em>sequela</em></a><span style="font-weight: normal;">) e marca o regresso de Cage ao cinema </span><em><span style="font-weight: normal;">popcorn</span></em><span style="font-weight: normal;">, depois de </span><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1250777/" target="_blank">Kick-Ass</a></em><span style="font-weight: normal;">. Parece oferecer o mesmo que os dois filmes mencionados: acção, aventura, comédia e fantasia veranil.</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a 19 de Agosto</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/OsMercenrios.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="178" height="254" /><span style="color: #800000;"><strong><em>OS MERCENÁRIOS</em></strong>, de Sylvester Stallone</span></p>
<p style="text-align: justify;">Outro grande destaque de 2010, <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1320253/" target="_blank">The Expendables</a></em></strong> pode ser descrito como uma bomba-relógio de testosterona. Qualquer filme que tenha no seu elenco estrelas de acção intemporais como <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000230/" target="_blank">Sylvester Stallone</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0005458/" target="_blank">Jason Statham</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001472/" target="_blank">Jet Li</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000616/" target="_blank">Eric Roberts</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000620/" target="_blank">Mickey Rourke</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000246/" target="_blank">Bruce Willis</a> o seria. E tudo isto sem sequer falar em <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000216/" target="_blank">Arnold Schwarzenegger</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a 23 de Agosto</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;">______________________________________________________________________________________</span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/predators2.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="180" height="267" /><span style="color: #800000;"><em><strong>P</strong></em><em><strong>REDADORES</strong></em>, de Nimród Antal</span></p>
<p style="text-align: justify;">Falámos sobre <a href="http://www.imdb.com/title/tt1424381/" target="_blank"><strong><em>Predators</em></strong></a> há bem pouco tempo (<a href="http://www.ante-cinema.com/2010/06/novo-trailer-internacional-de-%C2%ABpredators%C2%BB-produzido-por-robert-rodriguez/" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://www.ante-cinema.com/2010/06/novo-clip-exclusivo-de-%C2%ABpredators%C2%BB/" target="_blank">aqui</a>), por isso pouco ou nada há a acrescentar. Excepto talvez que a música do filme é composta por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0002201/" target="_blank">John Debney</a>, que compôs para filmes como <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0112760/" target="_blank">A Ilha das Cabeças Cortadas</a></em></strong>, <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0335345/" target="_blank">A Paixão de Cristo</a></em></strong> (pelo qual foi nomeado para um <em>Óscar</em>) e<strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0401792/" target="_blank"> Sin City</a></em></strong>.  Mais uma razão de interesse, portanto.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a 26 de Agosto</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;">______________________________________________________________________________________</span></p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/wallstreet2.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="181" height="266" /><span style="color: #800000;"><strong><em>WALL STREET: O DINHEIRO NÃO PÁRA</em></strong>, de Oliver Stone</span></p>
<p style="text-align: justify;">Exibido fora de competição no <span style="color: #800000;">Festival de Cannes</span> deste ano (falámos sobre ele <a href="http://www.ante-cinema.com/2010/05/festival-de-cannes-2010-dia-3-140510/" target="_blank">aqui</a>) <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1027718/" target="_blank">Wall Street: Money Never Sleeps</a></em></strong> nunca &#8216;descolou&#8217; verdadeiramente, com o público a não aderir tão bem como seria de esperar, tal a fama e o sucesso do <a href="http://www.imdb.com/title/tt0094291/" target="_blank">original</a> de 1987. A crítica, contudo, não deixou de elogiar <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000231/" target="_blank">Oliver Stone</a> pela forma como adaptou a história sobre ganância e poder ao século XXI.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estreia em Portugal a </strong><strong>23 de Setembro</strong></span></p>
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			<wfw:commentRss>http://www.ante-cinema.com/2010/07/os-15-filmes-obrigatorios-para-o-terceiro-trimestre-de-2010/feed/</wfw:commentRss>
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