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	<title>Ante-Cinema &#187; Entrevistas</title>
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		<title>Entrevistas a Lee Unkrich e Darla K. Anderson («Toy Story 3»)</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 07:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ponte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema de Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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Durante o último mês, Lee Unkrich e Darla K. Anderson, realizador e produtora de Toy Story 3, respectivamente, têm viajado por alguns países da Europa a promover o mais recente filme da Pixar. Numa digressão carinhosamente apelidada por Unkrich, no seu Twitter, como &#8220;Big Baby World Tour&#8220; (referência a uma das novas personagem que esta segunda sequela introduz), os dois começaram por França, seguindo-se Alemanha, Grécia, Suiça e Irlanda. Depois de Dublin, seguiu-se a sexta paragem da comitiva, antes de seguirem para Espanha e Reino Unido, onde acabaria a digressão: Portugal.
Numa iniciativa promovida ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-15160  aligncenter" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/07/toy-story-31.jpg" alt="" width="585" height="227" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13.3333px;">Durante o último mês, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0881279/" target="_blank">Lee Unkrich</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0026565/" target="_blank">Darla K. Anderson</a>, realizador e produtora de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a></em></strong>, respectivamente, têm viajado por alguns países da Europa a promover o mais recente filme da <em>Pixar</em>. Numa digressão carinhosamente apelidada por Unkrich, no seu <a href="http://twitter.com/leeunkrich" target="_blank">Twitter</a>, como <span style="color: #800000;">&#8220;</span><em><span style="color: #800000;">Big Baby World Tour</span></em><span style="color: #800000;">&#8220;</span> (referência a uma das novas personagem que esta segunda sequela introduz), os dois começaram por França, seguindo-se Alemanha, Grécia, Suiça e Irlanda. Depois de Dublin, seguiu-se a sexta paragem da comitiva, antes de seguirem para Espanha e Reino Unido, onde acabaria a digressão: Portugal.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Numa iniciativa promovida pela <em><span style="color: #800000;">ZON Lusomundo</span></em>, Unkrich e Anderson (inspiração para a personagem de Darla (a miúda irritante, sobrinha do dentista) em <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0266543/" target="_blank">À Procura de Nemo</a></em></strong>, criada por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0004056/" target="_blank">Andrew Stanton</a> como &#8216;vingança&#8217; por muitas partidas por ela infligidas) passaram dois dias em Portugal, um dos quais no Hotel da Lapa, em Lisboa, onde deram uma curta mas divertida conferência de imprensa, seguida de uma tarde de entrevistas.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong><span style="color: #800000;">Ante-Cinema</span></strong> esteve à conversa com ambos que, sempre imensamente e igualmente participativos e simpáticos, falaram sobre <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank">Toy Story 3</a><span style="font-style: normal; font-weight: normal;">, dando a conhecer como foi fazer este terceiro filme de uma das sagas mais amadas da história do cinema de animação, 15 anos depois da estreia do primeiro. Antes da estreia do filme (e da nossa crítica) fica o aviso de alguns possíveis </span><span style="font-weight: normal;">spoilers</span><span style="font-style: normal; font-weight: normal;">, apesar de pouco significativos, pois tendo visionado o filme para o efeito, algumas perguntas tinham mesmo que ser feitas. Espero apenas que as suas respostas inspiradoras possam vir a significar tanto para alguns leitores como significaram para quem as colocou. Sem mais demoras, as duas entrevistas em baixo:</span></em></strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><strong><span style="color: #800000;">- LEE UNKRICH (REALIZADOR) -</span></strong></span></em></h2>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><strong><span style="color: #800000;"><br />
<img class="aligncenter" src="http://i172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/P7030112.jpg" border="0" alt="Photobucket" /></span></strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">ANTE-CINEMA (AC)</span></span></strong><strong><span style="color: #800000;">: A maior façanha de </span></strong><strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Toy Story 3</span></a></em></strong><strong><span style="color: #800000;"> é, em minha opinião, o quão reconhecível o filme é. O quão palpável consegue ser. Como é possível? 11 anos depois do segundo filme, como conseguiu – não apenas técnica ou visualmente – voltar a criar esse laço com o público?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LEE UNKRICH (LU)</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Bem, penso que em parte porque o público já adora as personagens, certo? A maioria das pessoas já viu <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0114709/" target="_blank">Toy Story</a></em></strong> e <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0120363/" target="_blank">Toy Story 2</a></em></strong>. Sei que nem toda a gente, mas muitas pessoas já viram por isso o meu trabalho ficou facilitado porque estávamos em cima dos ombros desses dois filmes. Mas claro que precisávamos de trabalhar arduamente para não nos repetirmos a nós próprios, para fazer algo novo que ainda assim fosse reconhecível. E foi aí que se tornou difícil. Por isso é que a história levou dois anos e meio a escrever, porque passámos muito tempo a tentar perceber como criar uma história que fosse divertida mas que não parecesse repetir-se a si própria, que fosse familiar, mas nova.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: A parte difícil?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sim. E como o conseguimos? Não sei. [<em>risos</em>] De forma muito lenta e cuidadosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Mas o filme é, no fundo, sobre crescer, creio. Sobre seguir em frente?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sim, em vários sentidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Penso que, naquela cena em que o </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0002487/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Andy</span></a><span style="color: #800000;"> dá os seus brinquedos à Bonnie</span><span style="color: #800000;">, conseguimos sentir um pouco a vossa própria relutância em abandonar a história. Não abandonar, mas deixá-la para trás. Foi difícil para si, tendo estado envolvido desde o início?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>Sim, houve sem dúvida uma quota disso. É duro dizer adeus às personagens porque trabalhámos com elas durante tanto tempo e elas são como família para nós. Por isso tentámos ser muito verdadeiros em relação a isso e podemos ver isto como, literalmente, a nossa tentativa em dizer adeus às personagens. Mas penso que a principal razão pela qual as pessoas acham aquela cena tão emotiva é que deixar de ser um miúdo é algo duro e traumático, certo? Crescer e tornar-se um adulto é… as crianças querem ser adultos, querem crescer, serem levadas a sério pelos seus pais e querem começar a ter a liberdade de ser adulto, mas fazer na realidade essa transição é difícil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Digo isto porque a </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;"> é, em muitos sentidos, ingenuidade, entusiasmo típico das crianças. E podemos ver isso no Andy. Eles, o Andy e a </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;">, reflectem-se um ao outro.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Tem a ver com isso. E é por isso que é tão emotivo, porque há aquela dificuldade em tornar-se um adulto mas ao mesmo tempo muitos adultos passam as suas vidas a tentar recuperar as suas infâncias. Verás isso quando fores mais velho, passas muito tempo a pensar e a desejar que fosses novamente criança, a desejar que não tivesses que ter todos os problemas e as responsabilidades de ser adulto. Acho que é por isso que as pessoas acham o filme tão afectante, porque fala de forma tão específica àquele momento de deixar a infância.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Outro aspecto que tem sido apontado, nomeadamente em críticas, é o quão negro o filme consegue ser, o quão mais pesado certas partes conseguem ser. Talvez pelo facto de ser sobre crescer…</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sim. Quer dizer, ouço as pessoas a usar muito a palavra ‘negro’ e tento sempre corrigir isso porque pessoalmente não o considero um filme negro. É um filme divertido. Mas é emotivo. Acho que é intenso, por vezes, e é verdade. A história que contámos levou-nos a um lugar que consegue tornar-se muito intenso, perto do fim, sem dúvida. E sabíamos que era intenso, mas também sentimos que era a forma certa, a coisa certa a fazer no clímax da história. Tentámos ser verdadeiros e fazer com que as pessoas se conseguissem identificar, não fazer com que parecesse um <span style="color: #800000;">“</span><em><span style="color: #800000;">movie moment</span></em><span style="color: #800000;">”</span>, mas sim algo real. Acho que as pessoas são apanhadas de surpresa porque não estão à espera que o filme cause nelas emoções tão fortes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Uma das coisas que se tem ouvido dos fãs da </span><em><span style="color: #800000;">Pixar </span></em><span style="color: #800000;">é, em relação à cena do incinerador, que se trata da coisa mais bonita que a </span><em><span style="color: #800000;">Pixar </span></em><span style="color: #800000;">já fez até hoje. Compreende essa perspectiva, esse argumento?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sim…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Não é uma comparação com os outros filmes…</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Não, eu sei. Quer dizer, sem dúvida que… nós sabíamos, com aquela cena, que estávamos a fazer algo excepcional. E não apenas no panteão dos filmes <em>Pixar</em>, mas no cinema em geral. Não acho que haja muitos momentos como aquele, que sejam uma experiência tão intensa. Mesmo eu, que realizei o filme, perto do final quando estava tudo aceso e tínhamos a música e tudo, e tendo que ver o filme muitas vezes pois estávamos a ultimar tudo, comecei a aperceber-me que me emocionava muito ao ver aquela cena se deixasse entregar-me e tentasse colocar-me na posição do típico membro do público que não sabia que aquilo iria acontecer, era muito afectante. E pensei: <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">se está a ter este efeito em mim quando vejo, sabendo que fui eu que o fiz e sabendo o que vai acontecer</span></em><span style="color: #800000;"> [</span><em><span style="color: #800000;">risos</span></em><span style="color: #800000;">] </span><em><span style="color: #800000;">então posso apenas imaginar como as pessoas que não sabem o que vai acontecer irão reagir.</span></em><span style="color: #800000;">»</span>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Em relação às referências e aos sempre-agradáveis </span><em><span style="color: #800000;">easter eggs</span></em></strong><strong><span style="color: #800000;">, mas especialmente a referência ao </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0026900/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Totoro</span></a><span style="color: #800000;">. Sei que o </span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0005124/" target="_blank"><span style="color: #800000;">John Lasseter</span></a><span style="color: #800000;"> é um fã de [</span></strong><strong><span style="color: #800000;">Hayao</span></strong><strong><span style="color: #800000;">] </span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0594503/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Miyazaki</span></a><span style="color: #800000;">, aquela homenagem veio directamente dele?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>Não, somos todos fãs de Miyazaki. Mas para ser justo, o John pôs-nos a muitos de nós no caminho de Miyazaki pela primeira vez porque é fã desde há muito tempo, desde <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0092067/" target="_blank">Laputa</a></em></strong> e os primeiros seus filmes, mas todos nós viemos a adorá-lo e a ser influenciados por ele. A razão pela qual aquela cena aconteceu foi que o <a href="http://www.imdb.com/name/nm1578335/" target="_blank">Michael Arndt</a>, o meu argumentista, estava a escrever pela primeira vez uma cena no quarto da Bonnie e tinha que inventar um monte de brinquedos para estarem no quarto dela, por isso inventou muitos – um coelho e mais não sei o quê – dos quais a maioria nem tem nada a ver com o que aparece no filme, mas ele criou um brinquedo Totoro porque é também um fã de Miyazaki. Então o Michael escreveu o Totoro como sendo um dos brinquedos e eu pensei que era divertido como uma piada, mas depois pensei: <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">aquilo podia ser uma espécie de homenagem perfeita à amizade entre o John e o Miyazaki e entre os nossos estúdios</span></em><span style="color: #800000;">»</span>, então contactámos o Miyazaki e o seu produtor [Toshio] <a href="http://www.imdb.com/name/nm0840699/" target="_blank">Suzuki</a>-<em>san</em>, dissemos-lhe o que queríamos fazer e felizmente eles estavam abertos a isso. E o Miyazaki visitou mesmo o estúdio e a dada altura eu mostrei-lhe o Totoro no computador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Qual foi a sua reacção?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Bem, eu não sabia como ele iria reagir, ele é muito quieto, mas mostrámos-lhe uma espécie de viragem do Totoro no computador e ele olhou para ele e deixou sair um simples <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">huh</span></em><span style="color: #800000;">»</span> [<em>aceno</em>] Foi a sua aprovação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Mas o trabalho de Miyazaki leva-nos à questão do 3-D e do CGI. A </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;"> fez o seu primeiro filme em 3-D apenas o ano passado (</span><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1049413/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Up</span></a></em><span style="color: #800000;">) por isso, usando o seu exemplo, concorda que algumas das bases da animação, como o desenho à mão e o </span><em><span style="color: #800000;">stop-motion</span></em><span style="color: #800000;">, estão a ficar para trás?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>Acho que não. Nós estamos a fazer exactamente o que queríamos, isso não mudou de todo. E não permitimos que o 3-D, o Estereoscópio 3-D, influenciasse nenhuma das nossas decisões. Continuamos a fazer filmes da mesma forma como sempre fizemos, e sei que as pessoas os verão de formas diferentes. Algumas pessoas vê-los-ão em 3-D, outras pessoas odeiam 3-D. E não há problema, podem ver sem ser em 3-D. E outras pessoas adoram 3-D. O que eu não quero fazer são coisas não autênticas apenas pelo 3-D, porque isso é tonto e nenhum de nós fazemos isso na <em>Pixar</em>. Mas em termos de algo estar a perder-se, não acho que nada esteja a ser perdido. Acho que algo está a ser perdido quando se permite que a carroça seja posta à frente dos bois.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Mas, usando novamente o exemplo de Miyazaki, ele não permite mesmo que uma certa percentagem dos seus filmes seja gerado via computador. É certamente uma forma diferente de se fazer animação?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Ele é também um criador singular. De uma forma muito diferente da que nós fazemos os nossos filmes. Ele faz arte maravilhosa e eu não quero que ele faça nada que traia isso porque eu adoro os seus filmes. Mas o <span style="color: #800000;">John Lasseter</span> sempre adorou 3-D, a <em>Pixar </em>fazer 3-D agora pouco tem a ver com o facto de toda a gente o estar a fazer. As fotos de casamento do John foram em 3-D. Ele fez uma versão de <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0091455/" target="_blank">Luxo Jr.</a></em></strong> em 3-D. <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0097674/" target="_blank">Knick Knack</a></em></strong> foi feito para ser em 3-D. Por isso ele sempre quis fazê-lo e é apenas hoje, com salas de projecção digital, que finalmente o podemos pôr em prática, em grande. Mesmo pessoas que não gostam de 3-D não podem negar o facto de que a projecção digital de filmes é uma forma melhor de se ver um filme do que em 35mm. Por isso, o 3-D ajudou a empurrar mais projecção digital para os cinemas e, quer se goste de 3-D ou não, isso é uma coisa boa. Temos melhor exibição de filmes agora, em geral, na industria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Em relação às personagens, uma das coisas mais divertidas do filme, para além de ver novamente </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0002466/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Woody</span></a><span style="color: #800000;"> e </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0002468/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Buzz</span></a><span style="color: #800000;">, foram as novas personagens. Conhecer o </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0160340/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Mr. Pricklepants</span></a><span style="color: #800000;">, a </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0203089/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Trixie</span></a><span style="color: #800000;">, o </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0203090/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Buttercup</span></a><span style="color: #800000;">&#8230; e claro, o </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0114509/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Ken</span></a><span style="color: #800000;">. Quão divertido foi criar essas novas personagens?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">LU</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Foi divertido. Foi muita pressão, introduzir novos brinquedos no mundo <strong><em><span style="color: #800000;">Toy Story</span></em></strong>, uma parte de nós sentiu <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">quem somos nós para criar novas personagens para viverem lado a lado ao Woody, Buzz e todos os outros?</span></em><span style="color: #800000;">»</span> [<em>risos</em>] mas tínhamos que o fazer, por isso fizemos o nosso melhor para criar uma colecção divertida de brinquedos que fossem bem desenhados e que tivessem boas personalidades. Foi um desafio porque eles não iriam ter muito tempo de ecrã no filme, por isso tivemos que maximizar o que fizemos nos momentos em que eles estavam no ecrã. Poderíamos ter inventado um novo conjunto de brinquedos que fossem tão divertidos? Talvez, mas foram estes que por acaso criámos. A dada altura temos que tomar uma decisão: personagens novas e vozes novas. E sabes, as pessoas parecem estar muito felizes com eles.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">______________________________________________________________________________________</span></p>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><strong><span style="color: #800000;">- DARLA K. ANDERSON (PRODUTORA) -</span></strong></span></em></h2>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><br />
<img src="http://i172.photobucket.com/albums/w25/EarthlyAlien/P7030113.jpg" border="0" alt="Photobucket" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">ANTE-CINEMA (AC)</span></span><span style="color: #800000;">:</span><span style="color: #800000;"> Trabalhou na </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;"> desde o início, na altura de </span><em><span style="color: #800000;">Toy Story</span></em><span style="color: #800000;"> na </span><em><span style="color: #800000;">Digital Angel</span></em><span style="color: #800000;">. Mencionou o quão queridas estas personagens são, não apenas para si mas para a própria </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;">, sendo as que começaram tudo. Foi difícil, capturá-las novamente, dá-las ao público novamente e dizer-lhes adeus, novamente?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DARLA K. ANDERSON (DKA)</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sim. É interessante porque… é uma espécie de microcosmo da vida porque na vida, sem querer ser demasiado profunda, devemos sempre dizer ‘sim’ às coisas e às aventuras, mas elas eventualmente acabam. E fazer estes filmes é um pouco isso. Eu tinha vindo para a <em>Pixar </em>para trabalhar em <em><strong><span style="color: #800000;">Toy Story</span></strong></em> mas depois pediram-me que fizesse outra coisa, pediram-me para gerir uma pequena divisão e eu contratei muitas pessoas, pessoas que viriam a fazer parte do futuro da <em>Pixar</em>, muitos realizadores. Mas nunca cheguei a trabalhar em <em><strong><span style="color: #800000;">Toy Story</span></strong></em>, por isso <strong><em><span style="color: #800000;">Toy Story 3</span></em></strong> foi um completar do meu sonho de há 17 anos atrás. E eu apaixonei-me pelo filme, como toda a gente, apesar de ter feito uma pequena parte dele. Então, construir uma equipa para o terceiro foi excelente porque conseguimos tantas pessoas fantásticas. Cada filme é excelente mas <strong><em><span style="color: #800000;">Toy Story 3</span></em></strong> foi extra especial para mim por todas essas razões, mas no final temos que dizer adeus a toda a nossa equipa, por isso o sentimento é sempre agridoce.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Como produtora, que é sempre um termo vago, e tendo em conta a quantidade de trabalho que é necessário para fazer um filme da </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;">, desde a ideia ao argumento, </span><em><span style="color: #800000;">storyboard </span></em><span style="color: #800000;">e filmar propriamente o filme, </span><em><span style="color: #800000;">Toy Story 3</span></em><span style="color: #800000;"> deu-lhe mais trabalho em relação aos outros filmes ou não se pode fazer essa comparação?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Cada filme tem a sua própria história, cada filme é difícil à sua própria maneira pelas suas próprias razões. Este filme foi difícil porque tínhamos a pressão do legado de <strong><em><span style="color: #800000;">Toy Story</span></em></strong>, o que é muito difícil, e é sempre, sempre difícil criar uma boa história, é a coisa mais difícil. Mas também tinha 50 papéis com diálogo. 50 papéis com diálogo é muito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Isso é algo que sempre me intrigou. Como reúne um elenco? Como associa um actor, uma pessoa que usa a sua cara todos os dias, a sua voz, com uma personagem, como um brinquedo? Como faz essa associação?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>Nós trabalhamos arduamente e ouvimos imensas vozes diferentes, imensos actores, e o mais crítico é que eles saltem à vista. Às vezes simplesmente fechamos os olhos e ouvimos. Muitas pessoas que são muito atraentes querem fazer parte dos nossos filmes mas isso não ajuda se não tiverem a voz. Por isso temos que ouvir a personagem da voz, se tem energia, se é interessante, se tem muito movimento ou capacidade de improvisação, se são divertidas. Ser divertida é  importante, ter energia é importante porque tem que se ter mais energia em animação por estar a dar-lhe vida. Dizemos sempre <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">um pouco mais alto, um pouco mais energético</span></em><span style="color: #800000;">»</span> porque estão a respirar vida para uma forma de arte. É diferente de quando estão a ser filmados, podem estar mais quietos ou introspectivos e o filme está a ler-lhes a cara, por isso temos que ter actores dispostos ou capazes de fazer isso. Passámos muito tempo nisto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: </span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000474/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Michael Keaton</span></a><span style="color: #800000;"> como </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0114509/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Ken</span></a><span style="color: #800000;">. Ele tinha trabalhado convosco em </span><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0317219/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Cars</span></a></em><span style="color: #800000;"> mas como é que se o associa a algo como o Ken?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Quando eu comecei a trabalhar em<strong><em> <span style="color: #800000;">Toy Story 3</span></em></strong>, em Março de 2006, tínhamos acabado há pouco tempo <strong><em><span style="color: #800000;">Cars</span></em></strong>. Por isso o <span style="color: #800000;">Michael Keaton</span> juntou-se à equipa muito tarde, à ultima da hora. Então ele veio à <em>Pixar </em>e ele tinha tanta energia, era muito divertido. Ele é como o <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000158/" target="_blank">Tom Hanks</a> para mim, ele traz imensa energia e humor, por isso ligámos-lhe e dissemos <span style="color: #800000;">«</span><em><span style="color: #800000;">temos uma ideia para o Ken e é nisto que estamos a pensar</span></em><span style="color: #800000;">»</span> e ele pensou e trouxe algumas ideias. Foi excelente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Concentrando-nos nas duas personagens principais, as que mais adoramos, </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0002466/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Woody</span></a><span style="color: #800000;"> e </span><a href="http://www.imdb.com/character/ch0002468/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Buzz</span></a><span style="color: #800000;">: tinham passado 11 anos desde que eles [</span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000158/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Tom Hanks</span></a><span style="color: #800000;"> e </span><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000741/" target="_blank"><span style="color: #800000;">Tim Allen</span></a><span style="color: #800000;">] tinham trabalhado juntos, não houve dificuldades em reconectar com aqueles papéis, ou eles estão em tal sintonia que não importou?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Talvez um pouco, mas não muito. Aqueles tipos vieram e estavam tão entusiasmados, trabalharam neles durante uns minutos e voltaram, foi como andar de bicicleta para eles. E o interessante é que as suas vozes não mudaram, que eu acho fascinante. O Lee é um editor incrível e ele fez grande parte da edição, por isso ele conseguiu ouvir e não tinham mudado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Este é o quarto filme que produz. Tendo trabalhado com a maioria dos realizadores da </span><em><span style="color: #800000;">Pixar</span></em><span style="color: #800000;">, o que tem cada um deles que os defina? Especialmente o Lee [Unkrich], o que o define como realizador, o que faz dele o homem ideal para realizar este filme, como John Lasseter o descreveu? O que acha que ele tem que mais ninguém tem?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>É interessante, aqueles tipos todos. Algumas pessoas fizeram a analogia de que eles são como os Beatles, cada pessoa tem um dom diferente. O John [Lasseter], ele é tão cheio de emoção verdadeira e humor baseado nas personagens. O <a href="http://www.imdb.com/name/nm0710020/" target="_blank">Joe Ranft</a>, que trabalhou em <strong><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0107688/" target="_blank">Nightmare Before Christmas</a></em></strong> [<em>ao apontar para a minha t-shirt, alusiva ao filme</em>], era assim também. E o <a href="http://www.imdb.com/name/nm0004056/" target="_blank">Andrew</a> [<span style="color: #800000;">Stanton</span>], ele é tão bom em termos de estrutura. O <a href="http://www.imdb.com/name/nm0230032/" target="_blank">Pete</a> [<span style="color: #800000;">Docter</span>] é um dos tipos mais imaginativos, ele inventa ideias verdadeiramente únicas, incrível. O Lee é o cineasta consumado. Ele vem de um passado na edição e do <em>live-action</em>, por isso quando ele veio para o <em><strong><span style="color: #800000;">Toy Story</span></strong></em> ele ensinou-nos a encenar as coisas e eu acho que é por isso que o filme foi, desde o princípio, diferente. Foi essa a contribuição do Lee.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: A ideia de colocar as câmaras na perspectiva dos brinquedos?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">: </span>Exacto. De uma forma dinâmica e contando a história através do ponto de vista das câmaras. O Lee é um cineasta brilhante e um contador de histórias disciplinado e acho que é o passado na edição e no <em>live-action</em> que se traduz. E ele está constantemente empenhado em aprender tudo e a compreender tudo e a fazer o seu trabalho de casa e a compreender o que quer e a dar boas direcções à sua equipa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">AC</span></span><span style="color: #800000;">: Sendo este a sua primeira vez a realizar sozinho, podemos assumir que ele virá a realizar muitos mais filmes no futuro?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000;">DKA</span></span></strong><span style="color: #800000;">:</span> Sem dúvida.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><strong><strong><em><strong>______________________________________________________________________________________</strong></em></strong></strong></em></strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">NOS CINEMAS A 29 DE JULHO</span></strong></h2>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Site Oficial: </span></strong><em><span style="color: #800000;"><a href="http://disney.go.com/toystory/">disney.go.com/toystory</a></span></em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;"><strong><em><span style="color: #800000;">Fotos: Gonçalo Trindade</span></em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista: Fernando Fragata, realizador de «Contraluz»</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 03:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais Ante-Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Contraluz]]></category>
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		<description><![CDATA[
Contraluz, o mais recente filme de Fernando    Fragata, estreia esta semana nos cinemas portugueses. Depois de Pesadelo Cor de Rosa (1998), Pulsação Zero (2002) e Sorte Nula (2004), Fernando     Fragata aposta agora num género diferente e traz pela segunda vez na sua carreira um filme falado totalmente em inglês. Com a principal particularidade de Contraluz ter sido rodado nos Estados Unidos da América, o filme pretende agarrar os espectadores pelas excelentes paisagens dos estados do Nevada e Arizona.
Estivemos à conversa com o realizador ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-15041  aligncenter" title="FernandoFragata" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/07/FernandoFragata.jpg" alt="" width="585" height="215" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://filmecontraluz.com/CONTRALUZ/index.html" target="_blank"><em><strong>Contraluz</strong></em></a>, o mais recente filme de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0289578/" target="_blank">Fernando    Fragata</a>, estreia esta semana nos cinemas portugueses. Depois de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0120732/" target="_blank"><em><strong>Pesadelo Cor de Rosa (1998)</strong></em></a>, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0310029/" target="_blank"><em><strong>Pulsação Zero (2002)</strong></em></a> e <a href="http://www.imdb.com/title/tt0420211/" target="_blank"><em><strong>Sorte Nula (2004)</strong></em></a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0289578/" target="_blank">Fernando     Fragata</a> aposta agora num género diferente e traz pela segunda vez na sua carreira um filme falado totalmente em inglês. Com a principal particularidade de <a href="http://filmecontraluz.com/CONTRALUZ/index.html" target="_blank"><em><strong>Contraluz</strong></em></a> ter sido rodado nos Estados Unidos da América, o filme pretende agarrar os espectadores pelas excelentes paisagens dos estados do Nevada e Arizona.</p>
<p style="text-align: justify;">Estivemos à conversa com o realizador português, numa entrevista que se processou por email, onde para além de nos ter falado sobre a rodagem, contou-nos ainda alguns pormenores sobre o que é <a href="http://filmecontraluz.com/CONTRALUZ/index.html" target="_blank"><em><strong>Contraluz</strong></em></a> e como tem sido a sua carreia ao longo dos últimos anos.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em><strong><strong><em><strong>______________________________________________________________________________________</strong></em></strong></strong></em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>ANTE-CINEMA (AC): Antes de mais, e porque os trailers já divulgados acabam por não revelar muito da história do filme, quer-nos falar um pouco sobre o que trata <em>Contraluz</em>?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>FERNANDO FRAGATA (FF):</strong></span> O filme é sobre varias personagens que se encontram em situações de extremo desespero. Cada uma delas por um motivo diferente. E quando tudo parece ter chegado ao limite, algo de inesperado acontece que vai mudar radicalmente o rumo das suas vidas. No entanto, caberá a cada uma delas moldar o seu destino de modo a reencontrar a felicidade. Mas atenção, é que há destinos que só se alcançam depois de alterar o dos outros, e aí é que está o grande twist da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: Considera <em>Contraluz</em> o seu primeiro filme de ficção-cientifica? Ou entende que este filme pode ser uma mistura de vários géneros cinematográficos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>FF:</strong> </span>Existe muita especulação sobre o filme espelhada pela net. Muito do que vejo escrito pouco tem a ver com o filme. Quando se fala em Ficção-Cientifica a primeira ideia é de que se trata de um filme com naves espaciais, extra-terrestes ou que retrata o fim do mundo, mas o filme não tem nada a ver com isso. Admito no entanto que existem elementos de ficção cientifica no filme, mas mais ao estilo de <em>Twilight Zone</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Por falar em ficção-cientifica, o filme de Christopher Nolan, <em>A Origem</em>, estreia no mesmo dia que Contraluz. Isto preocupa-o? Por outras palavras, acha que <em>A Origem </em>poderá retirar espectadores ao seu filme?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>FF:</strong></span> Todos os outros filmes Americanos me preocupam. Principalmente porque lhes é dado todas as salas e as maiores, deixando para o <em>Contraluz </em>poucas e pequenas, portanto, mesmo que houvesse mais portugueses a quererem ver o <em>Contraluz </em> do que <em>A Origem</em>, o <em>Contraluz</em> nunca poderia chegar sequer a ter metade do sucesso porque simplesmente não existem salas para o ir ver.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/Fragata_Contraluz.jpg" border="0" alt="Fernando Fragata" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Há pouco tempo atrás estreou nos cinemas <em>Um Funeral à Chuva</em>, um filme português sem qualquer tipo de apoio financeiro. Apesar de não ser o caso de <em>Contraluz</em>, qual diria que foi o caso mais complicado de ultrapassar para ser possível a realização deste filme?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>O mais complicado para se fazer um filme é arranjar o financiamento e a seguir é arranjar o financiamento, e depois é arranjar o financiamento. Tudo o resto é canja!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Quanto tempo demorou fazer este filme? Desde a ideia até estar terminado&#8230;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Se incluirmos o tempo desde a escrita do argumento e preparação, foram no total 3 anos de empenhados e intrincados trabalhos. Uma produção desta envergadura requer uma boa preparação de modo a nos precavermos de todas as possíveis adversidades que possam assolar o projecto.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>E como se sente ao ser o primeiro realizador português a filmar em Hollywood? Contraluz teve sempre o propósito de ser filmado nos E.U.A.?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Não me sinto nada de especial. Não interessa muito onde o filme foi rodado, o que realmente interessa é que o filme tenha sucesso. Já o <em>Pulsação Zero</em> e o <em>Sorte Nula</em> foram inicialmente escritos a pensar que os iria filmar nos EUA. Tal não aconteceu. Quis o destino que fosse à terceira.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong><em>Contraluz</em> tem como pano de fundo paisagens dos estados de Nevada e Arizona. Porquê filmar nestes estados? Já conhecia esses sítios ou foi algo que só decidiu após a pesquisa para a realização do filme?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>FF: </strong></span>Já conhecia bem os desertos norte-americanos e sempre foram uma fonte de inspiração para mim.  O argumento original do <em>Sorte Nula</em> tinha como cenário principal um ferro-velho no meio do deserto do Arizona nos EUA. Mas quis o destino antes que eu o filmasse num descampado do Seixal.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Quanto ao elenco, este é uma mistura de actores portugueses e americanos. Existe alguma personagem neste filme que tenha sido pensada de propósito para determinado actor? Ou resumiu-se apenas a um processo de selecção para cada personagem?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Nunca escrevo um argumento com determinado actor em mente. Sei que é sempre difícil ter os actores que se imagina, ou porque não há dinheiro para isso, ou porque não estão disponíveis. Portanto, prefiro pensar no elenco somente quando é dada a luz verde para a rodagem.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/ff_contraluz.jpg" border="0" alt="Fernando Fragata" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Já comparou o seu filme com a série americana <em>Twilight Zone</em>. Foi esta a sua grande influência para a realização de <em>Contraluz</em> ou existem outros realizadores que o marcaram até chegar a este resultado final?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Eu não &#8220;comparei&#8221;, eu apenas mencionei que o <em>Contraluz</em> tem alguns elementos ao estilo de <em>Twilight Zone</em>. É verdade que sempre fui um fã da série original de Rod Serling. Certamente que existem muitos realizadores e argumentistas que me influenciaram, mas não consigo apontar nenhum em particular.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Após ter realizado em 1998 <em>Pesadelo Cor de Rosa</em>, a sua primeira longa-metragem, já realizou até ao momento mais 3 filmes. O que mudou no trabalho do Fernando Fragata entre o <em>Pesadelo Cor de Rosa</em> até à actualidade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Sempre que acabo de fazer um filme apercebo-me de que não vale a pena o esforço, mas passados meses esqueço-me disso e começo a sonhar em fazer outro. Passados 3 filmes continuo na mesma. Portanto, acho que nada mudou.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Quanto à promoção de <em>Contraluz</em>, não se vê no exterior nem nas próprias televisões muita divulgação ao filme. Sente que isto é algo global para o cinema português e de que forma tem combatido com esta falta de ajuda por vários meios que poderiam proporcionar uma boa divulgação?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>A SIC tem dado bastante apoio e também houve alguma abertura de alguns programas nos outros canais.  Mas é claro que nunca é suficiente nem é possível igualar as campanhas de promoção dos filmes americanos que têm grandes orçamentos para o efeito.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Há hipóteses do filme ser distribuído por outros países, incluindo os E.U.A.? Acha que o facto de <em>Contraluz</em> ser falado em inglês pode ajudar neste processo de distribuição?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Pode ajudar mas não é uma formula garantida. No entanto existem já em curso negociações para a distribuição internacional do <em>Contraluz</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>AC: </strong><strong>Deixamos-lhe aqui um espaço para se dirigir a todos os nossos leitores. Qual é a mensagem que lhes quer deixar?</strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">FF:</span> </strong>Preciso de emprego. Habilitações: Sei mexer em câmaras.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em><strong><strong><em><strong>______________________________________________________________________________________</strong></em></strong></strong></em></strong></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">«<strong>CONTRALUZ</strong>»<strong> ESTREIA A 22 DE JULHO</strong></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>SITE OFICIAL: <em><span style="color: #0000ff;"><a href="http://filmecontraluz.com/CONTRALUZ/index.html" target="_blank">FILMECONTRALUZ.COM</a></span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/5-JvY8tqxnE&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1?rel=0&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="360" src="http://www.youtube.com/v/5-JvY8tqxnE&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1?rel=0&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Entrevista: Telmo Martins («Um Funeral à Chuva»)</title>
		<link>http://www.ante-cinema.com/2010/06/entrevista-telmo-martins-realizador-de-%c2%abum-funeral-a-chuva%c2%bb/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 13:12:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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Telmo Martins realiza Um Funeral à Chuva, a sua primeira longa-metragem da carreira. Com o filme praticamente a estrear nas nossas salas de cinema, estivemos à conversa com o realizador e a descobrir um pouco mais este Um Funeral à Chuva.
Antes de mais, e porque este é um ponto que deixa certamente muitas pessoas curiosas, como é que se faz um filme como «Um  Funeral à Chuva» sem praticamente qualquer apoio financeiro?
Telmo Martins (TM): Com muita determinação, crença, amor e trabalho árduo. Com uma equipa de super profissionais e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-14101" title="FunChuvaADS09 - 1565" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/06/FunChuvaADS09-1565.jpg" alt="" width="585" height="207" /></p>
<p style="text-align: justify;">Telmo Martins realiza <span style="color: #800000;"><em>Um Funeral à Chuva</em></span>, a sua primeira longa-metragem da carreira. Com o filme praticamente a estrear nas nossas salas de cinema, estivemos à conversa com o realizador e a descobrir um pouco mais este <span style="color: #800000;"><em>Um Funeral à Chuva</em></span>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Antes de mais, e porque este é um ponto que deixa certamente muitas pessoas curiosas, como é que se faz um filme como </strong></span><span style="color: #800000;"><em><strong>«</strong></em><strong><em>Um  Funeral à Chuva</em></strong><em><strong>»</strong></em></span><span style="color: #800000;"><strong> sem praticamente qualquer apoio financeiro?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Telmo Martins (TM):</span> Com muita determinação, crença, amor e trabalho árduo. Com uma equipa de super profissionais e acima de tudo excelentes amigos, disponíveis para chorar e rir num caminho que já se sabe à partida, muito sofrível e desgastante. E ainda com o apoio de outros amigos, empresas e profissionais que também eles, acreditam que sim, é possível.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><em><strong>«</strong></em></span><span style="color: #800000;"><strong><em>Um Funeral à Chuva</em></strong></span><span style="color: #800000;"><em><strong>»</strong></em></span><span style="color: #800000;"><strong> nasceu através de uma ideia de vários amigos no qual se insere. Existem no filme situações que marcaram o seu percurso académico e que agora passou para esta história?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> Embora o filme não seja autobiográfico, é inevitável que contenha situações que me aconteceram e marcaram, assim como sentimentos e memórias dos quais nunca me conseguirei separar. O percurso académico pode ser um período da vida muito especial e único, que é impossível esquecer.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Quando é que surgiu pela primeira vez a ideia de fazer este filme? Lembra-se onde estava quando isso aconteceu?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> Estava nos Açores em férias e procurava um tema para começar a esboçar algumas ideias. Através de uma conversa, por telefone, com o meu amigo e actor <span style="color: #800000;">Luís Dias</span>, surgiu uma premissa embrionária que deu origem ao guião escrito por <span style="color: #800000;">Luís Campos</span>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Uma vez que existe muita tradição no nosso país a nível académico, sente que vai haver uma grande receptividade por parte do público jovem ao seu filme?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> Espero que sim. <span style="color: #800000;"><em>Um Funeral à Chuva</em></span> retrata a amizade no seu estado mais genuíno e verdadeiro que, neste caso, surge na Universidade e no quotidiano académico. É um filme divertido, bem-disposto, que espero ter a capacidade de fazer com que todos reflictam um pouco sobre a vida. Mas, acima de tudo, é um filme que fala de todos e é para todos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/Sequence01_131899.jpg" border="0" alt="Photobucket" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>No entanto, este não é um filme apenas para os mais jovens, correcto?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM: </span>É um filme para todos. É uma história com camadas de interpretação diferentes, que no final levam à mesma ideia principal e às mesmas reflexões. Os mais novos verão o filme de um modo e os mais velhos de outro, embora, no final, tirem as mesmas conclusões.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Sendo o elenco praticamente todo ele composto por jovens actores, sente que também eles vibraram com esta história de amizade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> Sim, embora alguns não tenham passado por uma experiência académica vibrante, passados poucos dias de rodagem já a sentiam. A amizade e, como não poderia deixar de ser num projecto com estas características, esteve presente entre todos, desde o início.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Pelas imagens que podem ser vistas no trailer oficial, existem certos momentos que parecem fazer lembrar o cinema de autores como Jason Reitman e Wes Anderson. Estes realizadores funcionaram, de certa maneira, como influências?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> Inconscientemente, talvez.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>O filme ainda não estreou nas salas de cinema mas já tem vindo a mobilizar várias pessoas. Só no Facebook contam com mais de 4.000 fãs e já foram noticiados em diversos sites, jornais e blogues. Para além disto, estiveram também a promover </strong></span><span style="color: #800000;"><em><strong>«</strong></em><strong><em>Um   Funeral à Chuva</em></strong><em><strong>»</strong></em></span><span style="color: #800000;"><strong> em várias festas académicas com bastante sucesso. O que é que todo este carinho demonstrado pelos portugueses significa para si?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> Esperança. Que o filme tenha um bom percurso comercial e que todos comecem a acreditar. Que deixem de estar acorrentados à ideia de crise e comecem também a lutar pelos seus sonhos e futuro.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/FunChuvaADS09-2668.jpg" border="0" alt="Photobucket" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Falando agora no cinema português, quais são para si as maiores dificuldades em fazer cinema no nosso país?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> O panorama cinematográfico nacional é muito complexo. Fazer cinema, tecnicamente, é bastante complexo e pesado. São sempre necessários muitos recursos humanos e técnicos e, inevitavelmente, algum dinheiro, por muito pouco que seja. O cenário do cinema independente é ainda mais complicado, devido a uma grande dificuldade: A falta de tempo. Tem que ser tudo feito muito rapidamente e sem grande margem para erros. No entanto, fazer cinema até poderia ser muito simples, se os portugueses começassem a gostar de ver obras faladas em Português. Isto permitiria, não só recuperar o dinheiro investido, como também avançar para novos projectos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Em declarações à Agência Lusa em Dezembro de 2009, referiu que </strong></span><span style="color: #800000;"><em><strong>«</strong></em><strong><em>Um  Funeral à Chuva</em></strong><em><strong>»</strong></em></span><span style="color: #800000;"><strong> <em>“não é uma seca de filme português, é divertido. Não quer dizer que seja ‘comercialóide’, sem mensagem.”</em>.  Esta afirmação funciona como uma espécie de crítica ao estado actual em que o cinema português se encontra?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> Não directamente. Apenas quis dizer que o cinema Português se encontra quase sempre num de dois extremos. Cinema de Autor e Cinema Comercial sem conteúdo absolutamente nenhum. Humildemente, neste filme, tentei localizar <span style="color: #800000;"><em>Um Funeral à Chuva</em></span> a meio desta escala.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Se o filme fosse produzido noutro país, acha que a mensagem desta história iria passar da mesma forma?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> Sim, acho que sim. A amizade é um tema universal.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Depois da grande aventura que foi realizar este filme, por sinal a sua primeira longa-metragem, o que é que podemos esperar do Telmo Martins futuramente? Está já a preparar um novo filme?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> Honestidade, paixão e verdade em todos os trabalhos que, se Deus quiser, farei. A preparar ainda não, mas a pensar, sim.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Gostaria de deixar alguma mensagem especial aos leitores do Ante-Cinema?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">TM:</span> Acreditem tanto neste projecto como nós. Embora a uma primeira impressão possa ser difícil de ver, este é um projecto de todos e que, caso seja um sucesso comercial, provará que tudo é possível e que todos os sonhos são concretizáveis.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>NOS CINEMAS A 3 DE JUNHO</strong></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Site  Oficial: </strong><em><strong><a href="http://www.umfuneralachuva.com/" target="_blank">www.umfuneralachuva.com</a></strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="337" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11168154&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="337" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11168154&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Fotos: Lobby Productions e ZON Lusomundo</em></strong></span></p>
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		<title>7º Festival Black &amp; White: Entrevista a Jaime Neves (Vídeo)</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 01:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Hoje é dia de abertura de mais uma edição do Festival  Black &#38; White e o Ante-Cinema oficializa a partir de agora o início de uma extensa cobertura ao Festival. Até dia 24 de Abril (Sábado), o Porto recebe várias obras a preto e branco das áreas do áudio, vídeo e fotografia.
À semelhança do ano passado, tivemos a oportunidade de falar um pouco com o Director do Festival, Jaime Neves. Numa conversa que demorou cerca de meia hora, apresentamos em baixo cerca de 7 minutos com algumas revelações importantes ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-12738" title="jaime_neves_black&amp;white" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2010/04/jaime_neves_blackwhite.jpg" alt="" width="585" height="228" /></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje é dia de abertura de mais uma edição do <a href="http://www.artes.ucp.pt/b&amp;W/2010/index.php" target="_blank"><strong>Festival  Black &amp; White</strong></a> e o Ante-Cinema oficializa a partir de agora o início de uma extensa cobertura ao Festival. Até dia 24 de Abril (Sábado), o Porto recebe várias obras a preto e branco das áreas do áudio, vídeo e fotografia.</p>
<p style="text-align: justify;">À semelhança do ano passado, tivemos a oportunidade de falar um pouco com o Director do Festival, <span style="color: #800000;">Jaime Neves</span>. Numa conversa que demorou cerca de meia hora, apresentamos em baixo cerca de 7 minutos com algumas revelações importantes sobre esta 7ª edição e ainda algumas curiosidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Até 24 de Abril passe pela Universidade Católica Portuguesa do Porto (Campus da Foz), e desfrute desta grande festa a preto e branco.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Q6q1MSOT6vY&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="375" src="http://www.youtube.com/v/Q6q1MSOT6vY&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">Entrevista:  Fernando Ribeiro</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">Edição e  Imagem: Fábio Oliveira</span></strong></p>
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		<title>Exclusivo: Entrevista a Duncan Jones, realizador de «Moon»</title>
		<link>http://www.ante-cinema.com/2009/11/exclusivo-entrevista-a-duncan-jones-realizador-de-%c2%abmoon%c2%bb/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 00:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Sam Rockwell]]></category>

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		<description><![CDATA[ATENÇÃO: Este artigo encontra-se dividido em três páginas

Moon &#8211; O Outro Lado da Lua estreia esta quinta-feira, dia 12 de Novembro, e o Ante-Cinema tem o prazer e o orgulho de apresentar a segunda parte do nosso &#8216;Especial Moon&#8217;: a entrevista exclusiva ao realizador Duncan Jones.
Tivemos o privilégio de falar com o realizador britânico em inícios de Setembro, onde Duncan Jones foi demasiado gentil em dispor algum do seu tempo para responder às nossas perguntas e falar-nos sobre os seus gostos pessoais; sobre as filmagens de Moon e como foi ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><em>ATENÇÃO: Este artigo encontra-se dividido em três páginas</em></strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-7528" title="Duncan_Jones" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/11/Duncan_Jones.jpg" alt="Duncan_Jones" width="585" height="228" /></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.imdb.com/title/tt1182345/" target="_blank"><em><strong>Moon &#8211; O Outro Lado da Lua</strong></em></a> estreia esta quinta-feira, dia 12 de Novembro, e o Ante-Cinema tem o prazer e o orgulho de apresentar a segunda parte do nosso <span style="color: #800000;">&#8216;<strong>Especial Moon&#8217;</strong></span>: a entrevista exclusiva ao realizador <a href="http://www.imdb.com/name/nm1512910/" target="_blank">Duncan Jones</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Tivemos o privilégio de falar com o realizador britânico em inícios de Setembro, onde Duncan Jones foi demasiado gentil em dispor algum do seu tempo para responder às nossas perguntas e falar-nos sobre os seus gostos pessoais; sobre as filmagens de <a href="http://www.imdb.com/title/tt1182345/" target="_blank"><em><strong>Moon</strong></em></a> e como foi trabalhar com os actores principais; o percurso do filme pelos mais diversos festivais e da sua aclamada e fervorosa recepção.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao agradecer-mos, primeiro que tudo, a disponibilidade para esta entrevista, Duncan Jones responde apenas com duas palavras em inglês que mostram de imediato a sua simpatia perante o convite: <em>&#8216;Happy too!&#8217;</em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>SOBRE O FILME:</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Pelo trailer, <em>&#8216;Moon&#8217;</em> parece ter muitas influências em <em>&#8217;2001 &#8211; Uma Odisseia no Espaço&#8217;</em> e <em>&#8216;Solaris&#8217;</em>. Quais foram as suas maiores referências para a realização deste filme?</strong></span><br />
<span style="color: #800000;">Dunca Jones (DJ):</span> Bem, acho que esses dois títulos influenciaram praticamente todos os filmes de ficção-cientifica duma forma ou de outra. Mas era essa a abordagem idêntica que queríamos aproximar-nos, esses filmes dos fins dos anos 70 e inícios dos 80 quando havia aquele interesse em contar histórias de astronautas, ou trabalhadores no espaço. Filmes como <span style="color: #800000;"><em>&#8216;Outland&#8217;</em></span> com Sean Connery, <span style="color: #800000;"><em>&#8216;Silent Running&#8217;</em></span> com Bruce Dern e até mesmo <span style="color: #800000;"><em>&#8216;Alien&#8217;</em></span> de Ridley Scott, este último, claro, antes de se tornar num filme de terror.</p>
<p style="text-align: justify;">Para além desses filmes, <span style="color: #800000;"><em>&#8216;Moon&#8217;</em></span> foi bastante influenciado pelo livro de fotografias <span style="color: #800000;"><em>&#8216;Full Moon&#8217;</em></span>, de Michel Light, e por <span style="color: #800000;"><em>&#8216;Entering Space&#8217;</em></span>, de Robert Zubrin, um colaborador da NASA que no seu livro retrata os planos de uma colonização lunar, no nosso caso como <em>Helium-3</em> poderia de facto funcionar na lua. E finalmente o filme foi inspirado pelo próprio Sam Rockwell! Ele é um actor que admiro muito.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>O seu filme tem sido aclamado por alguns como um dos melhores filmes de ficção-cientifica dos últimos anos. Acha que o género tem-se perdido ao longo do tempo?</strong></span><br />
<span style="color: #800000;">DJ:</span> Acho que os estúdios actualmente têm uma visão errada no que verdadeiramente faz os filmes do género populares e intemporais. Hoje em dia acredita-se que é tudo sobre efeitos especiais e explosões, sobre grandes orçamentos a serem gastos. Por estas e outras razões eles têm a tendência em fazer os filmes de ficção-cientifica caros e algumas vezes estúpidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><em>&#8216;Moon&#8217;</em></span> viaja atrás no tempo em que a ficção-cientifica era sobre ideias e personagens, e penso que ainda existe audiência para isso, mesmo aqueles que não conhecem para perceberem o que têm perdido&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8216;Moon&#8217;</em> tem tido excelentes críticas, principalmente nos festivais, e apesar do filme apenas ter tido lançamento limitado nos Estados Unidos da América, acha que merecia mais promoção mundialmente? Ou prefere que ele mantenha este estatuto de &#8216;filme de culto&#8217; independente?</strong></span><br />
<span style="color: #800000;">DJ: </span>Hum&#8230; não. Eu sei que <span style="color: #800000;"><em>&#8216;Moon&#8217;</em></span> não será o típico grande blockbuster, mas também acho que é uma pena que mais dinheiro não fosse gasto na promoção do filme. Penso que <span style="color: #800000;"><em>&#8216;Moon&#8217;</em></span> faria um maior &#8216;alarido&#8217; com mais publicidade: mais trailers na televisão, mais posters na rua. Claro que a reacção do público faz uma enorme diferença, e são essas pessoas que já viram o filme que podem ajudar-nos a espalhar mais a palavra para que chegue ainda a uma maior audiência.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Como se sente em ter o seu primeiro filme no Top 250 dos melhores filmes de sempre do site IMDB?</strong></span><br />
<span style="color: #800000;">DJ:</span> É maravilhoso! Mas talvez bom demais para ser verdade! (risos) Apesar de que, se isso significar alguma coisa, mostra pelo menos o quanto apaixonado o público ficou em relação ao filme. Espero que esse público continue a mostrar o o seu apoio a<span style="color: #800000;"><em> &#8216;Moon&#8217;</em></span> como têm feito, e que também siga os próximos filmes que eu vou realizar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Como está a correr a promoção de <em>&#8216;Moon&#8217;</em>?</strong></span><br />
<span style="color: #800000;">DJ:</span> Bem, confesso que passei uma altura talvez um bocado estranha, principalmente nesse facto que toca à promoção do filme. Sam Rockwell esteve muito ocupado com as filmagens de <span style="color: #800000;"><em>&#8216;Iron Man 2&#8242;</em></span>, e Kevin Spacey, pronto, com outros projectos, então sobrou para mim todas as viagens, todos os festivais e entrevistas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Devido à sua relação com os <em>media</em> e até mesmo com os bloggers, parece que é uma pessoa verdadeiramente orgulhosa do seu filme. Está <em>&#8216;Moon&#8217;</em> exactamente como gostaria?</strong></span><br />
<span style="color: #800000;">DJ:</span> Sim estou! Isto é, eu estou muito orgulhoso em tudo o que conseguimos como um filme &#8216;pequeno&#8217; e é como eu já disse anteriormente: se eu não estou disponível para o promover quem o fará? Penso que, acima de tudo, com o tempo e o dinheiro que tivemos, fizemos um excelente trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Está a querer dizer que consegue fazer melhor?</strong></span><br />
<span style="color: #800000;">DJ:</span> Claro que sim! O futuro é brilhante e está à minha frente, e eu vou sempre olhar com orgulho para este filme e saber que foi aqui que provei que sei fazer cinema!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Quais foram então as maiores dificuldades na produção deste filme?</strong></span><br />
<span style="color: #800000;">DJ:</span> Wow&#8230; tantas. Falta de tempo, falta de dinheiro, muitos desafios técnicos tanto para a equipa como para Sam Rockwell. Talvez o maior desafio foi dar a Sam Rockwell a confiança necessária na interpretação, e &#8216;jurar&#8217; que os efeitos técnicos iriam funcionar da maneira que afirmávamos, deixando-o a fazer o que ele sabe tão bem. A primeira semana de filmagens foi como uma fase de aprendizagem, foi um período de muito nervosismo, mas depois todos nós &#8216;despertamos&#8217; e tudo o resto foi pura excitação e adrenalina.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Clint Mansell é um grande nome na composição de bandas sonoras, como foi trabalhar com ele? Trabalharam em conjunto para ideias nos temas?</strong></span><br />
<span style="color: #800000;">DJ:</span> Clint tem um talento enorme e trabalhar com ele foi um enorme prazer. Ele vive em Los Angeles, mas é inglês, e ainda é muito inglês e fã de futebol! (risos) Nós demo-nos muito bem, e praticamente o meu trabalho com ele foi muito fácil. Deixei-o fazer o seu trabalho, mas sim, dei-lhe algumas sugestões quando as coisas não estavam a funcionar tão bem, mas foi só isso. Não sou músico, por isso todos os temas são de sua autoria, mas foi uma colaboração fantástica.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE&#8230; Clique em baixo na página &#8220;2&#8243;.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Exclusivo: Entrevista a José Soares, director da revista Take</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 03:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Take - Cinema Magazine]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Take &#8211; Cinema Maganize, revista online de cinema, é já para muitos cinéfilos uma verdadeira referência. Com um estatuto bem vincado no panorama cinematográfico português, a Take chega todos os meses aos seus leitores no seu site: www.take.com.pt.
Durante este especial que o Ante-Cinema preparou para todos fãs não só de cinema como da própria revista, faremos uma pequena retrospectiva do seu aparecimento e do seu desenvolvimento até aos dias de hoje. Mais à frente, na página seguinte deste artigo, poderá ler a entrevista realizada ao director da Take, José ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/08/Take_logo_595x228.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-5162" title="Take_logo_595x228" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/08/Take_logo_595x228.png" alt="Take_logo_595x228" width="585" height="225" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A <strong>Take &#8211; Cinema Maganize</strong>, revista online de cinema, é já para muitos cinéfilos uma verdadeira referência. Com um estatuto bem vincado no panorama cinematográfico português, a Take chega todos os meses aos seus leitores no seu site: <a href="http://www.take.com.pt/" target="_blank"><strong>www.take.com.pt</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante este especial que o Ante-Cinema preparou para todos fãs não só de cinema como da própria revista, faremos uma pequena retrospectiva do seu aparecimento e do seu desenvolvimento até aos dias de hoje. Mais à frente, <strong>na página seguinte deste artigo</strong>, poderá ler a <strong>entrevista realizada ao director da Take, José Soares</strong>, que amavelmente aceitou o nosso convite.</p>
<p style="text-align: justify;">Na altura em que a Take apareceu, mais precisamente em Fevereiro de 2008, foi com algum entusiasmo e curiosidade que ela começou a chegar a algumas pessoas. Sendo o formato electrónico um passo algo arriscado e complicado para alguns, o seu criador, <strong>José Soares</strong>, em conjunto com o seu mais próximo parceiro desde a sua criação, <strong>Miguel Reis</strong>, conhecido blogger cinematográfico do <a href="http://cinemanotebook.blogspot.com/" target="_blank"><strong>Cinema Notebook</strong></a>, decidiram pegar neste enorme desafio e criar algo que até então o cinema em Portugal nunca tinha visto.</p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/Take0_300.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="154" height="215" /></p>
<p style="text-align: justify;">A primeira edição da história da Take surgiu pela primeira vez durante o mês de Fevereiro de 2008 <strong>(imagem à esquerda)</strong>. Apelidada como a <strong>edição número zero</strong>, aquela que serviria de base para o futuro próximo que se avizinhava, surgiu de bom agrado junto de quem a leu pela primeira vez e muito depressa começaram a aparecer diversos comentários de incentivo em vários pontos da internet, servindo obviamente de destaque que uma nova revista de cinema tinha aparecido. Tendo surgido algum tempo depois do encerramento da Premiere, os cinéfilos portugueses viram-se satisfeitos por perceberem que algo de novo estava a surgir e com potencial suficiente para colmatar a ausência de uma revista portuguesa sobre cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Através de uma equipa vasta e empenhada, a Take foi aos poucos passando de promessa para um produto respeitado por todos os portugueses. Apesar das adversidades bem patentes e evocadas principalmente pelo seu editor, Miguel Reis, durante os vários editoriais mensais, tornou-se notório que a Take mesmo assim está para ficar e que quer crescer cada vez mais no futuro. Apesar da falta de apoios financeiros para se ambicionar ainda mais, a Take consegue funcionar ao mesmo nível que outros pontos da imprensa nacional cinematográfica. Foi então que desde a primeira edição, aquelas que muitas vezes são criticadas por não apoiarem certos filmes, ou seja, as chamadas distribuidoras portuguesas, viram nesta revista potencial necessário para adequarem uma série de parcerias que são fortificadas até aos dias de hoje. Evocando um exemplo claro de dedicação desta revista para os portugueses, em Março de 2009, no <a href="http://cinemanotebook.blogspot.com/2009/03/em-tempos-de-crise.html" target="_blank">Cinema Notebook</a>, Miguel Reis anunciou que <em><strong>&#8220;a Take atingiu (&#8230;) a marca dos DOIS MIL (!) leitores convidados pela revista para assistir a antestreias cinematográficas.&#8221; </strong></em>Este valor significava que a revista já teria poupado aos cofres dos portugueses cerca de 10.000€. Como é óbvio, este é um valor que já se encontra actualmente mais elevado, tendo em conta que nos encontramos em Agosto de 2009 e a Take continua com os seus habituais passatempos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://i685.photobucket.com/albums/vv211/fjribeiro/take.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="585" height="274" /></p>
<p style="text-align: justify;">Razões como estas levam toda a equipa a ganhar ânimo e motivação apesar do árduo trabalho que esta envolve. Com o passar dos meses, a Take foi apresentando novidades, novos artigos de excelência que envolverem retrospectivas a alguns filmes passados, uma área de notícias sobre a 7ª Arte, e apresentam mensalmente, como vem acontecendo desde o seu aparecimento, um conjunto de críticas a diversos filmes que vão estreando nos nossos cinemas. Recentemente, a Take apresentou um conjunto de entrevistas exclusivas a várias personalidades do cinema mundial e português. Entre essas personalidades destacam-se, por exemplo, <strong>Bryce Dallas Howard</strong>, <strong>Anton Yelchin</strong>, <strong>Moon Bloodgood</strong>, <strong>Anthony Wong,</strong> <strong>António Pedro Vasconcelos</strong>, <strong>James Gray e o elenco do filme americano <a href="http://www.imdb.com/title/tt1119646/" target="_blank"><em>A Ressaca</em></a></strong>. A revista aposta ainda no apoio a vários festivais de cinema nacionais, tendo estado presente e ajudado a divulgação de eventos como: <strong>IndieLisboa, Fantasporto, Black &amp; White, MotelX, Fast Foward, entre outros&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sendo sem dúvida alguma uma aposta ganha dos seus criadores, a Take vai &#8220;jogando&#8221; com o que tem no momento e o seu futuro, como os seus leitores o pedem, são recheados de certezas. Uma delas reside no facto de que esta é uma grande revista de cinema e que assim o vai ser durante muito mais tempo. Se está a ler este especial e acha, como nós e todos os leitores desta revista, que poderá ajudar financeiramente as suas ambições do futuro, vale a pena ler este <strong><a href="http://www.ionline.pt/conteudo/14621-quem-paga-uma-revista-gratuita-na-net" target="_blank">ARTIGO</a></strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>JÁ A SEGUIR: ENTREVISTA A JOSÉ SOARES &#8211; DIRECTOR DA TAKE</strong></span><span style="text-decoration: underline;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>(Clique em baixo no &#8220;2&#8243;)</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevistas ao realizador e elenco de «A Ressaca»</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 18:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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The Hangover &#8211; A Ressaca, que vai estrear entre nós esta quinta-feira, é o actual número um dos Estados Unidos da América e promete fazer o mesmo sucesso nos cinemas mundiais. Esta comédia, realizada por Todd Phillips, fez até agora no box office americano perto de 105 milhões de dólares (em apenas quase duas semanas de exibição), e deverá continuar a ganhar a preferência do público americano por mais algum tempo.
Depois de termos apresentado a antevisão a este filme, o Ante-Cinema revela agora algumas entrevistas realizadas ao realizador e elenco ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/06/thehangover.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3753" title="thehangover" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/06/thehangover.jpg" alt="thehangover" width="585" height="226" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.imdb.com/title/tt1119646/"><em><strong>The Hangover &#8211; A Ressaca</strong></em></a>, que vai estrear entre nós esta quinta-feira, é o actual número um dos Estados Unidos da América e promete fazer o mesmo sucesso nos cinemas mundiais. Esta comédia, realizada por Todd Phillips, fez até agora no box office americano perto de 105 milhões de dólares (em apenas quase duas semanas de exibição), e deverá continuar a ganhar a preferência do público americano por mais algum tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de termos apresentado a <a href="http://www.ante-cinema.com/2009/06/antevisao-the-hangover-a-ressaca/"><strong>antevisão</strong></a> a este filme, o Ante-Cinema revela agora algumas entrevistas realizadas ao realizador e elenco deste <a href="http://www.imdb.com/title/tt1119646/"><em><strong>A Ressaca</strong></em></a>. Com a cortesia do <a href="http://www.youtube.com/user/RealVideoUK">Real.com</a>, Todd Phillips, o realizador, Ed Helms, Zach Galifianakis, Bradley Cooper, Justin Bartha e Heather Graham, revelam um pouco como foi trabalhar neste filme e algumas memórias sobre a fase das rodagens. Existiu ainda algum tempo para Todd Phillips falar um pouco sobre <a href="http://www.imdb.com/title/tt1411697/"><em><strong>The Hangover 2</strong></em></a>, ao que parece já confirmado pela Warner Brothers.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as entrevistas em baixo:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>TODD PHILLIPS</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QNkPGF3WISw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="360" src="http://www.youtube.com/v/QNkPGF3WISw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ED HELMS E ZACH GALIFANAKIS</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LR4T5qWhG9E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="360" src="http://www.youtube.com/v/LR4T5qWhG9E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>BRADLEY COOPER E JUSTIN BARTHA</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Od62msARDBw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="360" src="http://www.youtube.com/v/Od62msARDBw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>HEATHER GRAHAM</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/hfUGMDYFh8k&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="360" src="http://www.youtube.com/v/hfUGMDYFh8k&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Festival Black &amp; White: Entrevista a Jaime Neves (Vídeo)</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 01:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Festival Audiovisual Black & White]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade Católica Portuguesa do Porto]]></category>

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No dia em que irá decorrer a conferência de imprensa do 6º Festival Audiovisual Black &#38; White (hoje, 15 de Abril, no centro comercial Dolce Vita Porto), onde estarão presentes alguns elementos da direcção do festival, o Ante-Cinema não quer que lhe falte nada sobre este evento e preparou para todos os leitores uma entrevista especial. Estivemos à conversa com o director do Black &#38; White, Jaime Neves, por alturas de Dezembro de 2008, e assim foi possível descobrir um pouco mais sobre aquilo que representa o festival e o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/04/jaime_neves.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1876" title="jaime_neves" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/04/jaime_neves.jpg" alt="jaime_neves" width="584" height="306" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No dia em que irá decorrer a conferência de imprensa do <strong>6º Festival Audiovisual Black &amp; White</strong> (hoje, 15 de Abril, no centro comercial Dolce Vita Porto), onde estarão presentes alguns elementos da direcção do festival, o Ante-Cinema não quer que lhe falte nada sobre este evento e preparou para todos os leitores uma entrevista especial. Estivemos à conversa com o director do Black &amp; White, Jaime Neves, por alturas de Dezembro de 2008, e assim foi possível descobrir um pouco mais sobre aquilo que representa o festival e o que podemos esperar desta 6ª edição que irá acontecer de <strong>22 a 25 de Abril</strong> na <strong>Universidade Católica Portuguesa do Porto (Campus da Foz)</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A entrevista tem cerca de dez minutos e pode ser vista no vídeo em baixo. O Ante-Cinema tem acompanhado todas as novidades relativamente ao festival, e caso tenha interesse em descobrir do que se trata e o que acontece durante os dias em que decorre o Black &amp; White, damos-lhe essa possibilidade através do passatempo com a oferta de entradas duplas para qualquer sessão deste evento. Para mais informações de como participar basta clicar <a href="http://www.ante-cinema.com/2009/04/passatempo-black-white-ganhe-entradas-duplas-para-o-festival/"><strong>AQUI</strong></a>.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="590" height="420" data="http://www.youtube.com/v/gGBnpe1hli4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gGBnpe1hli4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Entrevistado:</strong> Jaime Neves</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Entrevistador:</strong> Fernando Ribeiro</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Filmagens e Edição:</strong> Fábio Oliveira</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Site Oficial B&amp;W: <a href="http://artes.ucp.pt/b&amp;w/2009/index.php">artes.ucp.pt/b&amp;w</a></strong></p>
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		<title>Festival Audiovisual Black &amp; White em destaque na revista Take</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 19:17:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Festival Audiovisual Black & White]]></category>
		<category><![CDATA[Take]]></category>
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Com a edição de Março da revista Take lançada hoje, o 6º Festival Audiovisual Black &#38; White marcou presença de destaque nesta nova edição. O director do festival, Jaime Neves, respondeu a algumas perguntas que a Take amavelmente disponibilizou, sendo que terá todo o acesso a essa entrevista em www.take.com.pt. Poderá encontra-la mais precisamente nas páginas 18 e 19 da revista.
Nas respostas dadas por Jaime Neves, pode conhecer mais a fundo a essência e o carisma de um festival que é único no mundo. Com a celebração do preto e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/03/jaime_neves.jpg"><img class="size-full wp-image-966 alignnone" title="jaime_neves" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/03/jaime_neves.jpg" alt="jaime_neves" width="503" height="284" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Com a edição de Março da revista Take lançada hoje, o <strong>6º Festival Audiovisual Black &amp; White</strong> marcou presença de destaque nesta nova edição. O director do festival, Jaime Neves, respondeu a algumas perguntas que a Take amavelmente disponibilizou, sendo que terá todo o acesso a essa entrevista em <a href="http://www.take.com.pt/"><strong>www.take.com.pt</strong></a>. Poderá encontra-la mais precisamente nas páginas 18 e 19 da revista.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas respostas dadas por Jaime Neves, pode conhecer mais a fundo a essência e o carisma de um festival que é único no mundo. Com a celebração do preto e branco cada vez mais perto do seu início (<strong>de 22 a 25 de Abril</strong>), o <em>Black &amp; White</em> irá apresentar grandes novidades para a edição deste ano. Para seguir todas as últimas notícias sobre o festival, deve acompanhar o <em>Ante-Cinema</em> ou seguir o <em>Twitter B&amp;W</em> criado à cerca de um mês para todos os fãs do preto e branco, e não só!</p>
<p style="text-align: justify;">O Ante-Cinema apresentará, antes e durante o festival, um conjunto de especiais diários para não perder nada sobre o Black &amp; White. Daqui a cerca de duas semanas não perca aqui a divulgação em exclusivo do programa oficial.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Site Oficial:</strong> <strong><a href="www.artes.ucp.pt/b&amp;w/2009/index.php"><strong>www.artes.ucp.pt/b&amp;w/2009/index.php</strong></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Twitter:</strong> <a href="www.artes.ucp.pt/b&amp;w/2009/index.php"><strong>twitter.com/bw_festival</strong></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Especial The Wrestler: Entrevistas &#8211; Parte I</title>
		<link>http://www.ante-cinema.com/2009/02/especial-the-wrestler-entrevistas-parte-i/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 19:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais Ante-Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Evan Rachel Wood

O Ante-Cinema inicia hoje um conjunto de especiais sobre The Wrestler. E, tendo em conta que já vimos o filme na passada quarta-feira conforme informamos aqui, se uma das surpresas residiu no facto de o filme não viver apenas de Mickey Rourke, outra das surpresas recaiu numa actriz em clara ascensão por ter feito uma excelente interpretação neste The Wrestler. Falamos claro de Evan Rachel Wood. Assim sendo, e enquanto a crítica do Ante-Cinema não chega, deixamos por agora a entrevista realizada à actriz sobre o seu papel ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Q_ASblxJYfY/SZWFEvMhx3I/AAAAAAAABtQ/eGcuEVPO6vU/s1600-h/wrestler.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 147px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q_ASblxJYfY/SZWFEvMhx3I/AAAAAAAABtQ/eGcuEVPO6vU/s400/wrestler.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302290452733609842" border="0" /></a><span style="font-weight: bold;">Evan Rachel Wood</span></div>
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<div style="text-align: justify;">O Ante-Cinema inicia hoje um conjunto de especiais sobre <a href="http://www.imdb.com/title/tt1125849/"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">The Wrestler</span></a>. E, tendo em conta que já vimos o filme na passada quarta-feira conforme informamos <a href="http://ante-cinema.blogspot.com/2009/02/wrestler.html">aqui</a>, se uma das surpresas residiu no facto de o filme não viver apenas de Mickey Rourke, outra das surpresas recaiu numa actriz em clara ascensão por ter feito uma excelente interpretação neste <a href="http://www.imdb.com/title/tt1125849/"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">The Wrestler</span></a>. Falamos claro de Evan Rachel Wood. Assim sendo, e enquanto a crítica do Ante-Cinema não chega, deixamos por agora a entrevista realizada à actriz sobre o seu papel neste filme de Darren Aronofsky, bem como a dica para ficarem atentos à sua interpretação. Dizendo mais, não ficava nada mal se esta tivesse sido nomeada para o <span style="font-style: italic;">Oscar</span> de <span style="font-style: italic;">Melhor Actriz Secundária</span>. Percebem porquê quando a crítica completa surgir por aqui.</p>
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<p><span style="font-style: italic;">Ante-Cinema#</span></div>
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